Por volta das 20h30 de sábado, o COPOM do 17º Batalhão de Polícia Militar recebeu a denúncia de que um indivíduo armado havia praticado um assalto na rua Puraque, no bairro Codó Novo.
As características do acusado e da motocicleta que ele utilizava foram repassadas para a viatura da Força Tática, que atua naquela área. De posse de tais informações, os policiais militares localizaram o indivíduo e foi necessário realizar um acompanhamento tático pelas ruas do bairro.
O suspeito desequilibrou-se e chocou-se contra uma calçada. Na queda ele deixou cair uma arma de fogo tipo revólver cal.32 , o celular da vítima e também abandonou a motocicleta HONDA CG TITAN (HPV 3736).
O Estádio Mané Garrincha, em Brasília, foi palco na noite deste domingo (13) da estreia da seleção brasileira na Copa América de 2021. A equipe nacional fez 3 a 0 na Venezuela pela abertura do Grupo A. Os gols foram marcados pelo zagueiro Marquinhos e pelos atacantes Neymar e Gabriel Barbosa.
Com o resultado, o time verde e amarelo somou os primeiros três pontos e lidera a chave. Ainda neste domingo, às 21h (horário de Brasília), Colômbia e Equador se enfrentam no mesmo grupo na Arena Pantanal. O Peru é o quinto time da chave brasileira e folga nesta rodada inaugural.
A vitória da seleção brasileira foi bastante importante em especial por está em casa, foi sem via das dúvidas uma vitória que deu muito animo aos jogadores que até outro dia não sabiam se participariam ou não da competição.
O total de pessoas que contraíram a covid-19 desde o início da pandemia no Brasil subiu para 17.412.766. Em 24 horas, houve 37.948 novas ocorrências da doença notificadas. O país tem 1.130.817 casos de pessoas com a infecção ativa, em acompanhamento. Os dados são do balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado neste domingo (13).
O balanço sistematiza as informações coletadas por secretarias estaduais de Saúde sobre casos e mortes.
O número de óbitos da pandemia do novo coronavírus agora é de 487.401. De ontem para hoje, foram confirmadas 1.129 novas mortes.
Ainda há 3.824 falecimentos em investigação. O termo é empregado pelas autoridades de saúde para designar casos em que um paciente morre, mas a causa segue sendo apurada mesmo após a declaração do óbito.
O número de pessoas que foram infectadas, mas se recuperaram desde o início da pandemia, chegou a 15.794.548, o que representa 90,7% dos casos.
Fonte: Ministério da Saúde
Estados
O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (118.121). Em seguida, vêm Rio de Janeiro (52.998), Minas Gerais (43.124), Rio Grande do Sul (29.672) e Paraná (28.135). Já na parte de baixo da lista, com menos vidas perdidas para a pandemia, estão Roraima (1.679), Acre (1.712), Amapá (1.762), Tocantins (3.019) e Alagoas (5.002).
Vacinação
Na última atualização, o governo federal informou que foram enviados a estados e municípios 109,4 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Deste total, 72,1 milhões de doses foram aplicadas, sendo 50,5 milhões da primeira dose (23,7%) e 21,5 milhões da segunda (10,1%).Por Agência Brasil
Nilcilene foi morta por homens armados em Cajari — Foto: Redes Sociais
A Polícia Civil está investigando a morte de uma mãe e o sogro, após uma dupla armada invadir a residência e atirar contra vários membros da família no município de Cajari, na região da baixada maranhense.
O caso aconteceu por volta das 13h25 desse sábado (12), na Travessa da Conceição, bairro Tamancão. Segundo a polícia, as vítimas foram identificadas como Nilcilene Oliveira, de 43 anos; e Ademar Muniz Pinheiro, de 70 anos.
Testemunhas informaram à polícia que Nilcilene é mãe de um jovem conhecido como ‘Romarinho’, que teria participado do assassinato de um homem conhecido como ‘Neto’, membro de uma facção criminosa na região.
