Blog do Walison - Em Tempo Real

Economia: Maranhão supera restante do país no 3º trimestre de 2025

A atividade econômica do Maranhão registrou alta de 4,2% no terceiro trimestre de 2025, de acordo com o PIB Trimestral do Maranhão, divulgado nesta terça-feira, 6, pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc). O desempenho superou o observado no Brasil (1,8%) e no Nordeste (2,4%). Considerando o acumulado dos trimestres de 2025, o estado alcançou crescimento de 3,9%, mantendo-se acima dos índices nacional (2,4%) e regional (2,5%).

Esse desempenho favorável está associado à manutenção dos investimentos públicos e privados em diferentes segmentos da economia, que vêm garantindo um ritmo consistente de expansão no estado. A dinâmica também se reflete na expressiva geração de emprego e renda, fortalecendo a projeção de que o Maranhão finalize 2025 com crescimento econômico próximo de 4,0%.

“O cenário observado ao longo do ano evidencia um ambiente econômico mais estável e favorável no Maranhão, resultado de um conjunto de fatores que têm contribuído para a ampliação da atividade econômica. Esse movimento tem impacto direto na vida da população, ao fortalecer o mercado de trabalho, estimular a renda e criar condições mais sólidas para o planejamento e a tomada de decisões, tanto do poder público quanto da iniciativa privada”, afirma Dionatan Carvalho, presidente do Imesc.

Sob a ótica setorial, a agropecuária despontou no início de 2025 como o principal impulsionador do crescimento econômico maranhense, ao apresentar expansão de 19,2%, acima do registrado no Nordeste (11,2%) e no Brasil (10,1%). O bom resultado está diretamente relacionado à colheita de grãos, com destaque para a produção de soja e de outras culturas.

Caso esse desempenho seja mantido, a estimativa é de que o setor agropecuário do Maranhão encerre 2025 com aumento aproximado de 12,4% na produção total de grãos, superando a média projetada para o Nordeste (8,3%).

A indústria figurou como o segundo maior vetor de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estadual no terceiro trimestre de 2025. O segmento apresentou variação de 8,8% na comparação com igual período do ano anterior, desempenho 7,1 pontos percentuais superior ao do Brasil (1,7%) e 6,7 pontos percentuais acima do Nordeste (2,1%).

No intervalo analisado, todas as atividades industriais registraram expansão, com maior destaque para as “Indústrias de Transformação” (22,1%), seguidas pelas “Indústrias Extrativas” (3,2%), “Construção” (3,6%) e “Água, esgoto e energia” (2,3%). A projeção indica que a indústria maranhense deve encerrar 2025 com crescimento acima de 10,0%.

Já o setor de serviços apresentou ritmo mais contido no terceiro trimestre de 2025, ao crescer 1,0%, resultado ligeiramente inferior ao do Nordeste (1,4%) e do Brasil (1,3%). As atividades que mais contribuíram para esse desempenho foram “Outras atividades de serviços” (4,5%), “Comércio” (2,9%) e “Atividades imobiliárias” (2,3%).

A estimativa é que os serviços no Maranhão finalizem 2025 com crescimento em torno de 1,0%, percentual próximo ao previsto para o Brasil (1,8%) e para o Nordeste (1,6%).

O Imparcial

São Luís entre as capitais onde valor dos imóveis mais aumentaram

De acordo com os dados da FipeZAP, divulgados nesta terça-feira (06), comprar um imóvel ficou em média mais caro 6,52%. A alta é uma das maiores dos últimos dez anos, ficando atrás apenas de 2024, quando o aumento foi de 7,73%.

A capital maranhense está entre as capitais que tiveram reajuste ainda maiores que a média nacional. São Luís teve um aumento de 13,91%, ficando atrás apenas de Salvador (16,25%), João Pessoa (15,15%) e Vitória (15,13%).

As menores altas entre as capitais foram registradas em Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%), todas ficando abaixo da média nacional.

Já entre todas as cidades brasileiras, não apenas as capitais, novamente Balneário Camboriú (SC) é o município mais caro do Brasil para a compra de um imóvel residencial. Segundo o levantamento, o metro quadrado em Balneário Camboriú teve preço médio de venda de R$ 14.906 em dezembro de 2025.

