Blog do Walison - Em Tempo Real

Ministério da Saúde inclui grávidas no grupo prioritário de vacinação

O Ministério da Saúde decidiu incluir as grávidas e puérperas (mulheres no período pós-parto) no grupo prioritário para receber a vacina contra a covid-19, informou hoje (27) a coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) do ministério, Franciele Francinato. 

Em audiência na Câmara dos Deputados para debater a situação das vacinas no país, a coordenadora disse que a medida foi tomada em razão da situação preocupante da pandemia no Brasil e visto que grávidas e puérperas têm risco maior de hospitalização por covid-19.  “A vacinação deve começar a partir do dia 13 de maio”, informou.

Em 15 de março, o governo já tinha incluído as gestantes com comorbidades. De acordo com Franciele, uma nota técnica foi encaminhada ontem (26) aos secretários estaduais de Saúde, com as novas orientações.

“Nossa indicação é que, nesse momento, vamos alterar um pouco a recomendação da OMS [Organização Mundial de Saúde] que hoje indica a vacinação, de acordo com o custo x benefício. Mas, hoje, o risco de não vacinar gestantes no país já justifica a inclusão desse grupo para se tornar um grupo de vacinação nesse momento”, afirmou.

Apesar da mudança, de acordo com a pasta, em um primeiro momento, devem ser vacinadas as grávidas com doenças pré-existentes. De acordo com a coordenadora, serão usados as vacinas Coronavac, AstraZeneca e da Pfizer. Neste caso, o primeiro lote de entregas do imunizante deve chegar na próxima quinta-feira (29) e 1,3 milhão de doses serão distribuídos para utilização nas capitais.

Franciele disse que a medida foi tomada devido a necessidade de armazenagem das vacinas. Para manter a estabilidade do material, a vacina precisa ficar armazenada em temperaturas de -90° a -60°, por até seis meses.

No caso das capitais, as doses serão encaminhados aos centros que podem manter o imunizante em temperaturas de -20° pelo período de sete dias.

“Para a aplicação, a vacina pode ficar em temperatura de geladeira, de até 8°, por até cinco dias”, afirmou.Por Agência Brasil

Caixa libera lote de auxílio emergencial para 206 mil pessoas

Cerca de 206,1 mil trabalhadores informais que corrigiram informações no cadastro foram incluídos na nova rodada do auxílio emergencial, anunciou a Caixa Econômica Federal nesta terça-feira (27). Os contemplados receberão o benefício a partir de 16 de maio, junto com o pagamento da segunda rodada, quando serão creditadas duas parcelas nas contas poupança digitais.

Após a segunda parcela, esse público será incorporado ao calendário tradicional e receberá a terceira e a quarta parcelas nas datas estabelecidas. A relação dos beneficiados pode ser consultada no portal consultaauxilio.cidadania.gov.br, no siteauxilio.caixa.gov.br ou pelo telefone 111.

Segundo o Ministério da Cidadania, foram aprovados 206.126 novos benefícios. Desse total, 142.531 têm direito à cota de R$ 150 (pessoas que moram sozinhas), 39.719 receberão R$ 250 e 23.876 mulheres chefes de família que sustentam a casa sozinhas receberão R$ 375.

O trabalhador que teve o pedido processado, mas continuou com o benefício negado, terá dez dias para contestar a decisão.

Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o auxílio emergencial. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para receber o benefício, a regularização do CPF e os critérios de desempate dentro da mesma família para ter acesso ao auxílio.Por Agência Brasil

Em Codó – MA Homem é preso por violência doméstica e duas armas de fogo também são apreendidas

Na manhã desta segunda-feira (26), o 17º BPM foi acionado para atender uma ocorrência de violência doméstica no Povoado Santa Rita do Moisés, na Zona Riral de Codó.
Chegando ao local, testemunhas informaram que o autor havia se desentendido com a vítima, que é sua esposa, e por esse motivo teria agredido a vítima; fato que foi confirmado pela própria vítima.
No momento da ocorrência foram encontradas duas armas de fogo de fabricação caseira e um facão.
Os materiais e o autor das agressões foram encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Codó.
*MATERIAL APREENDIDO:*
– 02 ESPINGARDAS.
-01 ARMA BRANCA (FACÃO).
*17º BPM, SUA SEGURANÇA É NOSSA MISSÃO! *

 *DISQUE DENÚNCIA: 98857-2397*

Covid-19: Brasil chega a 391,3 mil mortes e 14,3 milhões de casos

O total de mortes causadas pela pandemia do novo coronavírus chegou a 391.936. Nas últimas 24 horas, foram confirmados 1.139 novos óbitos. Ontem (25), o balanço diário marcava 381.478 vítimas que não resistiram à pandemia.

