A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta segunda-feira (21) que debaterá com autoridades do Japão e o Comitê Olímpico Internacional (COI) como administrar os riscos da covid-19 depois que os organizadores anunciaram que alguns espectadores poderão assistir presencialmente aos Jogos de Tóquio.
Mike Ryan, chefe do programa de emergências da OMS, disse que as taxas de infecção japonesas estão caindo e que os números são favoráveis na comparação com outros países que têm realizado eventos de larga escala.
Até 10 mil espectadores serão aceitos nos locais de competição da Tóquio 2020, disseram os organizadores da Olimpíada nesta segunda-feira, uma decisão que se chocou com a recomendação de alguns especialistas, que alertaram que realizar o evento sem torcedores seria a opção menos arriscada.
“O que nos deixa contentes é que as taxas de doença caíram persistente e constantemente no Japão ao longo das últimas semanas”, disse Ryan em uma coletiva de imprensa em Genebra.
“Estamos cientes desta decisão hoje, e estamos acompanhando com o COI e com autoridades japonesas. Teremos mais uma conversa com elas e sua força-tarefa nesta semana para analisar esta nova decisão a respeito do público na Olimpíada”.
Os espectadores estrangeiros já foram proibidos de comparecer ao evento, que começa no dia 23 de julho em meio à oposição pública e a uma preocupação profunda com um ressurgimento de infecções.Por: Por Stephanie Nebehay (com reportagem adicional de Emma Farge) – Genebra (Suiça)
O Departamento Científico (DE DISTÚRBIOS VESTIBULARES E DO EQUILÍBRIO) da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) realiza, agora em junho, a campanha de prevenção de quedas, edição 2021.
Dia 23, às 19h, no portal abneuro.org.br, haverá uma webinar direcionado a especialistas médicos e profissionais de saúde para compartilhamento de experiências, de conhecimento sobre o tema. As aulas tratarão de questões como a tontura sob a luz da geriatria, avaliação de quedas de reabilitação de distúrbios de equilíbrio, corporal e da marcha. Serão ministradas por especialistas com experiência e atenção diária a pacientes com risco de queda.
Simultaneamente, o DC atuará para esclarecimentos responsáveis e precisos aos cidadãos. Oito vídeos serão divulgados sobre quedas, consequências etc, além de dicas de prevenção a esses acidentes.
Contexto
Validado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Dia Mundial de Prevenção de Quedas, o 24 de junho está incorporado no calendário do Ministério da Saúde do Brasil. Visa a conscientizar toda a sociedade sobre os riscos, especialmente à população mais idosa.
Atualmente, a probabilidade de alguém da terceira idade cair é 30% maior do que faixas mais jovens. Quanto ao grupo dos 80 anos (pouco menos e mais), cerca de 50% já sofreram quedas, alguns tendo a mobilidade reduzida por decorrência; e 5 a 10 % sofreram fraturas. Em casos mais graves há episódios de sangramento cerebral, outras complicações, inclusive lavando a óbito.
Saulo Nardy Nader, neurologista especializado em Distúrbios Vestibulares e membro titular da ABN, reforça a relevância de elucidar a população”
“É fundamental mostrar que a maior parte dessas intercorrências pode ser evitada, poupando-se assim consequências mais graves. Daí a gente preparar os vídeos e disponibilizá-los a todos, é uma prestação de serviço em saúde que certamente trará bons frutos”, comenta.
Prevenção & cuidados
– Faça atividades físicas regularmente, pois fortalecem a musculatura e melhoram o equilíbrio;
– Medicamentos só devem ser adotados sob orientação médica;
– Use calçados adequados, chinelos e crocs devem ser evitados;
– Evite subir em bancos para pegar objetos no alto de armários/estantes;
– Também evite caminhar no escuro ou em locais mal iluminados;
– Cuidado com os tapetes da casa, se possível, evite te-lôs;
– Redobre a atenção e cuidados para não tropeçar em objetos deixados no chão e animais de estimação;
– Álcool e medicamentos não devem ser consumidos juntos; aliás, evite a ingestão de bebidas alcoólicas;
– Para melhorar equilíbrio e aumentar sua segurança, usa bengala ou o andador, se necessário, com orientação profissional;
– Em caminhadas externas redobre a atenção para buracos, obstáculos e imperfeições de calçadas, raízes de árvores etc;
– Utilize sempre a faixa de pedestres e respeite a sinalização de pedestres.