Por conta disso, cerca de quatro homens invadiram a casa da família mas não encontraram Romarinho. Depois disso, os criminosos balearam a mãe, Nilcilene; e o sogro, Ademar, que morreram no local. Um outro homem também foi baleado e levado a um hospital de São Luís ainda com vida. Já o marido de Nilcilene e um outro filho conseguiram escapar com vida.
Após os homicídios, os quatro criminosos fugiram e ainda não foram encontrados. A cidade de Cajari não tinha delegados no dia do crime, então um policial civil de Penalva (cidade vizinha) foi deslocado para iniciar as investigações. Por G1-MA
Engenheiro de Pesquisa e Desenvolvimento, Lucas Pinheiro (Foto: Divulgação)
Já imaginou se livrar dos elevados custos diários com combustível e ‘reabastecer’ o seu automóvel com uma simples recarga de energia elétrica? Esse cenário, antes comum apenas em filmes de ficção científica, hoje é realidade em vários países no mundo – incluindo o Brasil -, desde que os carros elétricos ganharam maior protagonismo no mercado automobilístico e os combustíveis de origem fóssil, como a gasolina e o diesel, se tornaram vilões no debate sobre aquecimento global.
No Maranhão, a categoria dos elétricos ainda não é acessível para a grande maioria dos consumidores, mas uma parceria inédita entre o Governo do Maranhão e o Grupo Equatorial Energia promete aproximar essa tecnologia do grande público ainda este ano.
Em solenidade realizada no Palácio dos Leões, no dia 8 de junho, a empresa formalizou convênio com o Poder Executivo Estadual para instalação de um Posto de Carregamento Elétrico e uma estação de bicicletas elétricas, que ficarão disponíveis para acesso gratuito da população.
O Eletroposto Sustentável será instalado no Parque do Rangedor, em São Luís. Na estação também serão disponibilizadas dez bicicletas elétricas para uso no Parque, por meio do compartilhamento via aplicativo de celular. A ideia é incentivar a adesão da população maranhense à tendência mundial de eletrificação das frotas de carros, como explica o engenheiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Equatorial Energia, Lucas Pinheiro.
“O projeto pretende fomentar e estimular o tema da mobilidade elétrica na discussão pública, buscando apontar para um futuro de médio prazo. Por este motivo, a instalação é de apenas um carregador para a cidade, no modelo gratuito. Se o mercado fosse maior, naturalmente a rede seria mais ampla”, detalha Lucas Pinheiro.
Ao contrário do que muitos pensam, carros movidos à energia elétrica não são uma novidade na indústria automotiva. Já no início do século XX, carros elétricos e táxis elétricos eram realidade em cidades como Nova York (EUA). Mas na década de 1920, o petróleo foi encontrado em larga escala nos Estados Unidos, barateando a gasolina, o que estimulou a hegemonia secular de carros movidos à combustão.
Mas essa soberania dos veículos a diesel e gasolina já tem até data para acabar. Países como o Japão, por exemplo, já planejam eliminar do mercado veículos movidos a gasolina até meados de 2030. No Brasil, um Projeto de Lei (PLS n° 304, de 2017) visa proibir a circulação de veículos a gasolina e a diesel a partir de 2040. A meta das montadoras e dos governos é zerar emissões líquidas de carbono com a adoção de uma matriz energética limpa para o setor.
Apesar dos planos para a utilização dos carros elétricos em massa ainda se configurarem como uma realidade tangível apenas nas próximas décadas, para o engenheiro Lucas Pinheiro o tema deve ser assunto priorizado e projetos como esses, que contam com apoio da gestão pública, podem fazer a diferença.
“Existe um contexto de estudo e avaliação da tecnologia, de forma a estarmos prontos e capacitados no momento que o mercado se expandir. A parceria com Governo do Estado é muito importante, pois demonstra a importância do tema, visando maturidade quando a tendência se expandir”, frisa o engenheiro.
Além do posto de carregamento elétrico e das bicicletas elétricas que estarão disponíveis ao público do Parque Rangedor, a Equatorial doará um carro elétrico ao Governo do Maranhão, que ficará a cargo da Secretaria de Estado de Governo (Segov), para fiscalização do parque.