Boletim/situação epidemiológica da covid 19 no Brasil/26.04.2021

Boletim/situação epidemiológica da covid 19 no Brasil/26.04.2021 – Divulgação/Ministério da Saúde

Ainda há 3.628 mortes em investigação por equipes de saúde. Isso porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente.

Já a soma de diagnósticos positivos desde o início da pandemia alcançou 14.369.423. Ontem e hoje, foram confirmados 28.636 novos diagnósticos positivos. Ontem, o painel do Ministério da Saúde marcava 13.973.695 casos acumulados.

As informações estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada na noite desta segunda-feira (26). O balanço é elaborado a partir dos dados sobre casos e mortes levantados pelas autoridades locais de saúde.

O número de pessoas recuperadas está em 12.879.051 e o de pacientes com casos ativos, em acompanhamento por equipes de saúde, em 1.098.436.

Os dados em geral são menores aos domingos e às segundas-feiras porque há menos trabalhadores para fazer os novos registros de casos e mortes no fim de semana. Já às terças-feiras, os dados tendem a ser maiores, já que neste dia o balanço recebe o acúmulo das informações não processadas no fim de semana.

Estados

O estado que registra mais mortes por covid-19 é São Paulo (92.798). Em seguida, vêm Rio de Janeiro (42.927), Minas Gerais (32.41), Rio Grande do Sul (24.266) e Paraná (21.656).

Já as unidades federativas com menos óbitos pela doença são Acre (1.488), Roraima (1.472), Amapá (1.517), Tocantins (2.473) e Alagoas (4.138).Por Agência Brasil

Diretoria da Anvisa rejeita importação e uso da Sputnik V

Os cinco diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) rejeitaram, por unanimidade, a importação e o uso da vacina russa Sputnik V pelo Brasil. A decisão foi tomada na noite desta segunda-feira (26). O imunizante é produzido pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. Os diretores do órgão se reuniram, de forma extraordinária, para avaliar os pedidos de nove estados para a aquisição da vacina.

O diretor da Anvisa, Alex Machado Campos, que é o relator do pedido, considerou que o imunizante pode trazer riscos à saúde. Além disso, foram apontadas falhas e pendências na documentação apresentada pelo fabricante. Ele se baseou em pareceres técnicos de três gerências da Anvisa, que fizeram uma apresentação no início da reunião. 

“Para os pleitos ora em deliberação, o relatório técnico da avaliação da autoridade sanitária ainda não foi apresentado, os aspectos lacunosos não foram supridos, conforme as apresentações técnicas. Portanto, diante de todo o exposto, verifica-se que os pleitos em análise não atendem, neste momento, às disposições da Lei 14.124 e da Resolução da Diretoria Colegiada 476, de 2021, razão pela qual eu voto pela não autorização dos pedidos de importação e distribuição da vacina Sputnik V solicitados pelos estados que já relacionamos”, afirmou o diretor-relator. O voto do relator foi seguido pelos outros relatores da agência.

A deliberação foi marcada dentro do prazo estipulado pela Lei n º 14.124/21, e de acordo com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que determinou a análise da questão dentro do prazo de 30 dias. Caso não houvesse essa análise por parte da Anvisa, a vacina poderia ser importada. 

Os estados que tiveram seus pedidos avaliados pela Anvisa foram: Bahia, Acre, Rio Grande do Norte, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Ceará, Sergipe e Pernambuco. Além desses, também estão com pedidos pendentes de avaliação, ainda dentro do prazo, os estados de Rondônia, Sergipe, Tocantins, Amapá e Pará, e os municípios de Niterói (RJ) e Maricá (RJ). Ao todo, esses pedidos somam 66 milhões de doses, que poderiam vacinar cerca de 33 milhões de pessoas, por meio de duas doses.      

Antes da votação dos diretores, gerentes de três departamentos da Anvisa apresentaram seus pareceres técnicos contra a compra da Sputnik V. Os relatórios foram incorporados ao voto do diretor-relator, Alex Machado Campos.

