Blog do Walison - Em Tempo Real

Jovem de 22 anos é preso suspeito de ameaçar mãe e tentar atear fogo em casa no Piauí

Um jovem de 22 anos foi preso no sábado (10) suspeito de ameaçar a mãe de morte e planejar incendiar a casa dela com gasolina em Pio IX, no Piauí. A Polícia Militar o identificou apenas pelas iniciais A. E. S. R. e borrou a foto dele.

Segundo a PM, os policiais foram informados que o suspeito tinha ameaçado a mãe, de 43 anos, e foram até a residência em que ela mora. A vítima disse que o filho afirmou que iria atear fogo no lugar.

A equipe policial procurou o jovem e o encontrou em um posto de combustíveis, onde ele estava comprando gasolina para encher uma garrafa de plástico. Durante a abordagem, ele confirmou que usaria o combustível para provocar o incêndio.

Diante da confissão, a PM prendeu o suspeito em flagrante e o levou à delegacia, onde ele prestou depoimento ao delegado de plantão e deve passar por audiência de custódia.

A polícia destacou que é a segunda vez que ele responde por violência doméstica. Em outra ocasião, invadiu a casa da ex-esposa com a intenção de atear fogo, mas foi preso antes de cometer o crime.Fonte: G1-PI

Homem baleado morre após ser jogado de carro em frente a hospital no Piauí

Jonaton Sousa Araújo morreu na madrugada deste domingo (11) após dar entrada no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda), em Parnaíba, no litoral do Piauí. Ele foi baleado e jogado de um carro em frente ao hospital.

Segundo o 2º Batalhão da Polícia Militar, um vigilante do Heda informou que o carro, dirigido por um motorista com rosto coberto por balaclava, parou na entrada do hospital. Havia quatro homens dentro do veículo, e um deles estava ferido com marca de tiro.

Os outros ocupantes do carro jogaram Jonaton para fora do veículo e fugiram do local. O homem ferido foi socorrido pela equipe médica do Heda, mas morreu pouco depois do atendimento.

O 2º BPM entrou em contato com policiais do 24º Batalhão da Polícia Militar, que disse que houve vários tiros na localidade Rancho Alegre, em Luís Correia. Os envolvidos estavam em um carro com as mesmas características do que foi visto em Parnaíba.

Ainda não se sabe como Jonaton foi baleado e nem para onde o motorista e os passageiros do veículo foram. O caso deve ser investigado pela Polícia Civil.Fonte: G1-PI

Teto de pensionista e aposentado do INSS sobe para R$ 8.475,55 em 2026

A partir de fevereiro, os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ganham mais que o salário mínimo terão aumento de 3,9%. Com a correção, o teto dos benefícios da Previdência Social sobe para R$ 8.475,55 em 2026, contra R$ 8.157,40 em 2025.

A variação equivale ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos.

O reajuste de 3,9% será pago integralmente aos segurados que já recebiam as aposentadorias e pensões do INSS acima de um salário mínimo em 1º de fevereiro de 2025. Quem começou a receber o benefício após essa data terá aumento proporcional ao número de meses em que o benefício foi pago.

Segundo o INSS, atualmente 13,25 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional. Um total de 21,9 milhões de pessoas, cerca de 62,5% do total dos aposentados e pensionistas, ganham o salário mínimo, que subiu de R$ 1.580 para R$ 1.618.

Para quem recebe o salário mínimo, o pagamento das aposentadorias e pensões com reajuste vai de 26 de janeiro a 6 de fevereiro. O pagamento dos benefícios do INSS acima do mínimo com a correção de 3,9% vai de 2 a 6 de fevereiro. A data de pagamento varia conforme o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador, que aparece após o traço.

Por mais um ano, os aposentados e pensionistas que ganham além do mínimo não terão aumento real (acima da inflação), recebendo o equivalente ao INPC do ano anterior. Quem recebe o mínimo teve reajuste real de 2,5%, segundo a política aprovada pelo Congresso no fim de 2024, que restringe o aumento real ao teto de crescimento de gastos do arcabouço fiscal.