– Fique em casa, se não se sentir seguro para ir para a rua sem companhia
O juiz Rodrigo Otavio Terças, diretor do Fórum da Comarca de Alcântara, comunicou à Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão a suspensão das atividades presenciais no fórum de Alcântara diante da falta de abastecimento de água pela Caema, enquanto a situação não for resolvida.
As audiências já designadas para o período serão remarcadas para uma data mais próxima possível, sendo mantidas as audiências que possam ser realizadas de forma exclusivamente virtual, devendo as partes e advogados informarem whatsapp ou e-mail para que possam receber o canal de acesso (link) da sala virtual, bem como as orientações sobre como poderão participar, enviando esses dados para o e-mail vara1_alc@tjma.jus.br.
O atendimento aos profissionais jurídicos e demais jurisdicionados será remoto, das 8h às 18h, nos dias úteis, pelo e-mail vara1_alc@tjma.jus.br; balcão virtual https://vc.tjma.jus.br/bvvara1alc; telegram @comarcadealcantara e assistente virtual https://forms.gle/YpGyvFziSphfGbAR9 (disponível 24h/dia).
Também ficam suspensos os prazos processuais dos processos em trâmite em Alcântara, que ainda tramitem fisicamente, prorrogando para o primeiro dia útil subsequente os prazos que vencerem nesse período.
CORONAVÍRUS
A falta d’água no Fórum de Alcântara ocorre há mais de um mês e o juiz tem tentado solucionar o problema por meios alternativos, como abastecimento pelo Centro de Lançamento de Alcântara e compra de água por meio de caminhão-pipa, mas não resolveu a situação, não havendo outra solução a não ser a suspensão das atividades presenciais.
Na Portaria 2219/2021, o juiz informa que a Caema, mesmo após ter sido acionada pelo secretário judicial, “não apresentou nenhuma solução para o problema apontado por este último, tendo apenas informado que a cidade de Alcântara encontrava-se com problemas no abastecimento de água”.
No documento, o juiz afirma que o saneamento básico é ainda mais necessário em razão da Pandemia da COVID-19, “uma vez que são necessários hábitos de higiene como lavar as mãos e sanitizar as dependências do fórum, e não realizar tais atividades pode ocasionar riscos à sua saúde diante da possibilidade do contágio do coronavírus”.
Assessoria de Comunicação Corregedoria Geral da Justiça asscom_cgj@tjma.jus.br
A PagSeguro Internet Ltda foi condenada a indenizar moralmente uma usuária de seus serviços. O motivo, conforme sentença proferida pelo 9º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luís, foi o atraso de quase seis meses de repasse do pagamento de um boleto a uma usuária. A demandada foi condenada a pagar R$ 1.500,00, a título de danos morais, à parte autora. Na ação, a mulher alegou ser usuária dos serviços prestados pela requerida, acrescentando que atua no ramo de condicionamento físico, sendo que no dia 20 de maio de 2020 um cliente efetuou o pagamento de um boleto no valor de R$600,00 através do PagSeguro, cuja quantia deveria ter sido disponibilizada no prazo de 48 horas.
Segue relatando que o pagamento não foi repassado, fato esse que teria lhe causado prejuízos e transtornos. Ainda, explica que tentou por diversas vezes solucionar a questão pela via administrativa, mas não obteve êxito. Foi realizada uma audiência de conciliação, mas as partes não chegaram a um acordo, pois a requerida contestou perda do objeto, na medida em que o valor em questão fora compensado no sistema da Pagseguro, acrescentando que atuou como mero intermediário no pagamento, tendo em seguida liberado o crédito na conta da autora, a qual realizou posteriormente a transferência para sua conta, na data de 2 de novembro de 2020.
