Durante a deflagração da 79ª fase da operação Lava Jato, a Polícia Federal apreendeu um helicóptero na garagem da residência do empresário Lobão Filho, em São Luís.
Além da aeronave, foram apreendidos três carros de luxo no imóvel.
A operação de hoje, batizada de Vernissage mira Márcio Lobão e Edison Lobão Filho, filhos do ex-ministro de Minas e Energia no governo de Dilma Rousseff, Edison Lobão.
A TV Difusora também foi alvo da Polícia Federal.
Segundo o Ministério Público Federal, um dos objetivos da ação é apreender mais de 100 obras de arte que teriam sido adquiridas pela família Lobão com dinheiro proveniente de desvios na Petrobras e na Transpetro, entre 2005 e 2011.
O esquema criminoso foi montado a partir da venda e compra de obras de arte.
A PF identificou que uma Organização voltada a fraudar o caráter competitivo das licitações mediante o pagamento de propina a altos executivos da Petrobras, bem como a outras empresas a ela relacionadas, como a Transpetro.
Em meio ao apagão que se deu no que diz respeito a abertura do Liceu Codoense o ex-vice prefeito de Codó Dr. Ricardo Torres volta a tecer duras críticas ao prefeito Zé Francisco pela falta de respeito aos codoenses em não abrir a tão sonhada escola Liceu Codoense.
Será que BOA VONTADE é a VACINA para a INCOMPETÊNCIA?
Então, o Liceu Codoense vai funcionar brevemente e não vamos perder a parceria com o Governo Federal para concluir a implantação da primeira Escola Cívico-Militar de Codó?! Olha que beleza. Muito bem, prefeito.
O Liceu Codoense significa muito para todos que amam nossa Cidade.
Dá muito orgulho saber que fomos capazes de restaurar o prédio mais importante de nossa história. Principalmente para servir à educação de nossas crianças como uma escola pública e gratuita.
Somos sim capazes de construirmos juntos um futuro cada vez melhor para nossa Cidade, com fé, esperança e amor pelas pessoas. Afinal, parece que realmente temos vacina…
Foram cortados e queimados aproximadamente 200 pés de maconha e os canteiros foram destruídos.Foto: Divulgação/ Polícia Militar do Maranhão
Policiais do Serviço de Inteligência, apreenderam aproximadamente 15 kg de drogas e cortaram uma roça com 200 pés de maconha na região da Vila Pindaré, em Buriticupu, cidade localizada a 417 km de São Luís.
A plantação estava em um terreno de difícil acesso, ilhado pelas águas do Rio Pindaré, a equipe utilizou uma canoa para chegar ao local.
A polícia acredita que esse plantio tinha como objetivo apenas a colheita de sementes para serem utilizadas em roças de grande porte, devido ser bem menor do que os outros já encontrados.
Foram cortados e queimados aproximadamente 200 pés de maconha e os canteiros foram destruídos.Por G1-MA
Cerca de 3,5 milhões de beneficiários do Auxílio Emergencial e do Auxílio Emergencial Extensão poderão sacar o benefício a partir desta segunda-feira (11). Estão incluídos os nascidos em maio, que podem sacar ou transferir os recursos da Poupança Social Digital. Foram creditados R$ 2,4 bilhões para esses públicos nos ciclos 5 e 6 de pagamentos do Auxílio Emergencial.
Desse total, R$ 2,2 bilhões são referentes às parcelas do Auxílio Emergencial Extensão e o restante, R$ 200 milhões, às parcelas do Auxílio Emergencial.
Para realizar o saque em espécie, é necessário fazer o login no App Caixa Tem, selecionar a opção “saque sem cartão” e “gerar código de saque”. Depois, o trabalhador deve inserir a senha para visualizar o código de saque na tela do celular, com validade de uma hora. O código deve ser utilizado nos caixas eletrônicos da Caixa, nas unidades lotéricas ou nos correspondentes Caixa Aqui.
Os saques em dinheiro podem ser feitos nas lotéricas, correspondentes CAIXA AQUI ou nas agências.
Segundo a Caixa, continua disponível aos beneficiários a opção de utilização dos recursos creditados na Poupança Social Digital para a realização de compras, por meio do cartão de débito virtual e QR Code, pagamento de boletos, contas de água, luz, telefone, entre outros serviços.Fonte Agência Brasil.