Tabela

A correção de 3,9% também incidirá sobre a tabela do INSS, por meio da qual os trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada e de empresas estatais recolhem as contribuições mensais à Previdência Social. As alíquotas e as faixas de dedução vão incidir sobre as seguintes faixas:

Salário de contribuições Alíquota Parcela a deduzir do INSS
Até R$ 1.621 7,5% R$ 0,00
De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84 9% R$ 23,66
De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27 12% R$ 110,75
De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55 14% R$ 197,83
Fonte : INSS

Consulta

Nas próximas semanas, o INSS fornecerá o extrato com os novos valores das aposentadorias e das pensões. As informações estão disponíveis no site Meu INSS e no aplicativo de mesmo nome. A consulta exige login e senha do Portal Gov.br.

Quem não tem acesso à internet pode consultar o valor por meio do telefone 135. O segurado que ligar para esse número deve informar o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e confirmar alguns dados cadastrais para evitar fraudes.Fonte: Agência Brasil

Inpe confirma redução de desmatamento na maioria dos biomas em 2024

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) consolidou os dados do sistema de Monitoramento Anual da Supressão de Vegetação Nativa (Prodes) do ano de 2024 para todos os biomas brasileiros. A análise sobre as imagens dos alertas divulgados anteriormente confirmou a redução da supressão de vegetação natural na maioria dos biomas monitorados, em relação a 2023.  

Os dados consolidados apontam que entre os anos de 2023 e 2024 houve redução do desmatamento nos seguintes biomas:

Amazônia: 28,09%

Área não florestal na Amazônia: 5,27%

Cerrado: 25,76%

Mata Atlântica: 37,89%

Pampa: 20,08%

Os biomas Caatinga e Pantanal foram os únicos que apresentaram crescimento em relação às áreas que sofreram supressão da vegetação nativa. Os aumentos foram de:

Caatinga: 9,93%

Pantanal: 16,5%

De acordo com nota técnica divulgada pelo Inpe, somente é considerada supressão a remoção da cobertura da vegetação nativa, independentemente das características da vegetação e da futura utilização da área.  As análises são feitas a partir de imagens de satélites das áreas com supressão, identificadas automaticamente e classificadas a partir dos índices de vegetação. Depois passam por interpretação visual.

Na avaliação da vice-coordenadora do Programa do Inpe BiomasBR, Silvana Amaral, a queda no desmatamento na maioria dos biomas brasileiros entre 2023 e 2024 corrobora a efetividade e a importância de políticas públicas de comando e controle, bem como de mecanismos regulatórios como acordos e termos de conduta firmados entre sociedade civil e setores de comércio e exportação de produtos agropecuários.

A consolidação dos dados do Prodes serve para a análise de tendências de médio e longo prazo do desmatamento no Brasil, de forma complementar aos resultados antecipados. São informações que dão subsidio à construção e implementação de políticas públicas ambientais.Fonte: Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

O Agente Secreto faz história no Globo de Ouro com dois prêmios

O cinema brasileiro viveu uma noite histórica neste domingo no Globo de Ouro, realizado no The Beverly Hilton, em Los Angeles (EUA). O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, venceu duas das principais categorias da cerimônia: Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura.

Apesar do desempenho expressivo, o longa brasileiro não levou o prêmio de Melhor Filme de Drama, principal categoria da noite, que ficou com Hamnet. Ainda assim, a chamada “noite do Brasil” consolidou a presença do país entre os destaques da premiação.

O anúncio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa foi feito pelos atores Orlando Bloom e Minnie Driver. Ao revelar o vencedor, Driver saudou o público brasileiro com um “Parabéns”, dito em português. Na categoria, O Agente Secreto superou produções de cinco países: Valor Sentimental (Noruega), Sirât (Espanha), A Única Saída (Coreia do Sul), A Voz de Hind Rajab (Tunísia) e Foi Apenas um Acidente (França).

Ao receber a estatueta, Kleber Mendonça Filho iniciou o discurso saudando o país. “Eu quero dar um alô ao Brasil: alô, Brasil”, disse. Em seguida, agradeceu à distribuidora brasileira Vitrine Filmes, à produtora e companheira Emilie, à equipe e ao elenco. “Obrigado, Wagner Moura. As melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo. Eu dedico esse filme aos jovens cineastas. Esse é um grande momento”, afirmou o diretor.