“De início, cumpre observar que a demandante pleiteava não apenas o recebimento do valor de R$600,00 a título de dano material, mas também a reparação dos danos morais que afirma ter sofrido, não havendo que se falar, portanto, em ausência de interesse de agir por perda do objeto (…) Passando ao mérito, tem-se que no caso em tela o ônus da prova deverá seguir a regra de artigo do Código de Processo Civil, cabendo à demandante fazer prova dos fatos constitutivos do seu direito, na medida em que a relação entre as partes é cível, e não de consumo”, destaca a sentença.
DEMORA NA LIBERAÇÃO DO VALOR
Para a Justiça, a documentação apresentada pela autora é suficiente à comprovação de que houve, de fato, a falha na prestação de serviço apontada na ação. “Notadamente, percebe-se a demora excessiva e injustificada na disponibilização do crédito que era devido à autora, cuja transação ocorreu desde o mês de maio de 2020, ao passo que a liberação do valor somente ocorreu em novembro do mesmo ano, ou seja, seis meses após a operação que gerou o crédito pertencente à demandante (…) Com isso, vislumbra-se que os pedidos da autora merecem ser deferidos em parte, pois em relação ao pleito de reparação por danos materiais, este resta prejudicado em virtude do pagamento já efetuado pela requerida após o ingresso da presente ação”, enfatiza.
Por fim, decide: “Constatado o dano moral, a sua reparação deve ser fixada em quantia que de fato compense a dor ou sofrimento suportado pela vítima, a ser arbitrada pelo juiz, observadas as circunstâncias de cada caso concreto, levando em conta as condições financeiras do causador do dano e das vítimas, não sendo exorbitante para que não cause enriquecimento sem causa justa, nem tão módica para que faça o autor da ofensa ser estimulado à prática de novos eventos danosos”.
Assessoria de Comunicação Corregedoria Geral da Justiça asscom_cgj@tjma.jus.br
Brasília: Prédio da Caixa Econômica Federal. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A Caixa paga a terceira parcela do auxílio emergencial 2021 para os beneficiários que fazem parte do Bolsa Família com número do NIS (Número de Identificação Social) final em 3, nesta segunda-feira (21).
O recebimento do auxílio emergencial é realizado da mesma forma e nas mesmas datas do benefício regular para quem recebe o Bolsa Família. Para quem recebe por meio da Poupança Social Digital, os recursos podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem e na rede lotérica de todo o Brasil, ou sacados por meio do Cartão Bolsa Família ou Cartão Cidadão.
Calendário do Bolsa Família 2021
O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.
Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150. Por Agência Brasil
Juntos, nós curamos, aprendemos e brilhamos. O lema desta edição do Dia Mundial do Refugiado, celebrado ontem (20), realça a educação, a saúde e o lazer como importantes instrumentos de integração. Neste ano, a data busca chamar atenção para uma série de problemas enfrentados por aquelas pessoas que, por algum motivo, foram forçadas a mudar de país: dificuldades para encontrar um médico, para colocar seus filhos na escola, para desfrutarem momentos de distração.
O Dia Mundial do Refugiado foi designado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para homenagear os refugiados em todo o mundo e estimular a mobilização social e política para a garantia de seus direitos. É também uma ocasião para promover a empatia e a compreensão com essa população. No Brasil, foi organizada uma programação que inclui oficinas, exposições, saraus, seminários, entre outros. São atividades virtuais e presenciais que irão dar visibilidade para diversas histórias como as de Fiorella Ramos, Marifer Vargas e Lexandra Arrieta, venezuelanas de diferentes faixas etárias. A reposta humanitária brasileira à população de refugiados é uma referência internacional positiva para o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), agência vinculada à ONU.