“A doação de um carro elétrico ao Governo também contribuirá na avaliação da tecnologia, na análise de suas características, vantagens e desvantagens no uso do dia a dia”, avalia Lucas Pinheiro.
Para o governador Flávio Dino, o projeto é um estímulo para que o Maranhão se adapte a uma transição energética como tendência do futuro.
“Acreditamos que os veículos elétricos são uma tendência que irá crescer, e no Rangedor haverá essa experimentação desse futuro. É uma forma de haver o beneficio concreto para o lazer e difusão de uma tecnologia de educação ambiental, objetivos que se coadunam com a nossa visão de desenvolvimento”, destacou o governador durante a celebração do convênio.
Sem custo, sem burocracia
Fora os ganhos em economia verde com o uso da matriz energética de mobilidade, outro grande ponto alto do Posto de Carregamento Elétrico é a praticidade dessa tecnologia que estará à disposição da população de São Luís.
“O carregamento é simples. O carro possui um plug para conexão ao carregador. Usaremos o padrão europeu T2 para carga em corrente alternada, amplamente utilizado mundialmente e tendência para o padrão brasileiro. O usuário chega e pluga seu carro, simples assim. Sem custo e sem burocracia”, revela o engenheiro Lucas Pinheiro.
O projeto do Posto de Carregamento Elétrico é uma iniciativa do Grupo Equatorial, por meio do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A iniciativa contará com geração de energia solar fotovoltaica e o projeto tem previsão de inauguração para novembro deste ano. O investimento total do projeto em cinco estados brasileiros é de aproximadamente R$ 19 milhões.Por: Secom/ Governo do Maranhão
Vagas para os cursos técnicos em Agropecuária, Agroindústria, Aquicultura, Meio Ambiente e Cozinha estão abertas no Instituto Federal do Maranhão (IFMA) – campus Maracanã. Ao todo são 126 vagas. Para a manifestação de interesse, é necessário comparecer ao campus, no setor de Registro Escolar, nos dias 11, 14 e 15 de junho, das 8h às 12h e das 14h às 17h30.
De acordo com o IFMA, caso o número de inscritos seja superior à quantidade de vagas, será realizado um sorteio. Ainda de acordo com o Instituto Federal, esses cursos são ofertados em duas formas de ensino: Integrada (na qual os alunos cursam o ensino técnico e o ensino médio, ao mesmo tempo) e Subsequente (destinada a quem já possui o ensino médio e deseja fazer um curso técnico).
Foram abertas 18 vagas para Agroindústria Integrada e mais 18 vagas para Agroindústria Subsequente. O curso de Agropecuária tem 14 vagas para a forma Integrada e 8 para Subsequente. No curso de Aquicultura, estão disponíveis 25 vagas para a forma Integrada e 19 para Subsequente. Para o curso de Meio Ambiente Integrada, há 8 vagas e mais 7 para a forma Subsequente. O curso de Cozinha abriu 9 vagas somente para a forma Subsequente. O edital nº 109, publicado no dia 10 de junho (leia completo aqui). prevê o sistema de cotas.
Segundo o IFMA, as matrículas, para quem conseguir vaga, deverão ser feitas entre os dias 21 e 25 de junho. Para a manifestação nas vagas remanescentes do Processo Seletivo 2021, basta preencher o formulário disponível no IFMA – Campus Maracanã e levar o CPF.Por G1 MA
Famílias da classe D – com renda familiar média mensal de R$ 720 – foram as mais negativamente impactadas pela pandemia de covid-19 no que diz respeito aos cuidados com as crianças de até 3 anos.
Esse grupo (famílias da classe D) se sente mais triste, ansioso, sobrecarregado, exausto, impaciente e assustado que os demais. As famílias destacam que o fator financeiro é um ponto de atenção na forma como cuidadores têm lidado com a pandemia.
As informações fazem parte da pesquisa Primeiríssima Infância – Interações na Pandemia: Comportamentos de pais e cuidadores de crianças de 0 a 3 anos em tempos de covid-19, que será divulgada na íntegra nos próximos dias.