O eleitor que não compareceu às urnas no primeiro turno das eleições municipais de novembro tem até esta semana para justificar a ausência. Caso o procedimento não seja realizado, será preciso pagar uma multa. Quem não regularizar a situação pode ficar sujeito a restrições.
O prazo vence na quinta-feira (14) para quem faltou ao primeiro turno das eleições municipais 2020. Para o segundo turno, o limite é 28 de janeiro.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda que a justificativa seja feita, preferencialmente, por meio do aplicativo e-Título, disponível para celulares com sistemas operacionais Android ou iOS.
O procedimento pode ser feito também pela internet, por meio do Sistema Justifica. Ou ainda de modo presencial, no Cartório Eleitoral. Em qualquer um dos casos, o eleitor precisará preencher um Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE), descrevendo por que não votou. O TSE pede que seja anexada documentação que comprove a razão da falta.
Isso porque o RJE pode ser recusado pela Justiça Eleitoral, se a justificativa não for plausível ou se o formulário for preenchido com informações que não permitam identificar corretamente o eleitor, por exemplo.
Se tiver o requerimento negado, para regularizar a situação o eleitor precisará pagar a mesma multa de quem perdeu o prazo para a justificativa. O valor da multa pode variar, de acordo com o estipulado pelo juízo de cada zona eleitoral. Existe a possibilidade de o eleitor solicitar isenção, se puder comprovar que não tem recursos para arcar com a penalidade.
Cada justificativa é válida somente para o turno ao qual o eleitor não compareceu por estar fora de seu domicílio eleitoral. Ou seja, se não tiver votado no primeiro e no segundo turno da eleição, terá de justificar a ausência de cada um, separadamente, obedecendo aos mesmos requisitos e prazos de cada turno.
Nas eleições 2020 foi registrada abstenção recorde tanto no primeiro (23,14% do eleitorado) quanto no segundo (29,5%). Quando foram realizadas as votações, o Brasil tinha 147.918.483 eleitores aptos a votar.
A justificativa para a ausência é necessária porque o voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos, conforme o Artigo 14 da Constituição. Quem não justificar e não pagar a multa para regularizar a situação junto à Justiça Eleitoral fica sujeito a uma série de restrições legais, impedido de:
– obter passaporte ou carteira de identidade;
– receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, autárquico ou paraestatal, bem como fundações governamentais, empresas, institutos e sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço público delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição;
– participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos estados, dos territórios, do Distrito Federal, dos municípios ou das respectivas autarquias;
– obter empréstimos nas autarquias, nas sociedades de economia mista, nas caixas econômicas federais e estaduais, nos institutos e caixas de Previdência Social, bem como em qualquer estabelecimento de crédito mantido pelo governo, ou de cuja administração este participe, e com essas entidades celebrar contratos;
– inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, e neles ser investido ou empossado;
– renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;
– praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda;
– obter certidão de quitação eleitoral;
– obter qualquer documento perante repartições diplomáticas a que estiver subordinado.
As inscrições para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2020 começam nesta segunda-feira (11) e vão até 22 de janeiro. Os interessados podem se inscrever na página do Encceja na internet, gratuitamente. Caso necessário, o participante pode solicitar, durante a inscrição, atendimento especializado para o dia da prova.
O exame é constituído por quatro provas objetivas, por nível de ensino, cada uma contendo 30 questões de múltipla escolha e uma proposta de redação.
Encceja
O Encceja é destinado a jovens e adultos que não concluíram seus estudos na idade adequada para cada etapa de ensino, desde que tenham, no mínimo, 15 anos completos para o ensino fundamental e 18 anos completos no caso do ensino médio, na data de realização do exame.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é o responsável pela realização do exame, que é aplicado desde 2002, em colaboração com as secretarias estaduais e municipais de Educação.
Já a emissão do certificado e da declaração de proficiência é de responsabilidade das secretarias de Educação e dos institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia, que firmam Termo de Adesão ao Encceja.