Nascida no município de Antonio Díaz, no norte da Venezuela, a indígena warao Fiorella Ramos fez da promoção à saúde seu projeto de vida. Ela obteve apoio para se formar médica na Universidade de Havana, em Cuba, e mais tarde, após voltar ao seu país, ampliou sua formação em um internato no Hospital Universitário Ruiz y Páez, na cidade de Bolívar.
Fiorella Ramos fez da promoção à saúde seu projeto de vida – Fiorella Ramos / Acervo Pessoal
Sua vida começou a mudar tempos após ela ter assumido um cargo de diretora em um hospital público na cidade de Guasipati, a cerca de 450 quilômetros da fronteira entre Venezuela e Brasil. Ali, teve desavenças com autoridades governamentais envolvendo políticas públicas para acesso a medicamentos. Retirada da função, chegou a trabalhar na iniciativa privada, mas a deteriorização das condições econômicas a fez decidir deixar seu país em 2019: atravessou a fronteira e chegou a Pacaraima (RR), indo em seguida para Boa Vista.
Foram 17 dias dormindo na rua e se alimentando graças à ajuda de um irmão que também abandonou a Venezuela e já se encontrava em um abrigo na capital de Roraima. Fiorella foi uma das principais lideranças da ocupação Ka’Ubanoko, ajudando na conquista de vários benefícios para migrantes em situação de rua. O movimento se iniciou com cerca de 150 venezuelanos, indígenas em maioria. Com o apoio de organizações católicas e humanitárias, o grupo obteve acesso a alimentação e a serviços básicos. No ano passado, Fiorella se mudou para um abrigo em Boa Vista e foi contratada como monitora de saúde.
“Atuo no auxílio à parte primária do atendimento. Sou médica, mas ainda não posso exercer no Brasil porque preciso primeiro revalidar meu diploma”, explica. Para Fiorella, a saúde é fundamental no acolhimento aos refugiados indígenas e fator de integração, porém exige que os profissionais atuem respeitando diferenças culturais.
Fiorella Ramos é médica na Venezuela, mas no Brasil não tem autorização para atuar na profissão – Fiorella Ramos / Acervo Pessoal
“Há muitas doenças que se podem erradicar, que se podem controlar. Mas muitos indígenas não entendem porque precisam ir a um hospital. E daí a importância da atenção primária, que se baseia na prevenção e na promoção de saúde. É importante esse trabalho nas comunidades. E na atenção secundária, é importante o intercâmbio cultural para que médicos formados e aquelas pessoas com conhecimento em medicina tradicional possam interagir diretamente com o paciente nos centros de saúde”, avalia.
Se o acolhimento de refugiados indígenas nos serviços de saúde demanda cuidados específicos, ao mesmo tempo envolve todos os desafios decorrentes do contexto mundial. A pandemia de covid-19 trouxe novas preocupações para o Acnur. A primeira delas é óbvia: guerras e perseguições não deixam de ocorrer porque há uma crise sanitária global e, com o fechamento de muitas fronteiras, sair do país deixou de ser uma solução possível para muitas pessoas. Mas além disso, havia o receio com aqueles que já se encontravam em outras nações.
“Felizmente, temos observado mais avanços que retrocessos no Brasil. Mesmo no contexto da pandemia, o país manteve o funcionamento do seu sistema de reconhecimento de refugiados. E efetivamente reconheceu um grande número de pedidos principalmente da Venezuela. Também manteve o funcionamento da Operação Acolhida”, diz Luiz Fernando Godinho, oficial de informação pública do Acnur.
O tratamento que o Brasil dá aos migrantes é considerado pelo Acnur como um exemplo positivo. Diferente de outros países, que organizam campos de refugiados, aqui há um esforço para integrá-los na sociedade. E a legislação contribui com essa opção, uma vez que garante a eles acesso a serviços considerados universais, como saúde, educação e mesmo programas sociais.