Vírus replicante  

Em sua apresentação, o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, argumentou que os lotes analisados mostram a presença de adenovírus com capacidade de reprodução no composto da vacina, o que traz riscos à saúde. A tecnologia utilizada na fabricação da Sputnik V é a do adenovírus vetor. Por meio dessa técnica, o código genético do Sars-Cov-2, que é o vírus da covid-19, é inserido no adenovírus e este, ao ser administrado em seres humanos por meio da vacina, estimula as células do organismo a produzir uma resposta imune. 

O adenovírus é um vírus que possui uma capacidade natural de replicação no corpo humano, mas quando utilizado como imunizante, essa capacidade de reprodução deve estar neutralizada, o que não teria ocorrido no caso dos lotes da Sputnik avaliados pela Anvisa.    

“Um dos pontos críticos, cruciais, foi a presença de adenovírus replicante na vacina. Isso significa que o vírus, que deve ser utilizado apenas para carregar o material genético do coronavírus para as células humanas e promover a resposta imune, ele mesmo se replica. Isso é uma não conformidade grave”, disse Mendes. “Esse adenovírus replicante foi detectado em todos os lotes apresentados da vacina Sputnik”, 

Esse procedimento, explicou o gerente-geral, está em desacordo com o desenvolvimento de qualquer vacina de vetor viral, de acordo com os parâmetros de autoridades regulatórias dos Estados Unidos e da União Europeia. Ele alertou que, uma vez no organismo humano, o adenovírus replicante poderia causar viroses e se acumular em tecidos específicos do corpo, como nos rins. 

Documentação 

Em outra avaliação, dessa vez sobre as empresas que fabricam a vacina, a Gerência Geral de Inspeção e Fiscalização da Anvisa informou que não foi apresentado o relatório técnico de aprovação do imunizante russo para verificar o controle de qualidade na fabricação. 

Por causa disso, a Anvisa analisou documentos próprios e de outras autoridades regulatórias internacionais e solicitou a realização de uma inspeção presencial em duas das empresas que fabricam a vacina na Rússia, a Generium e a UfaVITA. A inspeção no Instituto Gamaleya, que é o desenvolvedor da vacina, foi negada pelo governo russo. Essa inspeção foi realizada ao longo da semana passada por três técnicos enviados pela agência. Na visita, de acordo com a gerente de inspeção, Ana Carolina Merino, foram constadas não conformidades na fabricação da vacina, que impactam, entre outras, na garantia de esterilidade do produto. 

“Neste momento, o risco inerente à fabricação não é possível de ser superado, tanto para o insumo fabricado pela Generium quanto pelos produtos acabados fabricados pela Generium e pela UfaVITA, então a nossa gerência não recomenda a importação da vacina”, afirmou. 

Em outro parecer, a gerente-geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária da Anvisa, Suzie Marie Gomes, afirmou haver falta de informações conclusivas sobre eventos adversos de curto, médio e longo prazos decorrentes do uso da vacina, o que prejudica a avaliação do produto. “Eu chamo a atenção também para que a ausência de dados também é informação. A ausência de comprovação é considerada uma evidência, e uma evidência forte, sobretudo quando temos uma estimativa de população exposta ao risco que beira os 15 milhões de cidadãos”, afirmou.Por Agência Brasil

Cartórios registram aumento de 120% nos óbitos de pessoas entre 30 e 39 anos no Maranhão

Março deste ano, registrou o maior índice de mortes no estado e, em abril, já supera o número de nascimentos na região. — Foto: Getty Images
Março deste ano, registrou o maior índice de mortes no estado e, em abril,já supera o número de nascimentos na região. — Foto: Getty Images

Um levantamento aponta que houve um aumento de 120% no registro de óbitos de pessoas entre 30 e 39 anos por conta da Covid-19 no Maranhão. Os dados são da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Maranhão (Arpen/MA), com base nos registros realizados nos 217 cartórios existentes no estado.

De acordo com os dados, o falecimento de pessoas nesta faixa etária que representavam, em média, 3,85% das mortes em março, subiu para 8,4% em abril. Além disso, também foi registrado um crescimento de 76% no número de mortes de pessoas com idades entre 20 e 29 anos no Maranhão.