Fonte: blog do Jorge Aragão

Saldo da balança comercial tem recorde em dezembro mas encolhe em 2025

Pressionada pelo crescimento das importações e pelo barateamento das commodities (bens primários com cotação internacional), a balança comercial encerrou 2025 com superávit menor que em 2024, apesar de registrado o melhor resultado para um mês de dezembro desde 1989. No ano passado, as exportações superaram as importações em US$ 68,293 bilhões, uma queda de 7,9% em relação ao superávit registrado em 2024.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Apesar do recuo, esse foi o terceiro maior superávit comercial anual desde o início da série história, em 1989.

Os maiores foram o de 2023, quando o superávit chegou a US$ 98,903 bilhões, e o de 2024, quando o resultado positivo ficou em US$ 74,177 bilhões.

Tanto as exportações como as importações bateram recorde. Mesmo com o tarifaço dos Estados Unidos e com a queda no preço das commodities, principalmente do petróleo, as vendas para o exterior somaram US$ 348,676 bilhões, com alta de 3,5% em relação a 2024.

Beneficiadas pelo crescimento da economia, no entanto, as importações aumentaram em ritmo maior. No ano passado, o Brasil comprou US$ 280,382 bilhões do exterior, alta de 6,7%.

Projeções

O saldo comercial veio bastante superior às projeções. O Mdic projetava superávit comercial de US$ 60,9 bilhões em 2025, com US$ 344,9 bilhões em exportações.

Já as importações ficaram abaixo da projeção de US$ 284 bilhões. O fato de as importações terem ficado inferiores ao previsto ajudou a elevar o superávit da balança no fim de 2025.

Resiliência

Em entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que o comércio exterior brasileiro cresceu em 2025, mesmo com o tarifaço e as dificuldades geopolíticas.

“O nosso volume em termos de exportação cresceu 5,7%. O comércio global cresceu 2,4%. Então, crescemos mais que o dobro do comércio global. Isso mostra a resiliência e a boa competitividade dos produtos brasileiros”, declarou.

Apenas em dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 9,633 bilhões, alta de 107,8% em relação ao mesmo mês de 2024. Esse foi o maior resultado para o mês da série histórica, iniciada em 1989, superando o recorde anterior, de superávit de US$ 9,323 bilhões, em dezembro de 2023. As importações também atingiram valor recorde para o mês.

O valor das exportações e das importações em dezembro ficou o seguinte:

  • Exportações: US$ 31,038 bilhões, alta de 24,7% em relação a dezembro do ano passado;
  • Importações: US$ 21,405 bilhões, alta de 5,7% na mesma comparação

Setores

Na distribuição por setores da economia, as exportações em dezembro cresceram da seguinte forma:

  • Agropecuária: +43,5%, com alta de 35,2% no volume e de 6,7% no preço médio;
  • Indústria extrativa: +53%, com alta de 58,1% no volume e queda de 3,2% no preço médio;
  • Indústria de transformação: +11%, com alta de 14,9% no volume e queda de 4,2% no preço médio.

Produtos

Os principais produtos responsáveis pelo crescimento das exportações em dezembro foram os seguintes:

  • Agropecuária: soja (+73,9%); café não torrado (+52,9%) e milho não moído, exceto milho doce (+46%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+74%) e minério de ferro (+33,7%);
  • Indústria de transformação: carne bovina (+70,5%) e ouro não-monetário (+88,7%).

No caso do petróleo bruto, a retomada da atividade das plataformas, após um período de manutenção programada em novembro, foi o principal fator para o crescimento.

Em relação às importações, o crescimento está vinculado à recuperação da economia, com o aumento do consumo e dos investimentos.

Na divisão por categorias, os produtos importados foram os seguintes:

  • Agropecuária: soja (+4.979,1%) e trigo e centeio não moídos (+24,6%)
  • Indústria extrativa: fertilizantes brutos, exceto adubos, +222,4%; carvão não aglomerado (+26,3%);
  • Indústria de transformação: combustíveis (+42,9%) e medicamentos, incluindo veterinários (+47,7%).Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Brasil mantém otimismo com acordo Mercosul–UE, diz Alckmin

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia está bem encaminhado, disse nesta terça-feira (6) o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Segundo ele, o governo brasileiro mantém uma postura otimista sobre a conclusão das negociações.

