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Covid-19: Brasil tem 291.579 casos confirmados e 18.859 mortes

De acordo com o balanço diário do Ministério da Saúde, o número de casos confirmados em 24 horas bateu recorde, de 19.951. No total, 291.579 pessoas estão infectadas. O resultado marcou um acréscimo de 7,3% em relação a ontem (19), quando o número de pessoas infectadas estava em 271.628.

O Brasil teve 888 mortes registradas nas últimas 24 horas, com 18.859. O resultado representou um aumento de 4,9% em relação a ontem, quando foram contabilizados 17.971 mil falecimentos pela covid-19. O número de novos falecimentos foi menor do que o registrado ontem, quando foram contabilizadas 1.179 mortes.

Do total de casos confirmados, 156.037 (53,5%) estão em acompanhamento e 116.683 (40%) foram recuperados. Há ainda 3.483 mortes em investigação.

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (5.363). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (3.237), Ceará (1.900), Pernambuco (1.834) e Amazonas (1.561).

Além disso, foram registradas mortes no Pará (1.633), Maranhão (634), Bahia (362), Espírito Santo (341), Alagoas (251), Paraíba (230), Minas Gerais (177), Rio Grande do Norte (170), Rio Grande do Sul (161), Amapá (142), Paraná (137), Santa Catarina (94), Rondônia (90), Piauí (87), Goiás (78), Acre (76), Distrito Federal (77), Sergipe (69), Roraima (64), Tocantins (42), Mato Grosso (32) e Mato Grosso do Sul (17).

Já em número de casos confirmados, o ranking tem São Paulo (69.859), Ceará (30.560), Rio de Janeiro (30.372), Amazonas (23.704) e Pernambuco (22.560). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Pará (18.135), Maranhão (15.114), Bahia (11.197), Espírito Santo (8.092) e Paraíba (5.838).

Boletim epidemiológico covid-19.
Boletim epidemiológico covid-19. – Ministério da Saúde

Em termos de comparação absoluta, o mapa global da universidade Johns Hopkins mostra que o Brasil ocupa a terceira posição em casos confirmados, atrás da Rússia (308,7 mil) e Estados Unidos (1,54 milhão).

No número de mortes, o país ocupa a sexta posição, atrás de Espanha (27.888), França (28.135), Itália (32.330), Reino Unido (35.785), Estados Unidos (93.163).

Nos dois indicadores, é preciso considerar também a população dos países, uma vez que o Brasil é mais populoso do que nações como Reino Unido, Itália e Espanha. Até o início da noite de hoje, já haviam sido registrados 4,96 milhões de casos confirmados em todo o mundo.

Cloroquina

Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, representantes do Ministério da Saúde apresentaram o novo documento de orientações para o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para o tratamento da covid-19, divulgado hoje (20). O tema gerou polêmica, pois até o momento não há evidências comprovadas sobre a eficácia do medicamento, e era motivo de divergências entre o presidente Jair Bolsonaro e dos então ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

Anteriormente, a pasta havia elencado a possibilidade de uso, mas para casos graves, diante dos riscos de complicações cardíacas. No dia 7 de abril, o então ministro Luiz Henrique Mandetta declarou que a droga poderia ser utilizada “inclusive em outros casos” (sintomas leves) a depender da decisão do médico.

A secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Ribeiro, afirmou que a diferença do documento anunciado hoje traz uma “orientação a partir da definição do CFM [Conselho Federal de Medicina] de que médicos precisam ter livre arbítrio”.

“Hoje orientamos que prescrições possam ser feitas e oferecemos esse medicamento. Quando temos alternativas cujos estudos mostram resultados promissores. O que o Ministério da Saúde está orientando não é a autoprescrição, mas o direito para que todos possam ter o acesso à medicação a partir da avaliação presencial”, disse Mayra Ribeiro, pontuando que o medicamento passará a ser ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A secretária argumentou que foram utilizados como referência protocolos e medidas em outros países favoráveis a este tratamento, mas não detalhou entidades ou países que usam cloroquina e hidroxicloroquina para casos de sintomas leves.