Em sintonia com essa tradição, a Operação Acolhida é uma iniciativa liderada pelo Ministério da Cidadania que envolve também uma rede de organizações mobilizada pelo Acnur. Através dela, mais de 50 mil venezuelanos que chegaram em Roraima já conseguiram se instalar em diferentes cidades do país. A iniciativa foi criada em 2018 em resposta ao fluxo migratório que teve início no ano anterior decorrente da crise econômica e política que se instaurou no país vizinho. No auge desse movimento, cerca de 500 pessoas ingressavam diariamente no Brasil.
Desde 2017, o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão colegiado vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, já concedeu refúgio a 46 mil venezuelanos. O último balanço oficial mostrou que 65% das 82.552 pessoas que solicitaram refúgio ao Brasil no ano de 2019 vieram da Venezuelana. O fluxo reduziu com a pandemia, uma vez que o Brasil fechou a fronteira em Pacaraima. Aqueles que aqui já estavam são considerados nas respostas sanitárias à crise sanitária, inclusive para acesso a vacinas. Diversas organizações e entidades articuladas na rede mobilizada pelo Acnur atuam em conjunto para assegurar esses direitos.
A agência da ONU, que é financiada por meio de doações, também desenvolve ações diretas. “O Acnur vem atuando provendo informações seguras, uma vez que essas pessoas estão em um país estrangeiro, muitas vezes não conhecem o idioma e precisam receber uma informação mais customizada”, acrescenta Godinho. Outros esforços da agência incluem a distribuição de kits de higiene, a concessão de apoio financeiro emergencial para grupos específicos de refugiados que tiveram renda comprometida na crise sanitária. O pós-pandemia já está sendo pensado. O Acnur planeja fomentar mecanismos de geração de emprego e renda para essa população.
Fiorella celebra o rendimento fixo mensal e assegura que entre os refugiados indígenas, há muitas pessoas capacitadas em busca de uma oportunidade como ela: engenheiros, professores, informáticos. “Mesmo aqueles que não tem uma formação formal, possuem experiência em alguma área, como artesanato e agricultura. O Brasil nos dá muita esperança positiva. Podemos pensar em um futuro. Podemos estar tranquilos, ter uma família, ter um lugar para viver. Um lugar onde se pode trabalhar com a comunidade”, acrescenta. Ela pretende revalidar seu diploma e atuar como médica em Roraima ou mesmo em outro estado do Brasil. “Se não for possível, se não me estabilizar aqui em alguns anos, posso voltar ao meu país se as coisas estiverem diferentes por lá”.
Oportunidade de somar
Se a saúde é a forma que Fiorella encontrou para ajudar na integração dos refugiados e ao mesmo tempo retribuir o acolhimento que recebeu no Brasil, Marifer vê a educação como uma ferramenta para combater o preconceito. Segundo ela, os refugiados têm necessidades econômicas e sociais como diversos grupos vulneráveis da população brasileira, mas também possuem força e coragem a ponto de deixar uma vida para trás em busca do futuro.
Marifer Vargas é professora e deixou a Venezuela para viver no Brasil- Acnur / Divulgação
“Garantir educação é importante tanto para o acolhido como também para o país que acolhe. Não basta dar o pão, dar o alimento, vendo o refugiado como um coitadinho, ferido. Educar o refugiado é também dar a ele oportunidade de somar. O refugiado vem para crescer com o país e não para ser um prejuízo. Integração não é somente experimentar comidas, ela envolve uma inclusão”, avalia.
Marifer é professora e vivia em Maracay, a 119 quilômetros da capital Caracas. Ela conta que deixou a Venezuela devido à violência e às ameaças sofridas, após seu companheiro, que é jornalista, ter publicado denúncias de corrupção. Ele veio primeiro, em maio de 2016. Ela chegou depois, com a filha, em agosto de 2017. Entraram no país por Roraima e hoje estão estabelecidos em São Paulo.
“Sou professora de história e geografia da Venezuela. Então não consigo fazer aqui o que eu fazia lá. Mas estou atuando como educadora social nos programas de interiorização dos refugiados”, conta. Ela já atuou na Operação Acolhida e hoje se envolve em projetos educacionais da Cáritas, organização humanitária da Igreja Católica.