“O próximo acordo, fruto de um longo trabalho, mais de duas décadas, é Mercosul–UE. Está bem encaminhado. Quero reiterar que nós estamos otimistas e é muito importante para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global que, no momento de guerras, de conflitos, de geopolítica instável, de protecionismo, será o maior acordo do mundo”, disse Alckmin em entrevista para anunciar o resultado da balança comercial brasileira de 2025.

Adiamento

A assinatura do tratado estava prevista para dezembro, durante a cúpula do Mercosul, mas acabou adiada diante da falta de consenso entre os países europeus. As principais resistências partiram de uma ala conservadora da Itália e, sobretudo, de agricultores da França, que pressionaram seus governos contra o avanço do acordo.

O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou recentemente que a França não apoiará o tratado sem a inclusão de novas salvaguardas para proteger os produtores rurais do país. Atualmente, a França é o principal foco de oposição ao acordo dentro da União Europeia.

Apesar das dificuldades, a Comissão Europeia informou na segunda-feira (5) que houve avanço nas negociações para viabilizar a aprovação do tratado. Mesmo assim, não há confirmação oficial para a assinatura.

Mesmo após a eventual assinatura, o acordo precisará cumprir uma série de etapas formais. No Brasil, o texto deverá passar pelos trâmites internos do Executivo e do Legislativo, incluindo análise e votação no Congresso Nacional. Na Europa, será necessário o aval do Conselho Europeu e do Parlamento Europeu, além da ratificação pelos parlamentos nacionais dos 27 países-membros da União Europeia.

Importância estratégica

Em entrevista após a divulgação dos dados da balança comercial de 2025, Alckmin reforçou a importância estratégica do acordo em um cenário internacional marcado por conflitos, instabilidade geopolítica e avanço do protecionismo. Segundo ele, o tratado Mercosul–UE tende a se tornar o maior acordo comercial do mundo, fortalecendo o multilateralismo e o livre comércio.

O vice-presidente destacou ainda que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é priorizar o diálogo e a negociação. Além do acordo com a União Europeia, o governo trabalha para avançar em novas parcerias em 2026, como o tratado entre Mercosul e Emirados Árabes Unidos e a ampliação de preferências tarifárias com Índia, México e Canadá.

Ao comentar o desempenho do comércio exterior, Alckmin ressaltou que as exportações brasileiras cresceram 5,7% em 2025, mais que o dobro da projeção de crescimento do comércio global, estimada em 2,4% pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele também destacou a Argentina como o país com maior expansão nas compras de produtos brasileiros no ano passado, com alta de 31,4%, impulsionada principalmente pelo setor automotivo.Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Moraes nega ida de Bolsonaro a hospital e exige laudo médico

ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta terça-feira (6), a remoção do ex-presidente Jair Bolsonaro para atendimento hospitalar em função de uma queda que ele teve na última madrugada. Ele está preso em uma cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF).

Moraes se baseou, segundo seu despacho, na avaliação da equipe da Polícia Federal.

“O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, apontou Moraes no despacho.

Por isso, o ministro escreveu, na decisão, que não haveria “nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital”.

Ele acrescentou que a defesa de Bolsonaro, entretanto, foi aconselhada pelo médico particular que o ex-presidente teria direito a fazer exames, “desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”.

Ainda no despacho, o ministro determinou que a defesa indique quais os exames necessários para que “se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário”.

A esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, fez postagem no Instagram indicando que o marido teve uma “crise”.

“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”.

A ex-primeira-dama lamentou ainda que o atendimento só ocorreu pela manhã desta terça, quando Bolsonaro foi chamado para a visita, às 9h. Essa demora, segundo ela, ocorreu porque o quarto “permanece fechado”.

Ainda sobre o incidente, Michelle acrescentou que Bolsonaro não se recordava “quanto tempo ficou desacordado” e que seriam necessários exames para verificar eventual “trauma ou possível dano neurológico”.