A pesquisa foi realizada pela Kantar Ibope Media, a pedido da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, e contou com a participação de famílias das classes sociais A, B, C e D, que convivem e são responsáveis por crianças de 0 a 3 anos. Ao todo, 1.036 pessoas participaram das entrevistas, feitas, em sua maioria, de forma online com o auxílio de uma plataforma, em março deste ano.
“Uma primeira infância de qualidade, de estímulos adequados propicia oportunidades para a criança. Ao mesmo tempo, há um efeito negativo quando não há oportunidade de disponibilizar o ambiente adequado”, diz a CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Mariana Luz.
“Com o isolamento social e uma natural crise socioeconômica, a gente percebe, pela pesquisa, o agravamento dessas oportunidades, os efeitos perversos da desigualdade e como esses ambientes e estímulos conseguem fazer o desenvolvimento [da criança] avançar ou retroceder.”
Mariana explica que os primeiros anos de vida das crianças representam uma oportunidade única e decisiva para o desenvolvimento de todo ser humano. Nessa etapa, são feitas conexões que formam a base das estruturas cerebrais e contribuem para a aprendizagem, além de criar condições para a saúde e a felicidade delas no presente e no futuro. Por isso, tanto a primeiríssima infância, até os 3 anos, e a primeira infância, até os 6 anos, precisam de atenção.
A especialista enfatiza ainda a necessidade de cuidar de quem cuida. “Os cuidadores e pais precisam estar bem para conseguir oferecer e estar disponíveis para que a interação aconteça. O desenvolvimento acontece por meio da interação”, diz.
No Brasil, cabe aos municípios fornecer a educação de base, que inclui as creches para crianças até 3 anos de idade.
Resultados
As situações vividas pelas famílias na pandemia são distintas, e a percepção em torno do trabalho de cuidar de crianças pequenas também muda, de acordo com a classe social de quem respondeu ao estudo.
Aqueles que puderam trabalhar em casa, por exemplo, relataram mais tempo de convivência das mães, pais e responsáveis com as crianças durante a pandemia. Isso ocorreu, sobretudo, nos segmentos de classe e educação mais elevados: 51% da classe AB1 – com renda familiar média mensal acima de R$ 11,3 mil – relataram que tiveram boas oportunidades de convivência com as crianças na pandemia. Essa porcentagem cai para 33% entre as famílias da classe D. Nesse grupo, a maioria, 52%, relatou que não houve alteração no tempo de convivência.
A pesquisa alerta que, apesar do tempo de convivência dos pais com os filhos não ter sido alterado para classe D, ele pode estar mais precário devido à sobrecarga e ao acúmulo de funções.
As mudanças na rotina tiveram efeitos também nas crianças. Cerca de uma em cada quatro (27%), de todas as classes, apresentou regressão neste um ano de pandemia. Isso significa que voltaram a ter comportamentos de quando eram mais novos, como chorar muito, fazer xixi na roupa sem pedir para ir ao banheiro e falar menos. O uso mais frequente de equipamentos eletrônicos também pode ter impactado no desenvolvimento.
O acesso à informação e a políticas públicas e a sensação de amparo também foram sentidas de forma diferente a depender da classe social da família. A maior parte (64%) da classe B2C Básica – que corresponde às famílias com renda média mensal entre R$ 1,7 mil e R$ 5,6 mil que cursaram até o ensino médio – e da classe D (70%) tiveram acesso à renda emergencial. O índice de visita domiciliar por programas sociais, como o Saúde da Família, ficou em cerca de 20% em todos os grupos.
Os benefícios recebidos dão, no entanto, sensação de amparo principalmente para os grupos de educação elevada. Na classe AB1, 58% sentiram-se amparados. A menor porcentagem, 32%, é de famílias da classe D. Já com relação a informações recebidas durante esse período, a classe AB1 se destaca como a que mais recebeu enquanto a D foi a com menor percentual registrado, respectivamente 22% e 10%.