Justificativa de ausência
Também nesta segunda-feira, os inscritos que tiveram recusada a justificativa de ausência no Encceja 2019 e entraram com recurso poderão conferir os resultados.
O prazo para fazer a justificativa terminou em dezembro. O procedimento é obrigatório para quem se inscreveu em 2019, mas faltou a alguma das provas e agora deseja tentar novamente na edição de 2020.
Se ainda com o recurso a justificativa não tiver sido aceita, o participante terá ressarcir o Inep em R$ 40 ao se inscrever novamente. O pagamento poderá ser feito a partir da próxima semana, por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU) que será gerada ao final do ato de inscrição.Fonte Agência Brasil.
Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 devem estar atentos às regras para evitar o contágio pelo novo coronavírus. As medidas que devem ser adotadas tanto na aplicação do Enem impresso quanto do Enem digital estão previstas nos editais dos exames, e o descumprimento poderá levar inclusive à eliminação dos candidatos.
A máscara de proteção facial será item obrigatório nesta edição do Enem. Além de precisar apresentar um documento oficial original com foto e de ter uma caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente, quem não estiver de máscara não poderá fazer a prova.
Dentro de sala, os estudantes deverão permanecer com a máscara durante toda a realização do exame. O edital prevê que a máscara deve ser usada da maneira correta, cobrindo o nariz e a boca. Caso isso não seja feito, o participante será eliminado. Os candidatos poderão levar máscaras para trocar durante a aplicação, seguindo a recomendação de especialistas da área de saúde.
O equipamento de proteção poderá ser retirado apenas para a identificação dos participantes, para comer e beber. Toda vez que retirarem a máscara, os participantes não devem tocar na parte frontal dela, e devem, em seguida, higienizar as mãos com álcool em gel próprio ou fornecido pelo aplicador. As mãos devem ser higienizadas também quando os participantes forem ao banheiro e no decorrer do exame.
Outra regra é o distanciamento social. As salas, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), estarão dispostas de forma a assegurar a distância entre os participantes.
Quem for diagnosticado com covid-19 ou apresentar sintomas da doença, ou de outra infectocontagiosa até a realização do exame deve comunicar o Inep pela Página do Participante e pelo telefone 0800 616161. Esses candidatos terão direito de participar da reaplicação do Enem nos dias 23 e 24 de fevereiro.
Pandemia
A realização das provas em um momento de aumento de dos casos e das mortes por covid-19 em todo o país preocupa professores, estudantes, autoridades e especialistas. “É um risco grande mobilizar milhões de pessoas em um momento desses”, diz o professor titular de epidemiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Roberto Medronho. Em todo o país, cerca de 5,8 milhões de estudantes estão inscritos para fazer o Enem, de acordo com o Inep.
Segundo Medronho, as medidas anunciadas ajudam a controlar a transmissão, mas não há um cenário completamente seguro. “Garantia não há. O ideal é suspender o exame. Mas, posso dizer que vai minimizar de forma razoável o risco”, diz.
De acordo com Medronho, os participantes podem também se proteger evitando aglomerações nos portões do local exame, mantendo um distanciamento de pelo menos 1,5 metro das pessoas ao redor, mesmo antes de entrar na prova. Devem também, mesmo que não seja obrigatório, levar máscaras para trocar ao longo do exame. “Recomendo que levem duas máscaras e que na metade da prova troque pela máscara nova. Com isso, estarão protegendo a si mesmos e protegendo os colegas”, orienta.
Pedidos de adiamento
Com o agravamento da pandemia, surgiu nas redes sociais um novo movimento pedindo o adiamento do Enem. O Brasil bateu a marca de 200 mil pessoas mortas pela covid-19. O número diário de óbitos ultrapassou a marca de 1 mil por dia.
Na sexta-feira (8), a Defensoria Pública da União apresentou novo pedido de tutela de urgência para o adiamento das provas do Enem. As provas, de acordo com o pedido, devem ser adiadas “até que possa ser feito de maneira segura, ou ao menos enquanto a situação não esteja tão periclitante quanto agora”.