O secretário executivo substituto, Élcio Franco, afirmou que a diretriz foi “pactuada” com conselhos dos secretários estaduais e municipais e com a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Questionado durante a entrevista sobre a falta de evidências científicas acerca da eficácia do medicamento, respondeu: “todos sabem que estudos científicos demandam tempo. Se esperarmos que sejam seguidos todos os passos, já vai ter acabado a epidemia e milhares de pessoas morrerão”, declarou Franco.

Leitos de UTI

A equipe do Ministério da Saúde informou que já foram habilitados 6.152 leitos de UTI para uso exclusivo de tratamento da covid-19 durante a pandemia. A habilitação é o procedimento pelo qual o órgão reconhece o leito de um estado ou município e passa a ser responsável pelo custeio deste. De acordo com a pasta, a diária para arcar com estas despesas foi dobrada, de R$ 800 para R$ 1,6 milFonte Agência Brasil.

Mais de mil profissionais atuam nos hospitais de campanha de São Luís e Açailândia

A técnica de Segurança do Trabalho Mônica Amorim, de 35 anos, e o enfermeiro Jonivaldo Lopes Santos, de 26, aceitaram o desafio de combater o novo coronavírus, mesmo sabendo dos impactos que isso terá em suas vidas profissionais e pessoais. Eles fazem parte dos mais de mil profissionais que atuam nos Hospitais de Campanha de Açailândia e de São Luís, entregues no sábado (16) e na última segunda-feira (18), respectivamente, pelo Governo do Estado.

No total, os dois hospitais contam com 1.007 profissionais de diversas especialidades e linhas de atuação, sendo 212 em Açailândia e 795 em São Luís.

Por meio de Processo Seletivo Simplificado realizado pela Secretaria de estado da Saúde (SES) e Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), Mônica e Jonivaldo passaram a integrar a equipe do Hospital de Campanha de Açailândia, que dispõe de 53 leitos clínicos e sete leitos de UTI. A estrutura da unidade é resultado de uma parceria entre Governo do Estado, por meio da SES, e a Vale, e está sendo administrada pela EMSERH.

Com 10 anos de carreira, Mônica Amorim Sousa é ciente que este será o maior desafio de sua vida profissional. “Vai ser uma batalha grande, mas eu penso que é uma experiência que eu vou levar para a vida inteira, principalmente na minha área. Eu vejo assim, não pelo profissionalismo, mas pela parte do amor, de poder ajudar as outras pessoas”, afirmou a técnica de Segurança no Trabalho.

Já Jonivaldo Lopes Santos viu no Processo Seletivo uma oportunidade de ajudar o Maranhão a combater o novo coronavírus, além de ter um grande aprendizado na profissão que escolheu. “É mais uma forma de a gente poder ajudar por amor à profissão, mesmo sabendo que nós, como profissionais da saúde, vamos nos expor mais. Mas a gente sabe que ao mesmo tempo a gente está ajudando vidas e hoje o estado está precisando ainda mais dos profissionais da saúde. Então isso vai fazer com que a gente tenha um aprendizado, uma experiência diferente do que era comum antes dessa pandemia”, explicou o enfermeiro.

Para o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, é fundamental reconhecer e agradecer o empenho dos profissionais que estão atuando diretamente no combate à doença. “Sem o profissional não adianta ter essa estrutura. A estrutura de saúde não se faz com mãos, se faz com o coração. São profissionais que aceitaram o desafio, sabendo do risco que estão se colocando ao combater a doença, um inimigo invisível que não tem trégua. Então, é importante dizer que a gente agradece muito aos profissionais”, destacou.

O presidente da EMSERH, Marcos Grandes, também endossa o empenho dos profissionais da área da saúde em atuar neste momento de pandemia. “Nesse processo de pandemia, temos tido diversas atitudes da parte dos profissionais de saúde que faz com que os respeitemos ainda mais. E a EMSERH tem aberto seletivos que têm uma adesão muito grande desses profissionais de saúde, o que demonstra uma força de vontade em querer ajudar”, avaliou.