Para a imprensa, o médico Cláudio Birolini, que atende o ex-presidente, disse que Bolsonaro teve um “traumatismo leve”.Fonte: Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil

Descartada por Trump, Corina ataca Delcy e promete voltar à Venezuela

Descartada para assumir o poder na Venezuela pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donaldo Trump, a líder mais conhecida da oposição venezuelana, María Corina Machado, atacou a presidente interina Delcy Rodríguez, exaltou Trump e prometeu voltar à Venezuela “o mais breve possível” após o sequestro do presidente do país, Nicolás Maduro, no último sábado (3).  

Por outro lado, a oposição tida como moderada na Venezuela segue apostando no diálogo com o governo de Delcy Rodríguez para conseguir vitórias políticas, como a libertação de pessoas apontadas como presas políticas.

Tida como líder do setor mais radical da oposição, Corina Machado atacou Delcy Rodríguez acusando-a de ser uma das “principais arquitetas” da repressão estatal.

“Ela é uma das principais aliadas e intermediárias da Rússia, China e Irã. Certamente, não é uma pessoa em quem investidores internacionais possam confiar”, comentou em entrevista exclusiva à Fox News, mídia pró-Trump dos EUA.

Corina Machado ainda agradeceu o presidente Trump e disse que o 3 de janeiro entrará para a História “como dia que a Justiça derrotou a tirania” e que, agora, “os venezuelanos estão mais próximos da liberdade”.

Eleições

Proibida de disputar as eleições presidenciais de 2024 devido à condenação por corrupção quando era deputada, María Corina Machado indicou o diplomata Edmundo González para disputar o pleito em 28 de julho do ano passado. Segundo os dados oficiais da Justiça Eleitoral do país, Edmundo perdeu para Maduro.

Como o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) não divulgou os dados detalhados por urna, o pleito não foi reconhecido por observadores internacionais e por diversos países. A oposição sustenta que Edmundo foi o verdadeiro vencedor.

Durante a entrevista à mídia estadunidense, Corina voltou a sugerir que poderia assumir o Poder na Venezuela com a saída de Maduro e citou novas eleições.

“Transformaremos a Venezuela no centro energético das Américas. Traremos o Estado de Direito. Abriremos os mercados. Daremos segurança ao investimento estrangeiro. E traremos de volta para casa milhões de venezuelanos que foram forçados a fugir do nosso país”, completou a oposicionista.

Em outubro deste ano, María Corina Machado ganhou o Prêmio Nobel da Paz por sua atuação contra os governos chavistas. Ela deixou o país em dezembro rumo à Europa para receber o prêmio.

Também do exterior, o então candidato presidencial Edmundo González voltou a defender que ele é o presidente legítimo da Venezuela. Para González, o sequestro de Maduro foi um passo importante, mas insuficiente para a transição política no país.

“Dirijo-me com calma e clareza às Forças Armadas Nacionais e às forças de segurança do Estado. Seu dever é defender e fazer cumprir o mandato soberano expresso em 28 de julho de 2024”, disse.

Os militares venezuelanos não reconhecem Edmundo como presidente.

Oposição moderada

O professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Central de Venezuela (UCV) Rodolfo Magallanes explicou à Agência Brasil que a oposição segue dividida entre um setor mais radical, liderado por Corina, e outro mais moderado, que atua na legalidade venezuelana sob a hegemonia chavista.

Segundo o professor, não há qualquer diálogo entre os dois tipos de oposição, com a mais moderada expressando desejo de diálogo com o governo interino de Delcy Rodríguez.

“Há duas visões de se fazer oposição. Uma muito violenta e extrema, que defendeu ações totalmente ilegais, arbitrárias e contrárias à soberania venezuelana e há outra oposição que, mesmo antes do cenário da intervenção estrangeira dos EUA, assumiu a defesa nacional mesmo com este governo”, afirmou.

Ao assumir o mandato nessa segunda, o deputado Stalin González (Partido Um Novo Tempo) criticou os enfrentamentos políticos inúteis e disse que aposta no diálogo para libertação de presos.

“A Assembleia Nacional deve ser o espaço para o debate democrático e para as soluções de que a Venezuela precisa urgentemente. Estamos aqui para isso: colocar a política a serviço do povo, construir pontes e pavimentar o caminho da lei, da justiça e da reconciliação nacional. A Venezuela não precisa de mais confrontos estéreis que apenas aprofundam a ferida que dilacera a alma de cada venezuelano”, disse.