Marifer fala português fluentemente e diz gostar de uma roda de pagode. Com a filha matriculada na escola, ela se diz confortável no país. “Um lugar de segurança e tranquilo para recomeçarmos a vida. Conseguimos receber apoio para a documentação, para assistência, para a escola da minha filha, para emprego, para tudo. Eu não tenho como ser mais agradecida. Brasil e Venezuela são vizinhos e não se conhecem bem. Então é legal essa troca. Todos temos algo que ensinar. Em casa, seguimos comendo arepa, falamos espanhol e ouvimos nossa música. Mas já estabelecemos a vida aqui. Estamos em casa”.
Aos 15 anos, esse não é o mesmo sentimento de Lexandra Arrieta. Há um ano no Brasil, junto com sua mãe Bélgica Martinez, seu irmão Leobel Arrieta e outros familiares, ela imagina regressar em um momento mais propício e sonha com o momento em que abraçará seu pai outra vez. “Queremos voltar em algum momento. Não agora. Mas deixamos lá nosso pai, que estará nos esperando”, diz.
Lexandra e Leobel (Acnur / Divulgação) – Acnur / Divulgação
Apesar da saudade, ela se sente acolhida no abrigo em que vive, em Boa Vista. Diz que a cidade tem muitos lugares bonitos e que estão conhecendo coisas diferentes da Venezuela. Seu principal elemento de integração é o esporte. Ela pratica futebol e kickball todos os dias e interage com outros adolescentes de sua idade. “Em um instante, já sabem nosso nome. Fizemos muitos amigos. O esporte nos ajuda tanto para fortalecer o corpo como para abstrair a mente”.
Embora esteja no país do futebol, ao citar sua referência, Lexandra não aponta um ídolo brasileiro. Sua inspiração é Deyna Castellanos, atacante da seleção feminina venezuelana e do clube espanhol Atlético de Madrid. “Ela demonstrou aos homens que não são somente eles que podem jogar. Ela é uma excelente jogadora. Gostaria de ser como ela”, afirma. Por Agência Brasil
O inverno no Hemisfério Sul começa às 0h32 (horário de Brasília) de hoje (21), quando ocorre o solstício de inverno. Caracterizada pelas baixas temperaturas e redução das chuvas em parte do país, a estação se estenderá até o dia 22 de setembro.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o período menos chuvoso nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e em parte das regiões Norte e Nordeste tende a favorecer a incidência de queimadas e de incêndios florestais, bem como um aumento do número doenças respiratórias, já que a umidade relativa do ar diminui bastante.
Além disso, os baixos índices pluviométricos típicos do período podem agravar a já preocupante situação dos reservatórios hídricos de parte do país. De acordo com o Inmet, a precipitação nos estados que compõem a bacia do Rio Paraná (Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo), por exemplo, já vem registrando chuvas abaixo da média desde o ano passado, e essa situação deve se prolongar pelos próximos meses.
“Neste ano, a situação de escassez de chuvas na bacia do Rio Paraná foi mais extrema em relação aos anos de 2018 e 2019, principalmente nos dois últimos meses (abril e maio)”, informa o Inmet, em nota.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a situação hidrológica registrada em 2021 é a pior dos últimos 91 anos. O baixo volume de chuvas afeta a geração de energia elétrica porque 65% da produção nacional provêm de hidrelétricas, que dependem do recurso em abundância.
Por outro lado, a típica circulação de massas de ar frio vindas do sul do continente tendem a derrubar as temperaturas, o que pode causar a formação de geadas nas regiões Sul, Sudeste e no estado de Mato Grosso do Sul, e até mesmo queda de neve em áreas serranas e planaltos da Região Sul.
Também em nota, a Climatempo Meteorologia alerta que a baixa umidade e o solo cada vez mais seco facilitarão a propagação do fogo, sobretudo no Tocantins, em Rondônia, no Acre, bem como na região sul do Amazonas e em partes do Pará e das regiões Sudeste e Nordeste.