HOSPITAL DE CAMPANHA DE SÃO LUÍS

Com 200 leitos, o Hospital de Campanha de São Luís foi erguido em tempo recorde graças à parceria entre SES, Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) e a EMSERH. A unidade foi entregue na última segunda-feira (18).

Apesar de garantir o aumento da oferta de mais leitos para o atendimento de pacientes com o novo coronavírus, os Hospitais de Campanha não são motivo de comemoração, na visão do secretário Carlos Lula. “Infelizmente, talvez seja a primeira unidade hospitalar que a gente inaugura já querendo fechar. Porque o fechamento do Hospital de Campanha vai indicar que a gente venceu, que a gente conseguiu dar um passo adiante, que a gente conseguiu vencer a doença”, afirmou.

Ascom

Juiz prorroga prisão domiciliar de detentos que estão no grupo de risco da Covid-19

Penitenciária de Pedrinhas, em São Luís — Foto: Reprodução/TV Mirante
Penitenciária de Pedrinhas, em São Luís — Foto: Reprodução/TV Mirante

A 1ª Vara de Execuções Penais de São Luís (1ª VEP) prorrogou por mais 30 dias, a prisão domiciliar para presos do regime semiaberto que se enquadram no grupo de risco por conta da pandemia do novo coronavírus. Pertencem ao grupo idosos, hipertensos, portadores de diabetes, doenças cardiovasculares, respiratórias ou renais crônicas, portadores de HIV, mulheres grávidas e lactantes.

A prorrogação foi assinada pelo juiz Márcio Castro Brandão, titular da vara. A medida atendeu a um pedido da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) que teme risco de contaminação da Covid-19 nos presos e servidores da pasta. Além disso, também foram consideradas as altas taxas de casos da doença que levaram a adoção de medidas restritivas como o ‘lockdown’ (bloqueio total) na Grande Ilha de São Luís e o estado de emergência em saúde declarado pelo Ministério da Saúde.

Ao todo, 70 internos de 10 unidades prisionais de São Luís tiveram direito a prisão domiciliar. Com isso, os detentos não deverão se ausentar o endereço indicado à unidade prisional sem justificativa ou autorização do juiz, uso de monitoramento eletrônico e apresentação espontânea à unidade prisional, no dia seguinte ao fim da vigência da portaria.

Caso as medidas sejam descumpridas, o mandado de prisão será expedido e um processo disciplinar será aberto por falta grave. O interno também terá benefícios suspensos e se for necessário, será regredido ao regime fechado.

Não estão sendo beneficiados com a saída temporária os internos que não apresentarem boa conduta carcerária ou tiverem com mandado de prisão provisória. Nesses casos, deverá a unidade prisional providenciar o devido isolamento para a proteção do apenado, em conformidade com o plano de contingência do Covid-19, estabelecido pela SEAP.Fonte G1 MA

Pessoas devem comprovar motivação para transitar entre Timon e Teresina; conheça as regras

O prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), assinou um novo decreto nessa segunda-feira (18) que determina medidas mais duras nas barreiras sanitárias situadas entre a capital piauiense e o município de Timon, no Maranhão.

Uma delas é de que, a partir de agora, as pessoas que desejarem entrar em Teresina deverão apresentar documentação e comprovar a necessidade de trafegar entre as cidades.

Conforme o decreto, está permitida a entrada de servidores e empregados públicos, trabalhadores de empresas privadas, funcionários que residem no Maranhão e que atuam em estabelecimentos de serviços essenciais em Teresina.

 Pontes entre Teresina e Timon com barreiras sanitárias registram longos engarrafamentos  — Foto: Reprodução/TV Clube
Pontes entre Teresina e Timon com barreiras sanitárias registram longos engarrafamentos

— Foto: Reprodução/TV Clube

Sobre a entrada de pessoas que apresentarem problemas de saúde, o secretário do municipal de governo, Fernando Said, explicou que quem apresentar qualquer problema de saúde só poderá ter acesso a Teresina pelo sistema de regulação do SUS ou em casos de urgência ou emergência.