Os partidos em torno de Corina Machado não participaram da eleição Legislativa de maio de 2025, alegando falta de condições para competir após as denúncias contra o pleito presidencial de 2024.

O ex-candidato presidencial e ex-governador de Miranda, Henrique Capriles, rejeitou a decisão de Corina de se abster do pleito e foi eleito deputado federal para o período 2026-2031

Após o sequestro de Maduro, Capriles defendeu uma transição ordenada, pediu a libertação dos presos por motivos políticos e defendeu “evitar erros que nos custaram anos adicionais de retrocesso”.

“O caos nunca foi aliado da mudança, nem pode continuar sendo uma desculpa para perpetuar erros que só agravam o sofrimento das pessoas. Precisamos virar a página da vingança e da improvisação. Devemos guiar o país rumo a uma solução democrática com garantias reais para todos”, afirmou.

Trump com Delcy

Ao ser questionado sobre a María Corina Machado, Trump descartou que ela possa assumir o Poder na Venezuela. Em entrevistas a jornalistas após a captura de Maduro, o chefe da Casa Branca indicou que estabelecerá diálogo com a presidente interina Delcy Rodríguez e disse que Corina não tem apoio interno suficiente.

“Acho que seria muito difícil para ela ser a líder. Ela não tem apoio interno nem respeito dentro do país. É uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito necessário para ser líder”, declarou.Fonte: Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

Brasil diz na OEA que sequestro de Maduro é “afronta gravíssima”

Na reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro no último sábado (3), o embaixador do Brasil junto à entidade, Benoni Belli, afirmou que o momento atual é grave e evoca tempos considerados ultrapassados mas que voltam a assolar a América Latina e o Caribe.

“Os bombardeios no território da Venezuela e o sequestro do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e ameaçam a comunidade internacional com precedente extremamente perigoso”, disse o representante brasileiro junto à OEA nesta terça-feira (6).

Segundo o diplomata, agressões militares conduzem a um mundo em que a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. “Não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios. Esse raciocínio carece de legitimidade e abre a possibilidade de conferir aos mais fortes o direito de definir o que é justo ou injusto, o que é certo ou errado, de ignorar as soberanias nacionais ditando as decisões que devem tomar os mais fracos. A soberania internacional sustentada no direito internacional e nas instituições multilaterais é fundamental para que os povos possam exercer sua autodeterminação”, afirmou Belli.

Em reunião de emergência do Conselho de Segurança na Organização das Nações Unidas (ONU), nesta segunda-feira (5), o embaixador do Brasil Sérgio Danese também disse que não é possível aceitar o argumento de que os fins justificariam os meios na intervenção armada dos Estados Unidos na Venezuela.

Militares americanos retiraram à força Maduro e sua esposa, Cilia Flores, do território venezuelano, em uma ação que matou integrantes de forças de segurança do presidente e causou explosões em Caracas, capital do país. Maduro foi levado para Nova York e, segundo o governo dos Estados Unidos, vai responder no país a acusações por uma suposta ligação com o tráfico internacional de drogas.

O casal foi levado na segunda-feira ao Tribunal Federal, em Nova York, para uma audiência de custódia na Justiça norte-americana. Maduro disse ser inocente e negou as acusações de envolvimento com narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado. Maduro se qualificou como um “prisioneiro de guerra” e um “homem decente”. O casal está detido num presídio federal no bairro do Brooklyn, também em Nova York.Fonte: Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

Reunião da OEA sobre Venezuela expõe divisão política no continente

Países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) se dividiram nesta terça-feira (6) ao comentar a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira dama Cilia Flores. A reunião extraordinária do Conselho Permanente expôs a polarização política no continente.

Durante o encontro, não houve negociações formais, publicação de documentos, nem tomadas de decisão sobre o tema. Membros da OEA e Estados observadores apenas apresentaram manifestações individuais.

Governos da Argentina, Equador, Paraguai e El Salvador – alinhados aos Estados Unidos – defenderam a intervenção militar em Caracas.