Mais de 40 entidades científicas, entre elas a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) e Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), assinaram nota conjunta pedindo também o adiamento das provas. “É necessário adiar o Enem e é urgente que secretarias estaduais de Educação coordenem planejamentos para garantir as condições pedagógicas e sanitárias para que todos os estudantes participem do Enem. Esse exame existe para incidir na redução das desigualdades do acesso ao ensino superior e não pode servir para ampliar desigualdades ou, o que é inaceitável, se tornar espaço vetor de uma pandemia”, diz a nota.
Inep
O Inep decidiu manter o exame, para garantir que os estudantes tenham acesso ao ensino superior e possam continuar a formação. Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Inep, Alexandre Lopes, afirmou que a autarquia preparou-se para fazer o exame em um contexto de pandemia. “Temos a segurança [de] que a prova deve ser feita e que as condições de aplicação são adequadas, são as que precisam ser tomadas.”
O Enem 2020 será aplicado na versão impressa nos dias 17 e 24 de janeiro e, na versão digital, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.
Infográfico medidas de segurança Enem – Arte/EBCFonte Agência Brasil.
A imunização na Indonésia está marcada para começar já nesta semana. O presidente Joko Widodo deve ser o primeiro cidadão a receber a dose da Coronavac no país. “Por que o presidente é o primeiro? Não para se colocar na frente, mas para que todos acreditem que a vacina é segura e lícita”, escreveu Widodo em seu Twitter na última quinta-feira.
A Coronavac ainda aguarda autorização da Anvisa para uso emergencial no País. De acordo com o órgão regulador brasileiro, o Instituto Butantã não entregou toda a documentação necessária para os trâmites legais. Em entrevista à CNN Brasil na noite de ontem, o secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse que vai analisar as pendências com a Anvisa ainda nesta manhã.
Epidemiologistas e microbiologistas têm pedido à equipe da Coronavac no Brasil a disponibilização dos estudos completos do imunizante, ainda não divulgados. Como explicou ao Estadão/Broadcast o infectologista Esper Kallas, professor da Faculdade de Medicina da USP e coordenador do centro da pesquisa da Coronavac no Hospital das Clínicas, a taxa de eficácia de 78% informada na última quinta-feira é somente um recorte do estudo da vacina e não corresponde ao índice geral de eficácia, que deve ficar abaixo dos 78% informados.Fonte O ESTADÃO
De acordo com o levantamento da agência virtual, Salvador, Fortaleza e São Paulo integram a lista das cidades com maior volume de viagens domésticas
São Paulo, janeiro de 2021 – A cidade de Recife, em Pernambuco, foi o destino nacional preferido dos brasileiros que viajaram de avião ao longo de 2020. De acordo com o levantamento da agência virtual de turismo ViajaNet, que apurou o volume total de venda de passagens aéreas para o Brasil entre janeiro e novembro do ano passado, a capital pernambucana foi responsável sozinha por 3,3% das viagens domésticas do País.
Segundo a pesquisa, a cidade de Salvador, na Bahia, aparece logo na segunda posição, com 2,5% das vendas de viagens nacionais, seguida por Fortaleza, no Ceará, na terceira posição do ranking, com quase 2% do montante de bilhetes emitidos para destinos domésticos. Na lista do ViajaNet, surgem em seguida as cidades São Paulo, Rio de Janeiro e Maceió (veja abaixo a lista completa das sete cidades nacionais mais procuradas).
Para o head of marketing do ViajaNet, Gustavo Mariotto, as cidades do Nordeste ainda são a preferência dos brasileiros que viajam dentro do País. “Entretanto, observa-se uma ligeira mudança de comportamento do consumidor, com um interesse crescente por cidades com grande estrutura para atividades culturais e gastronômicas, como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, por exemplo”, comenta Mariotto.
As sete cidades nacionais mais procuradas pelos brasileiros:
Posição
Cidade
1º
Recife
2º
Salvador
3º
Fortaleza
4º
São Paulo
5º
Rio de Janeiro
6º
Maceió
7º
Porto Alegre
Sobre o ViajaNet
ViajaNet é uma agência de viagens online com diferenciais em atendimento e serviços ao e-consumidor, com capacidade de apresentar as melhores opções de mais de 900 companhias aéreas, seguros e pacotes turísticos. A empresa é 100% nacional e aposta no mercado brasileiro, oferecendo ao consumidor a oportunidade de descobrir o mundo em um clique.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anuncia um “avanço tremendo” na obtenção de vacinas adicionais da Pfizer. O novo acordo com a empresa permitirá que Israel vacine todos os seus cidadãos com mais de 16 anos até o final de março, diz Netanyahu, “e talvez antes”.