Segundo a Arpen, a faixa de pessoas entre 40 e 49 anos foi um pouco menos afetada pelo número de falecimentos nesta etapa da pandemia. Em janeiro deste ano, as mortes deste grupo representaram 8% dos óbitos, já em fevereiro ficou em 9,37%; em março subiu para 10,3% e nos primeiros dias de abril, chegou a 8,4% do total de mortos pela doença no Maranhão.

Em relação à média de óbitos desde o início da pandemia, a população entre 40 e 49 anos, que representava 7,1% dos óbitos, registrou um aumento de 19% do número de mortes nos primeiros dias de abril. Além disso, ficou constatado que mesmo com o início da campanha de vacinação contra a Covid-19 no Maranhão, os idosos com idades entre 60 a 69 anos ainda seguem bastante afetados pela doença.

Em abril do ano passado, as mortes de pessoas nesta faixa etária representavam, em média, 21,1% dos óbitos pela doença no estado. Até a primeira quinzena de abril, o percentual de vítimas chegou a 26,3%.

Queda nas mortes de idosos

O levantamento aponta que os idosos da faixa etária entre 90 e 99 anos representavam, em média, 4,3% do total de mortos pela Covid-19 desde o início da pandemia. Em março, já com os primeiros reflexos da vacinação para esta idade, passaram a representar 2,7% dos óbitos e, nos primeiros dias de abril, 2,2% do total de falecimentos.

Idosos com idades entre 80 e 89 anos, somam uma média de 23,8% do total de mortos para 13,4% em março, e para 10,7% em abril. Já os óbitos entre a população de 70 a 79 anos que, em muitos estados, acabou de receber a 2ª dose da vacina, teve uma redução de 7%, passando de uma média 26,3% do total de óbitos para 24,5% em abril.Por G1-MA

Reforma tributária terá parecer apresentado até 3 de maio, diz Lira

O primeiro relatório da reforma tributária será apresentado até o próximo dia 3, prometeu hoje (26) o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. O parlamentar divulgou a data após se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, na residência oficial da Câmara, e não descartou a possibilidade de fatiar o texto.

Lira disse ter enviado um ofício ao deputado Agnaldo Ribeiro (PP-PB), relator da reforma tributária na comissão especial, com a data limite e prometeu engajamento institucional da Câmara dos Deputados para fazer a proposta avançar.

“Eu entreguei ao ministro um ofício endereçado ao relator da matéria, o deputado Aguinaldo Ribeiro, dando um prazo máximo até o dia 3 de maio, para que nós tenhamos acesso ao relatório. Para que possamos, o Brasil como um todo, discutir esse assunto”, declarou Lira. Guedes saiu da reunião sem falar com a imprensa.

O presidente da Câmara acrescentou que existe a possibilidade de a reforma tributária ser votada de forma fatiada, com pontos menos polêmicos indo a Plenário primeiro. Lira, no entanto, disse que um eventual fatiamento será amplamente discutido entre os parlamentares e o governo.

“Nós não vamos aqui, absolutamente, discutir qual foi a nossa conversa com o ministro, mas o que posso garantir é que nós vamos marchar passo a passo. Discutindo essa reforma pelo que nos une, pelo que é consensual, de maneira organizada, com os líderes da casa, com o governo, com o relator, com o Senado”, disse.

Apesar de ter prometido uma data para a apresentação do primeiro relatório, Lira não se comprometeu com uma data para votação. Apenas disse que a discussão levará meses e envolverá “todos os atores” em torno do tema. Para ele, a principal virtude da reforma consiste em trazer segurança jurídica, simplificação tributária e tranquilidade fiscal para o Brasil.

“Estamos aqui ratificando que o interesse da Câmara é justamente voltar, discutir com serenidade, com transparência, amplitude, com debate claro, a reforma tributária que o Brasil tanto precisa. Isso junto com todos os líderes, com o relator, o governo e o Senado participando também”, concluiu.

Teor da proposta

Em tramitação desde 2019 em comissão especial do Congresso, a reforma tributária reúne uma proposta em tramitação na Câmara, outra proposta em tramitação no Senado desde 2003 e um projeto de lei do governo que unifica o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) em um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Federal.