 “Nós teremos a capacidade de atender as pessoas que realmente precisem da condição de apoio da Prefeitura de Teresina, do sistema de saúde da capital. Então, somente nesses dois casos: pelo sistema de regulação do SUS, que é nacional e que a cidade coordena no estado e também nos casos de urgência e emergência”, afirmou.

O secretário informou que o novo decreto foi desenvolvido após o aumento significativo de pacientes vindos de outros estados e de municípios, especialmente do Maranhão.

“O que nós temos observado é que tem aumentado muito o número de pacientes de outros estados e municípios em Teresina. Então, nós estamos com um decreto regulamentando o controle de entrada de veículos. Poderão acessar Teresina as pessoas que, realmente, tenham algum vínculo com a cidade ou que tenham necessidades obrigatórias”, afirmou.

Cadastramento em site: como fazer?

As pessoas que se enquadram nos critérios do decreto e que necessitam de acesso frequente a capital piauiense poderá se cadastrar no site da Fundação Municipal de Teresina (FMS) para obter o documento digital. A pessoa deverá apresentar este documento sempre que passar pelas barreiras sanitárias.

Os veículos que descumprirem o decreto estarão sujeitos a uma multa no valor de R$ 195,23 por cada passageiro transportado. Além disso, está autorizada a apreensão de qualquer veículo ou meio de transporte, inclusive fluvial, que esteja transportando passageiros em desacordo com o decreto. O veículo ou meio de transporte apreendido será conduzido a um local adequado e ficará sob a tutela dos órgãos do poder municipal.

As barreiras sanitárias serão coordenadas e orientadas pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), Vigilância Sanitária, Guarda Civil Municipal, Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito e Polícia Militar do Piauí.

Decretos determinam distanciamento social

Para evitar a contaminação pelo vírus, o isolamento social e medidas emergenciais foram determinadas por meio de decretos do governo do estado e das prefeituras, como na capital piauiense, para que a população fique em casa e evite ao máximo ir às ruas.

Policiais fazem abordagens nas fronteiras do estado a ônibus e veículos particulares. Escolas, universidades e a maior parte do comércio, assim como serviços públicos, suspenderam as atividades. Os decretos preveem que quem descumprir as regras pode ser penalizado com multa ou até prisão.Fonte Agência Brasil.

Novo protocolo para cloroquina sai nesta quarta, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Ministério da Saúde vai publicar, nesta quarta-feira (20), um novo protocolo para o uso da hidroxicloroquina e da cloroquina em pacientes diagnosticados com o novo coronavírus. A declaração foi dada por Bolsonaro durante uma entrevista concedida ao jornalista Magno Martins, de Pernambuco, nas redes sociais.

“Amanhã cedo, o ministro da Saúde vai assinar o novo protocolo da cloroquina. O último protocolo era de 31 de março, permitia a cloroquina apenas em casos graves. E agora não, esse novo protocolo é a partir dos primeiros sintomas. Quem não quiser tomar não toma”, afirmou.

No final de março, o Ministério da Saúde incluiu em seus protocolos a sugestão de uso da cloroquina em pacientes hospitalizados com gravidade média e alta, mas mantendo a norma corrente na medicina de que cabe ao médico a decisão sobre prescrever ou não a substância ao paciente. A pasta também distribuiu ao menos 3,4 milhões de doses do medicamento para os sistemas de saúde dos estados.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) não recomenda o uso da droga, mas autorizou a prescrição em situações específicas, inclusive em casos leves, a critério do médico e em decisão compartilhada com o paciente.

Novo ministro

Sobre a indicação de um novo ministro da Saúde, Bolsonaro disse que não tem pressa e fez elogios ao interino na pasta, o general Eduardo Pazuello. Segundo o presidente, Pazuello seguirá no comando da pasta.