Foto: O brasileiro Marcos Susskind, 71 anos, residente em Israel, tomando a vacina contra a COVID-19 em Tel Aviv no dia 23/12/2010.
A vacinação contra o novo coronavírus já começou em diversos países do mundo. Quem aparece como líder do movimento internacional é Israel, que vem se destacando pela agilidade e pelo sucesso da campanha: até o início de janeiro, o país já vacinou 20% de seus habitantes, número muito acima das demais nações. Em pouco mais de duas semanas, Israel iniciou a imunização de mais de 1,5 milhões de habitantes. O país encaminhou as negociações com fornecedores de vacinas ainda na metade de 2020, e fez um novo acordo com a Pfizer para até o final de março vacinar todos os seus cidadãos com mais de 16 anos, “ou ainda antes”, segundo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
“A importância da vacina é fundamental, e dentre as inúmeras preocupações e esforços na área de segurança em Israel, a saúde de sua população é máster”, diz André Lajst, cientista político e diretor-executivo da ONG StandWithUs Brasil, uma organização internacional de educação sobre Israel. Os israelenses definiram a vacinação como prioridade nacional, e atualmente contam com um ritmo de imunização de mais de 150 mil pessoas por dia. O primeiro imunizado foi Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro do país, que tomou a dianteira para encorajar a população a se vacinar.
“É importante para mim que todos nós e o público árabe do Estado de Israel sejamos vacinados rapidamente, isso é importante porque se trata de salvar vidas e só então poderemos voltar à vida normal”, disse o primeiro-ministro. Para André Lajst, a postura de Israel pode ser vista como um modelo para o Brasil, tanto na abordagem prioritária e na conscientização da população para a importância da vacina, quanto para os esforços de distribuição e aplicação eficaz da imunização em todos seus cidadãos.
“As acusações que vemos em alguns veículos noticiosos de que Israel está negando a vacinação aos palestinos é mentirosa e falsa”, ressalta André. Ele explica que Israel possui um sistema público de saúde a todos seus cidadãos. Os palestinos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia não são cidadãos israelenses, são cidadãos palestinos sob o comando da Autoridade Nacional Palestina, reconhecida como autogoverno por 137 países.
Existem 2 milhões de muçulmanos em Israel e 300 mil palestinos que residem em Jerusalém Oriental e possuem residência em Israel. Todos estão sendo vacinados, assim como os judeus israelenses. “Não há qualquer discriminação quanto à nacionalidade ou religião. Brasileiros não serão vacinados na Argentina. Canadenses não serão vacinados nos EUA, esta é a regra geral”, afirma André, e complementa: na verdade, Israel já vacinou mais palestinos do que o Líbano, que tem a maior população de refugiados palestinos do Oriente Médio, os quais moram em campos de refugiados cercados sem direitos civis, e do que a Jordânia, onde 80% da população é de origem palestina. Além disso, Israel doou milhões de dólares e toneladas de produtos para combater a pandemia para a Autoridade Palestina. “O Ministério da Saúde palestino não solicitou ajuda de Israel na compra ou na aplicação da vacina à sua população e o grupo terrorista Hamas, que controla a Faixa de Gaza, jamais concordaria em solicitar nada aos israelenses, nem mesmo vacinas para sua população”, afirma.
As autoridades israelenses esperam que, com a imunização em massa, este seja o último lockdown do país. Assim, o governo israelense pretende que, até março, seja estabelecido o controle sobre a situação de emergência, estado declarado no início da pandemia. Dentre as propostas estudadas pelo governo está a abertura de postos de vacinação 24 horas por dia, sete dias por semana, visando acelerar ao máximo o processo de imunização.
O sucesso da vacinação israelense é uma combinação de negociações precoces, prioridade de investimento nas vacinas, acordos com mais de um fornecedor, uma liderança política engajada na causa, a conscientização da população e redução das resistências, e o emprego de logística e tecnologia avançadas.