Veja abaixo o prognóstico do Inmet para os próximos três meses em cada uma das regiões brasileiras.
Região Norte – A previsão climática indica maior probabilidade de que as chuvas ocorram ligeiramente acima da média climatológica sobre o norte da região, principalmente os estados de Roraima e Amapá. Nas demais áreas, existe uma tendência de as chuvas ficarem próximas e abaixo da média, principalmente no sul da região amazônica, onde normalmente chove abaixo de 300 mm no período de julho a setembro. A temperatura média do ar nos próximos meses deve permanecer acima da média.
As condições de falta de chuvas, alta temperatura e baixa umidade relativa do ar favorecem a incidência de queimadas e incêndios florestais, muito comuns na metade do inverno e início da primavera. Por outro lado, isso não descarta a ocorrência de eventuais episódios de friagens no sul dessa região, devido à passagem de massas de ar frio mais continentais.
Região Nordeste – A previsão indica o predomínio de áreas com maior probabilidade de chuvas próximas à climatologia durante esta estação, principalmente no interior da região. Em algumas áreas, como o norte do Maranhão e do Ceará, leste do Rio Grande do Norte e da Paraíba, as chuvas ainda poderão superar ligeiramente a média durante o mês de julho. Predomínio de temperaturas próximas e acima da média em grande parte da região, exceto no centro-leste da Bahia, onde as temperaturas podem ser ligeiramente abaixo da média durante o mês de setembro.
Região Centro-Oeste – No Centro-Oeste, o período seco já teve início, e a tendência é que a umidade relativa do ar diminua ainda mais nos próximos meses, com valores diários que podem ficar abaixo de 30% e picos mínimos abaixo de 20%. Dessa forma, a previsão para o inverno indica alta probabilidade de as chuvas ocorrerem dentro e abaixo da faixa climatológica em grande parte da região, exceto no centro-sul de Mato Grosso do Sul, onde as chuvas deverão ser ligeiramente acima da média durante o mês de setembro. As temperaturas deverão permanecer acima da média, devido à permanência de massas de ar seco e quente, principalmente nos meses de agosto e setembro, favorecendo a ocorrência de queimadas e incêndios florestais. Em algumas localidades do leste de Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso, as temperaturas poderão ser ligeiramente abaixo de seus valores climatológicos, devido à passagem de algumas massas de ar frio mais continentais.
Região Sudeste – O trimestre de junho a agosto corresponde ao período mais seco da região, especialmente no norte de Minas Gerais. Desse modo, a previsão do Inmet para o inverno no Sudeste indica que as chuvas devem permanecer próximas ou ligeiramente abaixo da média, porém não se descarta a ocorrência de chuvas próximas ao litoral da Região Sudeste no mês de julho, devido a passagem de frentes frias. No caso das temperaturas, elas devem permanecer acima da média em grande parte da região, com exceção do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, onde as temperaturas podem ser próximas ou ligeiramente abaixo de seus valores climatológicos.
Região Sul – O prognóstico para os meses de inverno indica predomínio de chuvas próximas e abaixo da média em grande parte da Região Sul. Em algumas áreas localizadas sobre o sul e leste do Rio Grande do Sul e sudeste de Santa Catarina, a tendência é de que ocorram chuvas abaixo da média, principalmente no mês de setembro. A maior frequência das frentes frias contribuirá para maiores variações nas temperaturas ao longo do trimestre, com a previsão de temperaturas médias próximas e acima da climatologia em grande parte da Região Sul. As temperaturas médias mais elevadas estão previstas para o mês de setembro, principalmente no Paraná. Temperaturas abaixo da média são previstas para o leste de Santa Catarina e do Paraná, além do nordeste do Rio Grande do Sul, pois a incursão de massas de ar de origem polar pode provocar declínio nas temperaturas, possibilitando a ocorrência de geadas especialmente em áreas de maior altitude. Por Agência Brasil
Por volta das 20h30 de quarta-feira (16), a guarnição da FT do 17º BPM foi abordada por um indivíduo que relatou que seu aparelho celular havia sido roubado mas que ainda conseguia o rastrear. Através do localizador do aparelho a guarnição chegou até a residência do suspeito. Inicialmente o indivíduo negou a autoria mas após ser reconhecido pela vítima, entregou o aparelho celular e a arma de fogo tipo revólver utilizada na prática do assalto. O homem foi conduzido e apresentado na 4ª DRPC de Codó.