“Por enquanto, deixa lá o general Pazuello, está indo muito bem, uma pessoa inteligente. É um gestor de primeira linha, graças a ele tivemos a Olimpíada do Rio de Janeiro. Ele foi o coordenador da Operação Acolhida, do pessoal que vem da Venezuela”, destacou.

General do Exército, Pazuello foi nomeado para o segundo cargo mais alto da hierarquia ministerial no último dia 22, após Nelson Teich assumir o ministério no lugar de Luiz Henrique Mandetta e deixar o cargo em pouco menos de um mês.

Especialista em Logística, o militar foi coordenador logístico das tropas do Exército durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, além de ter coordenado a Operação Acolhida, que presta assistência aos imigrantes venezuelanos que chegam a Roraima fugindo da crise política e econômica no país vizinho.

Volta do futebol

Durante a entrevista, o presidente também comentou que recebeu mais cedo, no Palácio do Planalto, os dirigentes do Flamengo e do Vasco da Gama, clubes que defendem a volta do futebol no país, paralisado em função da pandemia do novo coronavírus. Estiveram com Bolsonaro os presidentes do Flamengo, Rodolfo Landim, e do Vasco, Alexandre Campello, entre outros integrantes dos clubes.

“Eu conversei com a cúpula do Flamengo, hoje, e tinha também o presidente do Vasco da Gama. Eles querem voltar a jogar futebol. Então, conversamos com o Ministério da Saúde, para ter um protocolo para abrir, ter um certo regramento, começa sem ninguém na arquibancada”, afirmou o presidente.Fonte Agência Brasil.

Covid-19: Brasil passa da marca de mil mortes registradas por dia

O Brasil bateu recorde de mortes registradas em um dia em razão da covid-19, com 1.179. No total, 17.971 pessoas já perderam a vida por causa da doença. O resultado representou um aumento de 7% em relação a ontem (18), quando foram contabilizados 16.792 mil falecimentos pela covid-19. A letalidade (número de mortes por quantidade de casos confirmados) ficou em 6,6% e a mortalidade (número de óbitos pela quantidade da população) foi de 8,6%.

O balanço diário do Ministério da Saúde registrou também recorde de novos casos confirmado em 24 horas, com 17.408. No total, 271.628 pessoas foram infectadas. O resultado marcou um acréscimo de 6,8% em relação a ontem, quando o número de pessoas infectadas estava em 254.220.

Do total de casos confirmados, 146.863 (54%) estão em acompanhamento e 106.794 (39,3%) foram recuperados. Há ainda 3.319 mortes em investigação. O número marca um aumento em relação aos últimos números para este indicador, que davam entre 2.000 e 2.300 falecimentos em investigação.

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (5.147). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (3.079), Ceará (1.856), Pernambuco (1.741) e Amazonas (1.491).

Além disso, foram registradas mortes no Pará (1.519), Maranhão (604), Bahia (326), Espírito Santo (325), Alagoas (231), Paraíba (219), Minas Gerais (167), Rio Grande do Norte (160), Rio Grande do Sul (151), Amapá (136), Paraná (129), Santa Catarina (91), Piauí (85), Rondônia (87), Goiás (73), Acre (72), Distrito Federal (72), Sergipe (63), Roraima (61), Tocantins (38), Mato Grosso (32) e Mato Grosso do Sul (16).

Já em número de casos confirmados, o ranking tem São Paulo (65.995), Ceará (28.112), Rio de Janeiro (27.805), Amazonas (22.132) e Pernambuco (21.242). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Pará (16.295), Maranhão (14.198), Bahia (11.013), Espírito Santo (7693) e Santa Catarina (5.413).

Boletim epidemiológico covid-19
Boletim epidemiológico 19.05, por Ministério da Saúde

Em termos de comparação absoluta, segundo o mapa global da universidade Johns Hopkins, mais atualizado do que o mantido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil passou o Reino Unido e ocupou a terceira posição em casos confirmados de covid-19, atrás da Rússia (299,941 mil) e Estados Unidos (1,52 milhão).