“A Argentina aprecia a determinação demonstrada pelo presidente dos Estados Unidos e pelo seu governo nas ações adotadas na Venezuela. Confiamos que esses acontecimentos representam um avanço decisivo contra o narcoterrorismo que afeta a região”, disse o embaixador da Argentina, Carlos Bernardo Cherniak.

“A paz não se constrói por resoluções ou por decretos, nem por declarações de princípios. Mas com ações decididas e concretas. Nos solidarizamos com as vítimas da Venezuela que sofreram com a ditadura que, esperamos, chegue ao fim”, disse a embaixadora do Equador, Mónica Palencia.

Já os governos do Brasil, Chile, Colômbia, México e Honduras foram contrários à ação estadunidense, defenderam a preservação da soberania dos países e a busca de soluções diplomáticas e multilaterais para a crise venezuelana.

“Os bombardeios no território da Venezuela e o sequestro do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e ameaçam a comunidade internacional com precedente extremamente perigoso”, disse o embaixador brasileiro Benoni Belli.

“O que ocorreu foi uma agressão unilateral na Venezuela. Essas lamentáveis ações demandam uma reflexão hemisférica responsável, apegada ao direito internacional e orientada à preservação da democracia, paz e estabilidade na região”, disse o embaixador do México, Alejandro Encinas.

 

Washington (DC), 06/01/2026 - Embaixador Benoni Belli participa de reunião Especial do Conselho Permanente da OEA. Foto: Juan Manuel Herrera/OEA
Embaixador Benoni Belli participa de reunião Especial do Conselho Permanente da OEA. Foto: Juan Manuel Herrera/OEA

Venezuela sem representante

Apesar de constar como membro oficial da OEA, a Venezuela não teve direito à nenhuma manifestação oficial durante a reunião extraordinária desta terça-feira, ao contrário do que ocorreu no dia anterior, nas Nações Unidas (ONU). A relação entre OEA e Venezuela tem sido de conflitos na última década, e o país vive um limbo institucional dentro da organização, sem participar de debates e deliberações.

Em 2017, o governo de Nicolás Maduro anunciou a saída da organização, em resposta às acusações que sofria de outros países-membros de que seria um ditador e teria provocado uma ruptura democrática no país.

Depois das eleições presidenciais de 2018, contestada por parte da comunidade internacional, a OEA parou de reconhecer o mandato de Maduro e decidiu aceitar no Conselho Permanente um representante indicado por Juan Guaidó, então líder da Assembleia Nacional e autodeclarado vencedor das eleições presidenciais. Na sequência, com o enfraquecimento da oposição venezuelana, nenhum novo representante foi reconhecido pela organização.

Na declaração oficial desta terça-feira, o secretário-geral da OEA, Albert Ramdin, evitou comentar diretamente a ação dos EUA na Venezuela. Em vez de se posicionar contrário ou favorável, elogiou os argumentos de todos os países e a importância do multilateralismo na região.

Ao mesmo tempo em que falou sobre a responsabilidade dos países-membros em obedecer ao direito internacional, os princípios de soberania, não-intervenção e ordem constitucional – o que pode ser lido como crítica aos Estados Unidos –, manifestou apoio à transição democrática na Venezuela – o que pode ser como crítica à liderança de Maduro.

“Uma Venezuela democrática estável é boa para o seu povo e boa para todo o hemisfério”, disse Ramdin.

“Podemos apoiar uma transição democrática em profundidade, fortalecendo as instituições, apoiando reformas institucionais, auxiliando na preparação eleitoral, desenvolvendo capacidades, observando o processo eleitoral e muito mais”, complementou.

China x Estados Unidos

A reunião desta terça-feira também teve novo capítulo na disputa entre Estados Unidos e China por maior influência na região. O embaixador estadunidense Leandro Rizzuto citou o governo de Pequim como um dos rivais do Hemisfério Ocidental que querem, segundo ele, controlar recursos naturais da Venezuela.

“Esta é nossa vizinhança, é onde vivemos. E não vamos permitir que a Venezuela se transforme em um hub [polo] de operações para o Irã, Rússia, Hezbollah, China e agências cubanas de inteligência que controlam o país. Não podemos continuar a ter a maior reserva de petróleo do mundo sob o controle de adversários do Hemisfério Ocidental”, disse o diplomata.