A vitória coroou um percurso internacional iniciado no Festival de Cannes, onde o filme teve estreia concorrendo à Palma de Ouro. Na ocasião, uma apresentação de frevo tomou a Avenida Croisette e se tornou um dos momentos mais comentados da edição.

Melhor ator

Já Wagner Moura fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a vencer o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama. Em seu discurso, falou em português e celebrou a cultura brasileira. “Viva a cultura brasileira”, disse o ator, ao destacar a parceria com Kleber Mendonça Filho, a quem definiu como “um gênio”, e a amizade construída ao longo do projeto.

Além de Wagner Moura, concorriam à categoria Joel Edgerton (Sonhos de Trem), Oscar Isaac (Frankenstein), Dwayne Johnson (Coração de Lutador: The Smashing Machine), Michael B. Jordan (Pecadores) e Jeremy Allen White (Springsteen: Salve-me do Desconhecido).

A vitória de O Agente Secreto resgata uma tradição brasileira na premiação: Central do Brasil venceu a mesma categoria em 1999, e, no ano passado, Fernanda Torres conquistou o prêmio de Melhor Atriz em Filme de Drama.

Entre os demais vencedores do Globo de Ouro, o prêmio de Melhor Direção em Filme ficou com Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra. Já Melhor Ator em Filme de Musical ou Comédia foi conquistado por Timothée Chalamet, por Marty Supreme.

Na televisão, a série Adolescência saiu com dois prêmios de atuação: Owen Cooper venceu como Melhor Ator Coadjuvante em Série, e Stephen Graham foi premiado pela atuação como protagonista, além de também assinar a direção da produção.

Com duas estatuetas e forte repercussão internacional, O Agente Secreto consolida o Brasil como um dos grandes protagonistas da atual temporada de premiações do cinema mundial.Fonte: Anna Karina de Carvalho – Repórter da Agência Brasil

Editoras independentes transformam mercado e aproximam público

Editoras independentes e livrarias de rua tomaram rumos diferentes de grandes conglomerados e desenvolveram estratégias para garantir a qualidade das publicações e driblar os desafios econômicos do mercado editorial e livreiro no país. Incluindo as empresas de maior porte, o setor gera ao menos 70 mil empregos diretos no país, segundo levantamento da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Profissionais ouvidos pela Agência Brasil apontam a promoção da cultura no país e a geração de empregos e renda como impactos positivos desses negócios. No entanto, mencionam a necessidade de políticas públicas voltadas à disseminação da leitura, assim como incentivos fiscais para a manutenção desses empreendedores.

Apesar da menor capacidade de investimentos, esses negócios obtiveram resultados como a ampliação do catálogo de autores disponível no país, inclusive com traduções de obras contemporâneas mundialmente reconhecidas que não tinham espaço nas grandes editoras.

Houve ainda aproximação com o público leitor por meio de estratégias como financiamentos coletivos, clubes de livros e uso das redes sociais.

“A editora independente é marginalizada no mercado. Então, ela está sempre tentando transformar esse mercado”, diz o editor e publisher da editora Autonomia Literária e da revista Jacobina, Cauê Seignemartin Ameni.

O florescimento de editoras independentes teve início há cerca de 10 anos, relata Cauê, que também é um dos organizadores da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei). “O independente sempre foi muito marginal e, aí, veio com força após 2015”.

Após a ocorrência de crises no setor de livros, como a recuperação judicial das livrarias Cultura e Saraiva, em 2018, grandes e pequenas editoras foram impactadas e tomaram calotes.

Nos últimos anos, entretanto, levantamento da CBL apontou expansão do mercado editorial e livreiro no país, especialmente no pós-pandemia, com aumento no número de empresas do setor.

Entre 2023 e 2025, houve um crescimento de 13% no número total de empresas, com destaque para o avanço das editoras e do comércio varejista de livros. E, de 2024 para 2025, o aumento foi consistente em todos os segmentos mapeados, ressaltou a CBL.