O texto atualmente relatado por Ribeiro foi apresentado à comissão especial pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP), adversário de Lira nas eleições para a presidência da Câmara no início do ano. O Ministério da Economia analisa o texto para verificar se a proposta acarretará aumento de impostos.Por Agência Brasil

Mãe de Henry muda versão e quer novo depoimento à polícia

A professora Monique Medeiros Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel, mudou sua versão sobre o que ocorreu no dia da morte do filho de 4 anos e sobre a sua relação com o vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho (sem partido). Os dois são suspeitos da morte do menino no dia 8 de março. 

Em carta enviada aos seus advogados, escrita no Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, Monique descreve o seu relacionamento com Jairinho e comenta as agressões que ela e o filho sofreram. Monique foi para o hospital depois de ter o diagnóstico de covid-19 na cadeia.

Monique, se dirigindo aos advogados Hugo Novais e Thaise Mattar Assad, diz que está sofrendo muito e não tem um dia que não chore pela morte do filho. “Sempre fui uma pessoa e não mereço estar sendo condenada por um crime que eu não cometi. Nunca acobertei maldade ou crueldade em relação ao Henry. Nunca encostei um dedo nele, nunca bati no meu filho, eu fui a melhor mãe que ele poderia ter tido. Minha vida hoje não faz mais sentido”, afirma na carta à qual a Agência Brasil teve acesso.

Em outro trecho, Monique revela que não sabia, mas estava sendo manipulada por Jairinho, que a oprimia, mas ela não conseguia sair do relacionamento. Monique se refere ainda aos pais, que segundo ela, são pessoas boas, humildes, com caráter, mas não têm outro lugar para ficar. “Temo pela vida deles! Jairinho emprega mais de uma centena de pessoas, é influente, conhece as pessoas mais ricas desta cidade, têm informações privilegiadas e comandam muita coisa em nosso bairro”, destacou.

A mãe de Henry revelou ainda que tentou a todo custo se afastar e se desvincular do vereador, mas foi ameaçada diversas vezes por ele e a sua família também. Monique contou que conheceu Jairinho em um período em que estava muito fragilizada, em um ano de pandemia, além de passar por uma crise com o marido [Leniel Borel, pai de Henry]. “Foi quando decidi separar! Como ele não saiu de casa, tive que pegar meu filho e carregar comigo, pois eu tinha uma casa no terreno dos meus pais que construímos no início do relacionamento, quando ele ficou desempregado”, relatou.

Em outro trecho, ela diz que conheceu Jairinho pelo Instagram no dia 31 de agosto do ano passado, e marcaram encontro em restaurante da Barra. Para ela, o vereador era um homem inteligente, charmoso, persuasivo e influente. Segundo ela, durante o encontro contou a Jairinho que como diretora de uma escola municipal do bairro de Senador Camará, costumava fazer denúncias de maus tratos sofridos pelos alunos ao Conselho Tutelar Regional de Bangu.

Em setembro se divorciou do marido e no mesmo mês foi pedida em namoro por Jairinho. Segundo ela, depois disso “sutilmente, Jairinho começou a pedir que apagasse muitas fotos do seu perfil no Instagram, porque ela não podia ter muita exposição. Como não achou nada de mais, atendeu ao pedido. Em seguida, além de não responder mais as mensagens de amigos homens, aceitou o pedido para que bloqueasse os amigos e seu celular passou a ter um localizador instalado pelo namorado.

Monique acrescentou que, com o passar do tempo e com a demora para obter o divórcio, começou a ter crises de ansiedade com as cobranças e picos de pressão. Foi aí que. de acordo com ela, Jairinho passou a receitar ansiolítico e remédio para ela dormir.

A professora revelou ainda que em uma das crises de ciúme o vereador entrou de madrugada na casa de Bangu, onde ela estava dormindo com o filho, e a enforcou. “Ele estava transtornado e desfigurado com raiva de mim”, depois disso, ficou sabendo que Jairinho tinha lido uma troca de mensagens que teve com o pai de Henry. No dia seguinte, o vereador pediu desculpas e informou que ia providenciar o aluguel de um apartamento para morarem juntos com o menino também. O apartamento para onde mudaram foi onde a criança sofreu agressões, relatadas pela babá Thayná Ferreira, até chegar o dia 8 de março quando não resistiu e morreu.