Acolhimento
Segundo Mariana, os impactos negativos da pandemia podem ser revertidos e amenizados com acolhimento e atenção às crianças, o que exigirá a ação de toda uma rede que envolve familiares e escola. “Essa rede precisa estar pronta, de forma segura, para acolher as nossas crianças, para acolher também os desafios e retrocessos com naturalidade, como parte de um processo de desenvolvimento”.
Ainda em meio à pandemia, dentro do possível, dedicar tempo e atenção às crianças pode ajudá-las a passar por esse momento de estresse e medo.
“Em casa, a gente precisa continuar oferecendo esses estímulos, de brincadeiras, de ouvir, de identificar sentimentos, de entender, de explicar, de ajudá-los a identificar o que estão sentindo, de se expressar. Fazer isso por meio de contação de histórias, da leitura de livros, da conversa, da música”, defende Mariana.Por Agência Brasil
Os líderes do G7, grupo de países que reúne sete das maiores economias do planeta, oficializaram neste domingo (13) a promessa de doar um total de 2 bilhões de doses de vacina contra a covid-19 para países pobres e em desenvolvimento, sendo 1 bilhão distribuídas até o final de 2022.
O compromisso consta na declaração final do encontro de cúpula, ocorrido na Baía de Carbis, na Cornualha, sudoeste do Reino Unido. O G7 é formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. A reunião do G7 começou na última sexta-feira (11) e terminou hoje.
“Tenho o prazer de anunciar que os líderes do G7 prometeram mais de 1 bilhão de doses para os países mais pobres do mundo – outro grande passo para vacinar o mundo”, afirmou o primeiro-ministro britânico Boris Johnson, anfitrião do encontro, em postagem nas redes sociais.
“Os compromissos totais do G7 desde o início da pandemia preveem um total de mais de 2 bilhões de doses de vacina, com os compromissos desde nosso último encontro em fevereiro de 2021, incluindo aqui na Baía de Carbis, prevendo 1 bilhão de doses no decorrer do próximo ano”, diz o documento oficial da reunião. Ainda não há detalhes sobre quais países serão beneficiados pela doação das vacinas.
Além do esforço da doação de vacinas, o documento final do G7 aponta metas para fortalecer ações coletivas de defesa global na área da saúde, incluindo aumento da capacidade de fabricação de vacinas em todos os continentes, melhora dos sistemas de alerta precoce e suporte à ciência na tarefa de encurtar para até 100 dias o ciclo de desenvolvimento de vacinas seguras e eficazes, tratamentos e testes.
Meio ambiente
Tema central do encontro, ao lado da pandemia, a questão ambiental também foi abordada no documento final do G7. Pelo texto, os países falam em apoiar uma “revolução verde que crie empregos, reduza as emissões com vistas a limitar o aumento das temperaturas globais em 1,5 graus [Celsius]”.
Entre os compromissos, está o de zerar as emissões até 2050, reduzindo pela metade as emissões coletivas até 2030. O documento menciona a necessidade de melhorar o financiamento do clima até 2025 para conservar e proteger pelos menos 30% das terras e oceanos até o final da década.
Comércio
Em relação à economia, o G7 aponta a necessidade de uma reforma do sistema global de comércio, que torne a economia “mais resiliente”, incluindo um novo sistema tributário mundial. Essa proposta, encabeçada principalmente pelos Estados Unidos, tem o objetivo de criar uma alíquota global mínima que as maiores multinacionais, com atuação global, deverão pagar. O objetivo é romper com a lógica de concessões tributárias que essas empresas gozam ao longo de décadas para atuar em determinados países. Por Agência Brasil
Um engasgo no primeiro banho após sair da maternidade foi providencial na vida de Cecília Cavalcanti, hoje com 8 anos. Foi assim, com a ida de urgência ao hospital e vários exames para investigar possíveis complicações, que se descobriu uma má formação no coração.
No Dia Nacional da Conscientização da Cardiopatia Congênita, em 12 de junho, o caso de Cecília mostra como o diagnóstico precoce e a atenção médica adequada no tempo certo são fundamentais para superar essa condição.