Debates independentes

As editoras independentes têm levantado, no Brasil, debates atuais em outras partes do mundo, fazendo com que as ideias circulem, acredita o publisher. Cauê aponta que, antes do fenômeno das independentes, publicações de grandes clássicos estavam estagnadas por causa de “um viés ideológico de grandes editoras e conglomerados”.

“O meu papel é de importador de ideias, de certa forma”, resume.

Ele cita debates em torno da China, inteligência artificial, crise climática, ascensão do fascismo na Europa, Estado Islâmico, Palestina.

Brasília (DF), 09/01/2026 - Setor editorial. Cauê Seignemartin Ameni. Foto: Cauê Seignemartin Ameni/Arquivo Pessoal
Editor e publisher da editora Autonomia Literária e da revista Jacobina, Cauê Seignemartin Ameni Foto: Cauê Seignemartin Ameni/Arquivo Pessoal

 

“São crises que afligem o Brasil, que é um país que, por exemplo, recebe muitos refugiados. É preciso entender a origem. Então, [nosso papel é] ajudar o brasileiro a compreender o mundo”, afirma. “Se as pessoas não entendem, o país acaba entrando numa grande confusão, numa grande enrascada, que foi o bolsonarismo. Se criou um caldo cultural para isso, e teve um trabalho forte [de autores e editoras]”.

Na época da ascensão da extrema-direita e do antipetismo, Cauê tinha uma livraria dentro da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP).

Ele conta que, no mercado editorial, começaram a surgir publicações relacionadas ao fenômeno do olavismo cultural, que se deu pela circulação de ideias ultraconservadoras do filósofo Olavo de Carvalho, que influenciaram a direita brasileira. Havia uma disputa para explicar crises como junho de 2013 e a Primavera Árabe através de uma ótica de direita, lembra.

“A leitura de esquerda existe, mas ela estava estancada no mercado. Eu, como era livreiro, via que tinha uma demanda forte, só que a galera comprava xerox na faculdade porque os livros não eram reimpressos”, conta.

Diante desses eventos, Cauê percebeu que muitos títulos relevantes internacionalmente, que abordavam as crises mundiais, não eram publicados no Brasil.

“A gente começou a crescer nesse vácuo, fazendo um debate contra tudo aquilo que o olavismo e a extrema-direita pregavam.”

Com a radicalização da extrema-direita no país, a editora se voltou para publicações antifascistas. O primeiro livro publicado pela Autonomia Literária tratava da ascensão do Estado Islâmico, no Oriente Médio, do jornalista Patrick Cockburn.

“Não tinha essa história bem contada aqui, mas lá fora tinha. A gente pegou esse livro, traduziu e publicou no Brasil, só que foi um best-seller logo de cara. O Elio Gaspari me ligou: ‘ainda bem que vocês traduziram esse livro’”.

Desafio nas vendas

Um grande desafio do mercado de livros é o ciclo de vendas. Como estratégia para se manter financeiramente saudável, sem abrir mão de sua proposta editorial, a editora Ubu criou o próprio clube do livro ─ que tem atualmente 2 mil assinantes. Diretora editorial e sócia da editora, Florencia Ferrari explica que uma obra que se mostra relevante para uma reflexão importante na sociedade não é necessariamente um livro que vai vender muito.

“[Os assinantes] nos dão um cheque em branco para nossa curadoria. E, ao fazer isso, eles nos permitem manter uma editora com um catálogo de alta qualidade, que não abre mão de nenhuma maneira dessa qualidade, e que não precisa ir atrás de títulos que tem como objetivo vender bastante”, diz.

 

Brasília (DF), 09/01/2026 - Setor editorial. Florência Ferrari. Foto: Victor Caiano/Divulgação
Diretora editorial e sócia da editora da Ubu, Florencia Ferrari Foto: Victor Caiano/Divulgação

A editora, inclusive, já realizou publicações em que esses dois aspectos se juntaram: alta qualidade e boas vendas. Foi o caso de autores como Nego Bispo, Vladimir Safatle, Hanna Limulja, Malcom Ferdinand e Françoise Vergès.