Defesa

A advogada criminalista, Thaise Mattar Assad, que é uma dos três defensores de Monique Medeiros, postou hoje nos seus perfis do Facebook e do Instagram uma nota em que responde a ataques que vem sofrendo por defender Monique. “Venho de uma família de autênticos advogados criminalistas. Meu avô, Elias Assad, e meu pai, Elias Mattar Assad, são criminalistas. Com meu pai, aprendi que: se os problemas são reais, como enfrentá-los com ilusões? Aos que estão depositando todo o ódio em mim, se preocupando em criticar meu cabelo “despenteado”, meu corpo ou se apegando em Deus para me ofender e dizer que vão suplicar todos os dias para que todo o mal recaia sobre minha família, entendam: suporto e suportarei todas as ofensas de cabeça erguida, com minha força moral e me sentirei sempre honrada por carregar a defesa sobre meus ombros. É a minha missão. Não defendo crimes, defendo pessoas”, afirmou.

Em entrevista à Agência Brasil, a advogada disse que a defesa protocolou hoje na Delegacia de Polícia Civil, que faz as apurações, o relato-carta subscrito por Monique e reforçou a necessidade de seu novo interrogatório. “A nossa pretensão na verdade é que ela seja ouvida novamente. A carta não é um depoimento. Não serve para substituir o depoimento da Monique. É um pedido de socorro de alguém que quer ser ouvida pela justiça” , disse, acrescentando que ainda não houve resposta ao pedido e nem há expectativa de quando o inquérito será concluído.

A advogada confirmou que houve uma mudança de versão entre o que a cliente fala na carta e no seu depoimento à polícia. “Com certeza. Ela está apresentando uma versão completa em relação ao primeiro depoimento, justamente por isso ela precisa ser ouvida para contribuir com a justiça”, afirmou.

Para Thaise Mattar Assad, Monique mudou a versão porque, como mostra na carta, havia um contexto de violência doméstica muito forte. “Ela estava envolta em um relacionamento abusivo. Logo após os fatos, ela estava completamente dependente do Jairinho. Foi treinada a falar uma versão que não era verdadeira, justamente porque estava sendo ameaçada e a família dela, inclusive de que não teria condição de pagar uma boa defesa, então, precisaria fazer a mesma defesa dele e contar a mesma história, que seria melhor para ela”, disse, destacando ser por isso que a defesa entende que a prisão foi a libertação da professora do seu relacionamento com o vereador.

Nota

Em nota enviada hoje no fim da tarde, os advogados destacaram as razões para que Monique seja novamente ouvida. “Um Inquérito Policial não pode ser encerrado com contradições internas. Se existiram várias novas audições de pessoas que já tinham prestado declarações e alteraram seus depoimentos, maior razão ainda deveria ter a Autoridade Policial para ouvir novamente Monique”, apontou.

A defesa requereu ainda que a Anvisa e o órgão fiscalizador estadual competente “sejam instados a fornecer relatório de todas as eventuais receitas médicas subscritas pelo indiciado Jairinho”.

Dr. Jairinho

O advogado Brás Santana, que defende o vereador, disse à Agência Brasil, que só vai comentar a tese da defesa após a formalização da denúncia contra o seu cliente, mas criticou a carta de Monique. “Sem falar sobre a tese da defesa, o que somente farei após a denúncia, posso adiantar que a carta da Monique é uma peça de ficção, que não encontra apoio algum nos elementos de prova carreados aos autos”, disse em resposta à reportagem.

Polícia Civil

De acordo com a Polícia Civil, os delegados Antenor Lopes, diretor do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), e o titular da 16ª Delegacia de Polícia, Henrique Damasceno, presidente do inquérito que apura a morte do menino Henry, só darão entrevistas após a conclusão do inquérito. “O caso está sob sigilo e só o dr. Antenor e o dr. Henrique estão falando sobre as investigações”, informou em resposta à Agência Brasil.

FNDE prorroga prazo para renovação de contratos do Fies

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) prorrogou até o próximo 30 de junho o prazo para renovação semestral dos contratos assinados com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

A prorrogação do prazo de aditamento consta da Portaria nº 191, publicada hoje (26) no Diário Oficial da União. A medida vale para contratos simplificados e não simplificados.

Assinada por Marcelo Lopes da Ponte, presidente da autarquia responsável pela execução de políticas educacionais do Ministério da Educação (MEC), a portaria também estabelece a prorrogação, para 30 de junho, do prazo para os estudantes interessados pedirem transferência de curso ou de instituição de ensino, com dilatação do período de utilização do financiamento estudantil referente ao primeiro semestre do ano.Por Agência Brasil