Ao perceber uma arritmia cardíaca, a médica que atendia a recém-nascida fez um ecocardiograma para diagnosticar o problema. “A cardiologista pediátrica que realizou o exame falou que no coraçãozinho dela tinha quatro furos. Esse era o problema: uma comunicação intra-arterial e intravenosa atípica, de forma que o sangue venoso se misturava com o arterial”, descreve o designer gráfico André Cavalcanti, pai de Cecília.
“[A cardiopatia congênita] começa a acontecer durante o desenvolvimento fetal e pode aparecer em qualquer momento do desenvolvimento, tanto na fase mais inicial, como na fase mais tardia do desenvolvimento intra-uterino, mas elas podem também se modificar após o nascimento. São alterações da estrutura do coração ou são alterações da musculatura do coração que tem algum grau de comprometimento”, explica Ieda Jatene, líder médica da Cardiologia Pediátrica do HCor, em São Paulo.
Diagnóstico
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) aponta que, no Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde, são 10 casos a cada mil nascidos vivos. Cerca de 29 mil crianças que nascem com cardiopatia congênita por ano. Dessas crianças, cerca de 6% morrem antes de completar um ano de vida.
Em situações graves, a doença pode ser responsável por 30% das mortes após o nascimento. Além disso, em torno de 80% dos casos diagnosticados vão precisar de alguma cirurgia cardíaca durante a sua evolução.
Cecília tomou medicação até os seis meses, mas, ao retornar à médica, verificou-se a necessidade da cirurgia. “De zero a seis meses, ela teve muita dificuldade de crescimento, de ganho de peso, ela ficava cianótica em alguns momentos, ela parou de mamar com três meses, então tiveram consequências”, relembra André. Esses são alguns dos sintomas e complicações que podem se agravar com a falta de acompanhamento médico adequado.
“Você pode diagnosticar intra-útero muitas delas, mas outras você só consegue confirmar mesmo após o nascimento e outras, que são menos graves, muitas vezes a criança se desenvolve bem na primeira infância e o diagnóstico acaba sendo feito na adolescência, às vezes até na idade de adulto jovem”, aponta Ieda. Ela explica que o diagnóstico precoce vai permitir que se faça uma programação do tratamento.
A médica cardiologista aponta que o ultrassom morfológico pode ser um exame auxiliar para o diagnóstico intra-uterino. “Ao detectar alguma anormalidade mesmo que eles [ultrassonografistas] não saibam exatamente o que é, é importante que saibam que tem uma alteração e encaminhem para algum médico, um ecocardiografista fetal.” Alguns procedimentos intra-uterinos podem ser avaliados por meio de cateterismo, diminuindo o comprometimento da má-formação.
Cecília fez a cirurgia aos 11 meses e hoje não é mais considerada cardiopata. “Hoje ela não tem nenhum cuidado específico a não ser uma visita regular a uma cardiologista pediátrica, uma vez por ano”, explica o designer gráfico.
André reforça a necessidade dos protocolos de atendimento após o nascimento, como teste do pezinho, do coraçãozinho, entre outros. “É confiar na ciência, confiar nos médicos e saber que, se for o caso de cirurgia, o melhor é que seja feito com mais celeridade para que a criança tenha o menor sofrimento possível.”
Tratamento
Segundo a médica do HCor, a partir de dados do DataSUS, há um déficit de tratamento dessa doença de aproximadamente 65% no país. “Isso tem a ver com as condições de diagnóstico, tem a ver com serviços que tenham não só o cardiologista pediátrico, mas a estrutura para tratar cateterismo, cirurgia cardíaca pediátrica, equipe multiprofissional”, analisa. Ela destaca a necessidade de capacitação de profissionais para que se possa disseminar esse tipo de tratamento.
Especialistas do HCor explicam que não há formas de prevenir a doença, porém, algumas mudanças comportamentais podem ajudar para o bom desenvolvimento do bebê. Em caso de gravidez planejada e acompanhada por um ginecologista, é importante que a mulher faça uso diário de ácido fólico. Além disso, a grávida deve adotar uma alimentação saudável e abolir o fumo, as bebidas alcoólicas e o consumo de medicamentos sem o conhecimento de especialista.Por Agência Brasil