“Ter o clube é uma maneira de garantir um catálogo consistente, de alta qualidade e uma equação [financeira] saudável.”

Para publicar um livro, uma editora tem que investir inicialmente em direito autoral, tradução, revisão, projeto gráfico, capa e impressão.

Depois, os exemplares são distribuídos nas livrarias no modelo de consignação. Isso significa que, à medida em que os livros são vendidos, as livrarias vão realizando os pagamentos para as editoras, o que pode ocorrer em até 90 dias, em alguns casos.

“O dinheiro volta para as editoras de um jeito muito pingado e lento em relação ao tempo inicial. Às vezes, demora oito, dez, 12 meses ou dois anos para uma edição ter o retorno do seu investimento”, relata.

Esse é um cenário comum para todas as editoras, mas atinge principalmente as independentes, já que elas têm um catálogo mais de “fundo” ─ como classificou Florencia ─ e não de best-sellers, que vendem milhares de cópias já nos primeiros meses após o lançamento.

Um catálogo de fundo corresponde a livros que continuam vendendo por muitos anos, ainda que alguns tenham tiragens menores. São autores e obras relevantes, ainda que não sejam best-sellers. Exemplos disso são catálogos universitários e os clássicos da literatura.

Diretor presidente da Associação Quatro Cinco Um, entidade responsável pela revista homônima, editora Tinta-da-China Brasil e Feira do Livro, Paulo Werneck ressalta que, em contexto de adversidades, tais negócios precisam criar “estratégias de guerrilha”.

“As editoras independentes realmente são notáveis, são um patrimônio cultural que está florescendo no Brasil, mas que está muito ameaçado por esse jogo de concentração”, celebra.

“Os editores independentes têm que ser super ágeis, têm que inventar um novo canal de vendas, ter contato direto com o público, tem que criar feiras de livro. São empresários resilientes e criativos, tem que ficar reinventando seu próprio negócio todo ano”, acrescenta.

As editoras independentes passaram a vender os exemplares no próprio site e utilizar o modelo Print on Demand (POD), ou impressão sob demanda. Com isso, os livros são impressos conforme as vendas, o que elimina a necessidade de estoques e grandes tiragens iniciais.

Promoção de cultura e incentivos

A presença crescente das livrarias de rua permitiu a formação de pequenos núcleos culturais nos bairros, defende Werneck, que mencionou que cidades como Paris e Barcelona, por exemplo, têm incentivo fiscal para livrarias de rua, por serem empreendimentos qualificam as regiões.

Brasília (DF), 09/01/2026 - Setor editorial. Paulo Werneck. Foto: Gabriel Guarany/Divulgação
Diretor presidente da Associação Quatro Cinco Um, editora Tinta-da-China Brasil e Feira do Livro, Paulo Werneck Foto: Gabriel Guarany/Divulgação

“Elas transformam o bairro, tudo o que está ao redor. É dos poucos comércios que têm esse efeito”, destaca.

A Câmara Brasileira do Livro traz em seu levantamento um dado que relaciona a presença de livrarias e os indicadores de desenvolvimento das cidades. Entre os 1.830 municípios que têm livrarias, o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC) é 3% superior à média nacional.

“Basta ver o que está acontecendo aqui no centro de São Paulo. Vira um programa cultural ir em uma livraria. E quem sustenta esse programa? O livreiro independente.”

Werneck cita incentivos como editais voltados ao setor, isenção de IPTU, acesso a crédito e apoio de entes públicos aos eventos oferecidos pelos empreendimentos.

“Livrarias oferecem uma programação cultural gratuita, como lançamentos e debates. Você pode entrar, assistir e ir embora sem comprar um livro, e elas não têm nenhum incentivo para a realização desta programação.”

Os resultados alcançados pelo setor editorial, reforçou Florencia Ferrari, têm um impacto para a cultura, educação e qualidade de vida das pessoas.

“O estado deveria se atentar, porque é um tipo de financiamento relativamente baixo, por exemplo, para compra de livros para biblioteca e para alunos, que são políticas públicas de aquisição de exemplares. Às vezes, é só isso que uma cidade precisa: uma biblioteca com livros acessíveis”.