A representante da China, cujo nome não foi divulgado durante a transmissão do encontro da OEA, rebateu as acusações do governo estadunidense. Disse que elas eram “desnecessárias, injustificadas e falsas”, e que o país expressava insatisfação e oposição a elas.

“Em vez de fabricar informações e criticar, os Estados Unidos deveriam refletir sobre sua ação arbitrária. O uso da força contra um Estado soberano e seu líder viola gravemente o direito internacional, atenta contra a soberania do país e ameaça a paz e a segurança na região”, disse a chinesa.

“A cooperação entre a China e a Venezuela se dá entre Estados soberanos e com base nas leis e regulamentos de ambos os países”, complementou.Fonte: Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil

EUA recuam em acusar Maduro de liderar suposto Cartel de Los Soles

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) recuou em acusar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de liderar o suposto Cartel de Los Soles. A nova peça da denúncia contra o venezuelano por narcotráfico, apresentada após o sequestro de Maduro pelos EUA, excluiu a acusação feita na peça anterior, apresentada em 2020.

Na primeira denúncia, o termo “Cartel de Los Soles” aparece 33 vezes e Maduro é apontado como líder dessa suposta organização.

“Nicolas Maduro Moros, o réu, ajudou a administrar e, por fim, a liderar o Cartel de Los Soles à medida que ganhava poder na Venezuela”, dizia a denúncia, apresentada ainda no primeiro mandato de Trump.

Na nova peça do Departamento de Justiça, apresentada nesta semana, o Cartel de Los Soles aparece apenas duas vezes, em citações de menor importância, sem qualquer menção à liderança de Maduro em relação ao suposto cartel.

“Nicolas Maduro Moros, o réu – assim como o ex-presidente Chávez antes dele – participa, perpetua e protege uma cultura de corrupção na qual poderosas elites venezuelanas se enriquecem com o tráfico de drogas e a proteção de seus parceiros traficantes”, diz o texto.

A peça do Departamento de Justiça dos EUA afirma, em seguida, que os lucros dessa atividade foram para funcionários corruptos.

“[Esses funcionários] operam em um sistema de clientelismo administrado por aqueles no topo – referido como o Cartel de Los Soles ou Cartel dos Sóis, uma referência à insígnia do sol afixada nos uniformes de oficiais militares venezuelanos de alta patente”, diz o documento oficial de Washington.

Fumaça sobe após múltiplas explosões em Caracas
03/01/2026 Vídeo Obtido pela Reuters/via REUTERS
Caracas 3/1/2026 – Fumaça sobe após múltiplas explosões durante invasão dos EUA – Vídeo Obtido pela Reuters/Proibida reprodução

A mudança na linguagem e no teor da acusação do Departamento de Justiça chamou a atenção, uma vez que o suposto cartel foi designado como grupo terrorista pelo governo Trump. A acusação de que Maduro lideraria a organização justificou, no plano discursivo, a invasão da Venezuela.

Especialistas no mercado mundial de drogas vêm rejeitando chamar a Venezuela de narcoestado ou mesmo reconhecer a existência do Cartel de Los Soles.

Não há qualquer menção a esse grupo nas publicações do Escritório para Drogas e Crimes da Organização das Nações Unidas (ONU). O Relatório Anual Sobre Ameaças de Drogas da DEA (Administração de Combate às Drogas) de 2025, do governo dos EUA, também não menciona o suposto cartel venezuelano.

Dificuldade em provar existência do cartel

A consultora sênior da União Europeia para Políticas sobre Drogas na América Latina e Caribe, a advogada Gabriela de Luca, avalia que, ao evitar tratar o cartel como uma organização “real”, o Departamento de Justiça reconhece os limites para provar essa tese.

“Até agora, não emergiram evidências suficientes para caracterizar uma organização criminosa – lacuna apontada por especialistas e, inclusive, por parceiros de inteligência dos próprios EUA”, explicou.

Gabriela destacou que a mudança na denúncia passa a enquadrar Maduro como posicionado no “topo” de um sistema criminoso, tratado como uma aliança de corrupção e tráfico, e não como uma entidade formal com personalidade jurídica, como um cartel.