* MATERIAL APREENDIDO* – 01 ARMA DE FOGO TIPO REVÓLVER.
A escassez de água e a seca devem causar estragos em uma escala que rivalizará com a pandemia de covid-19, e os riscos aumentam rapidamente à medida que as temperaturas globais se elevam, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).
“A seca está prestes a se tornar a próxima pandemia, e não existe vacina para curá-la”, disse Mami Mizutori, representante especial da ONU para redução de risco de desastres, em uma entrevista coletiva virtual nesta quinta-feira (17).
As secas já desencadearam perdas econômicas de pelo menos 124 bilhões de dólares e atingiram mais de 1,5 bilhão de pessoas entre 1998 e 2017, segundo um relatório da ONU divulgado nesta quinta-feira.
Mas até estas cifras, alertou, são “muito provavelmente subavaliações grosseiras”.
O aquecimento global intensifica secas no sul da Europa e no oeste da África, disse o relatório da ONU com “alguma confiança”, e o número de vítimas deve “crescer dramaticamente”, a menos que o mundo aja, disse Mizutori.
Cerca de 130 países podem enfrentar um risco maior de seca neste século, segundo a projeção de emissões altas citada pela ONU.
Outros 23 países sofrerão escassez de água por causa do crescimento populacional, e 38 nações serão afetadas por ambos, disse.
A seca, assim como um vírus, tende a durar muito tempo, ter um alcance geográfico amplo e causar danos em cadeia, disse Mizutori.
“Ela pode afetar indiretamente países que não estão passando por uma seca através da insegurança alimentar e do aumento dos preços de alimentos”, explicou.
A ONU antevê secas mais frequentes e severas na maior parte da África, nas Américas Central e do Sul, no centro da Ásia, no sul da Austrália, no sul da Europa, no México e nos Estados Unidos.
Ibrahim Thiaw, secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, disse à Thomson Reuters Foundation que a deterioração do solo, causada em parte pela má administração de terras, deixou o mundo perto de um “ponto sem retorno”.
A ONU não tem pesquisado o efeito que a desertificação pode ter na migração interna dentro dos continentes, mas Thiaw disse que ela não é mais impensável, nem mesmo na Europa.Por: or Arthur Neslen – Repórter da Reuters – Bruxelas (Bélgica)
O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias lançou edital com a oferta de uma vaga para contratação de professor substituto na área de Química. O valor da taxa de inscrição é de 80 reais e deve ser realizada no período de 16 a 27 de junho, na aba Editais no site do Campus.
Conforme o edital de abertura, a seleção será realizada em duas etapas. A primeira é a prova didática, que vai acontecer no dia 10 de julho, em Caxias. A segunda é a análise de título.
O regime de trabalho é de 40h semanais e a contratação será válida pelo período de um ano, podendo ser prorrogada por um prazo de igual duração, de acordo com a necessidade do Instituto. O contratado receberá remuneração básica de R$ 3.130,85, que corresponde ao vencimento básico da classe inicial da carreira de professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, com possibilidade da retribuição por titulação, não acumuláveis, de aperfeiçoamento (R$ 234,81), especialização (R$ 469,63), mestrado (R$ 1.174,07) e doutorado (R$ 2.700,36), além de vantagens, benefícios e adicionais previstos na legislação.
Para mais informações, acesse aqui a página do processo seletivo.Por: Ascom/ IFMA