No número de mortes, o Brasil ocupa a sexta posição, atrás de Espanha (27.778), França (28.025), Itália (32.169), Reino Unido (35.422), Estados Unidos (91.661).

Nos dois indicadores, é preciso considerar também a população dos países, uma vez que o Brasil é mais populoso do que nações como Reino Unido, Itália e Espanha. Até o início da noite de hoje, já haviam sido registrados 4,88 milhões de casos confirmados de covid-19 no mundo.

Atendimento psicológico

Em entrevista no Palácio do Planalto, representantes do Ministério da Saúde anunciaram que começou hoje o atendimento psicológico a distância para os profissionais de saúde. O projeto, chamado de Telepsi, é uma iniciativa em parceria com o Hospital das Clínicas de Porto Alegre e com a Universidade Federal do  Rio Grande do Sul (UFRGS).

Os trabalhadores da saúde que desejarem acessar o serviço de atendimento devem ligar para 0800 644 6543. As consultas serão realizadas semanalmente com o mesmo psicólogo. Caso haja necessidade de medicação, haverá o encaminhamento presencial para um psiquiatra. A expectativa é fornecer o serviço a 10 mil profissionais.

“O projeto do Telepsi vai também atender profissionais do Brasil Conta Comigo, de todas as áreas da saúde. A intenção é que a gente possa prestar assistência a todos os profissionais que estejam precisando”, disse a diretora substituta do departamento de Ações Programáticas Estratégicas do Ministério da Saúde, Maria Dilma Teodoro.

Doação de leite materno

A equipe do Ministério da Saúde aproveitou a entrevista para lançar uma campanha de doação de leite materno, que visa ampliar o estoque. Segundo o órgão, de janeiro a abril o número de mulheres que se dispuseram a contribuir caiu de 61 mil para 58 mil.

O leite materno é fornecido a crianças prematuras internadas, que não podem ser amamentadas. Além disso, alimentam crianças e ajudam a diminuir o risco de doenças, como diabetes e obesidade. Cada pote de 300 ml pode alimentar até 10 recém-nascidos.

Toda mulher pode doar, mas diante da pandemia, o Ministério da Saúde colocou algumas restrições nas orientações. “A doação deve ser evitada se tiver sintoma de gripe ou morar com alguém que apresente sintomas”, explicou a secretária substituta de Atenção Primária à Saúde, Daniela Ribeiro.Fonte Agência Brasil.

Universitários atuam na linha de frente no combate à Covid-19 no Maranhão

Nesta terça-feira (19) o governador Flávio Dino reuniu, por meio de videoconferência, com alunos-bolsistas dos cursos de Enfermagem e Medicina que atuam diretamente na linha de frente do combate ao coronavírus no Maranhão.

“Gostaria de expressar nosso agradecimento em nome da sociedade, em nome da população, a todos vocês que se dedicam a essa causa nobre. Acima de qualquer vínculo temporário, está em primeiro plano a dimensão do serviço, a dimensão humanitária nesse momento especialmente grave na saúde pública no planeta, por isso toda a nossa gratidão a vocês”, disse o governador.

Ao todo, são 52 alunos de Enfermagem e 20 alunos de Medicina da UFMA, UEMA, Uniceuma, CEST, Santa Terezinha, Florence e Estácio de Sá que participaram de processo seletivo e hoje são bolsistas FAPEMA atuando diretamente no combate ao coronavírus.

À frente da coordenação científica, o secretário de Políticas Públicas Marcos Pacheco falou sobre a importância de reunir alunos, professores e supervisores de cursos da saúde para unir forças nas ações de enfrentamento à Covid-19.

“Os estudantes atuam nas tendas das UPAs auxiliando na estratificação de risco dos pacientes, no atendimento do call center e também no aplicativo Monitora Covid. Estamos felizes com o engajamento e participação de alunos, professores e supervisores maranhenses que têm nos ajudado nas ações de combate ao coronavírus no Maranhão”, finalizou o secretário Marcos Pacheco.

Ascom