“Essa escolha fortalece a acusação, uma vez que desloca o foco para condutas individualizadas e comprováveis [narcotráfico, corrupção e associação criminosa] em vez de sustentar um rótulo amplo e conceitualmente frágil de ‘cartel’”, ponderou a consultora.

Brasília (DF), 22/08/2025 - A consultara sênior da União Europeia para Políticas sobre Drogas na América Latina e Caribe, a advogada Gabriela de Luca. Foto: Gabriela de Luca/Arquivo Pessoal
Advogada Gabriela de Luca, consultora sênior da União Europeia para Políticas sobre Drogas na América Latina e Caribe – Foto: Gabriela de Luca/Arquivo pessoal

A advogada disse ainda que a mudança dialoga ainda com as preocupações de especialistas da ONU com o uso indiscriminado do termo cartel, “advertindo que isso poderia justificar medidas amplas de criminalização generalizada do Estado venezuelano, com efeitos colaterais severos sobre uma população já profundamente vulnerabilizada”.

Apesar da mudança, os EUA seguem acusando Maduro de uma série de crimes ligados ao narcotráfico, incluindo relação com narcoguerrilhas colombianas, como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN), e cartéis mexicanos, como Sinaloa e Zetas.

“Maduro Moros e seus cúmplices, durante décadas, fizeram parceria com alguns dos traficantes de drogas e narcoterroristas mais violentos e prolíficos do mundo, e contaram com a corrupção de funcionários em toda a região, para distribuir toneladas de cocaína para os EUA”, diz a acusação.

Venezuela's captured President Nicolas Maduro and his wife Cilia Flores attend their arraignment with defense lawyers Barry Pollack and Mark Donnelly to face U.S. federal charges including narco-terrorism, conspiracy, drug trafficking, money laundering and others, at the Daniel Patrick Moynihan United States Courthouse in Manhattan, New York City, U.S., January 5, 2026 in this courtroom sketch. REUTERS/Jane Rosenberg
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, comparecem à audiência de instrução no Tribunal Federal, em Nova York, conforme ilustrado em desenho da sala do tribunal – Reuters/Jane Rosenberg/Proibida reprodução

Maduro diz que é inocente

Em depoimento à Justiça dos EUA, Maduro disse que é inocente e se classificou como um prisioneiro de guerra após ser sequestrado por militares estadunidenses no último sábado (3).

O governo de Caracas acusa Washington de criar a acusação de narcotraficante contra lideranças do país para justificar a intervenção na Venezuela com objetivo de controlar as maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta.

Trump tem exigido ao novo governo de Delcy Rodríguez, que tomou posse na terça-feira (6) como presidente interina, acesso aos campos de óleo do país.

Em reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), o embaixador dos EUA, Leandro Rizzuto, admitiu que o petróleo do país sul-americano não pode ficar nas mãos de “adversários” do Hemisfério Ocidental.

“Esta é nossa vizinhança, é onde vivemos. E não vamos permitir que a Venezuela se transforme em um hub de operações para o Irã, Rússia, Hezbollah, China e agências cubanas de inteligência que controlam o país. Não podemos continuar a ter a maior reserva de petróleo do mundo sob o controle de adversários do Hemisfério Ocidental”, disse o diplomata na terça.Fonte: Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

Mulher é presa ao carregar mais de 2,3 mil pedras de crack dentro de ônibus em rodoviária no Piauí

Uma mulher, que não teve a identidade divulgada, foi presa nesta terça-feira (6) suspeita de transportar 2.368 pedras de substância análoga ao crack dentro de um ônibus na rodoviária de Porto, no Norte do Piauí.

De acordo com a Polícia Militar do Piauí (PM-PI), além da droga, foram encontradas 30 munições de calibre 9 mm e 22 munições de calibre .38 com a suspeita.

A abordagem ocorreu após equipes do 30º Batalhão da Polícia Militar (BPM) receberem informações sobre o transporte de entorpecentes e armamentos para a região.

Segundo a PM, foram realizadas rondas nos bairros de Porto e Campo Largo, além do monitoramento na chegada de ônibus interestaduais. Fonte: G1-PI