Ferrari lembra que as editoras reúnem uma diversidade de profissionais, além de prestadores de serviço externos. Um investimento no setor também teria reflexos, portanto, na geração de empregos e mobilização da economia. São ilustradores, designers, fotógrafos, revisores de texto, tradutores, revisores técnicos, entre outros.

Sócio da Autonomia Literária, Cauê defende as isenções e benefícios fiscais para livrarias, que são espaços fundamentais para a circulação das obras. Apesar das dificuldades em relação ao modelo de vendas, as livrarias têm um papel relevante na expansão do público-alvo. O editor ressalta que é preciso fazer com que as obras circulem e saiam dos nichos.

Cauê avalia que a presença das obras nesses espaços é uma forma de favorecer sua circulação, ainda que haja riscos no modelo de consignação.

“Se só trabalhar na bolha, não se faz a disputa. Tem que jogar nas livrarias, vai ter que correr o risco do calote, mas vai fazer o seu livro circular em grande escala”.

Além disso, ele menciona soluções como incentivo à leitura por meio de crédito para estudantes e incentivos para modernização do parque industrial do setor.

“Quando a gente vai em gráficas pelo mundo, depois vê no Brasil, a gente fala: nossa, a gente tem umas gráficas dos anos 80”.Fonte: Agência Brasil Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

Trump faz ameaças a Cuba e presidente Miguel Diaz-Canel reage

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez ameaças a Cuba neste domingo (11) em sua rede social, o Truth Social. O mandatário norte-americano afirmou que a ilha não terá mais o petróleo que recebia da Venezuela.

“Cuba viveu muitos anos com uma grande quantidade de petróleo e dinheiro vindos da Venezuela. Em contrapartida, Cuba fornecia “serviços de segurança” para os dos últimos ditadores venezuelanos. Agora isso acabou!”.

A Venezuela era o maior fornecedor de Petróleo para Cuba, mas houve um corte abrupto neste serviço após o sequestro de Maduro.

Em seu texto, Trump disse ainda que a maioria dos cubanos que eram seguranças pessoais de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, foram mortos na operação que sequestrou o líder venezuelano no dia 3 de janeiro. “A Venezuela agora tem os EUA, a força militar mais poderosa do mundo (de longe!) pra protegê-los”.

Trump também mandou um aviso ao governo cubano: “Sugiro fortemente que eles façam um acordo antes que seja tarde demais”.

O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel foi às redes sociais e reagiu aos posts do mandatário norte-americano. Ele escreveu:

“Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dirá o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos e ela não ameaça, ela se prepara para defender a Pátria até a última gota de sangue”.

Diaz-Canel seguiu em seu texto e disse que quem culpa a revolução cubana pelas carências econômicas “deveriam se calar por vergonha, porque sabem e reconhecem que elas são fruto das medidas de asfixia extrema que os EUA nos aplicam há seis décadas e que agora ameaçam superar”.

Segundo o presidente cubano, os EUA “não têm moral nenhuma para apontar o dedo para Cuba, pois transformam tudo em negócio, até mesmo vidas humanas. “Aqueles que agora se revoltam histericamente contra nossa nação estão consumidos pela raiva da decisão soberana deste povo de escolher seu modelo político”.Fonte: Agência BrasilOdair Braz Junior – Repórter da Agência Brasil

Após parecer favorável do MP à soltura dos investigados por desvio de R$ 56 milhões em Turilândia, promotores do Gaeco pedem exoneração coletiva

Os promotores de justiça que integram o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) pediram, neste domingo (11), exoneração coletiva das funções no órgão.

O pedido foi formalizado após a Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) emitir parecer favorável à soltura de todos os investigados presos na Operação Tântalo II, que apura a atuação de uma organização criminosa em Turilândia, no interior do estado, que desviou R$ 56 milhões em verba pública.

No documento enviado ao procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, os promotores afirmam que o posicionamento da PGJ contraria o entendimento técnico do grupo e vai na direção oposta às provas reunidas durante a investigação. Eles destacam que as prisões preventivas haviam sido decretadas com base em elementos considerados robustos pelo Judiciário.

Segundo os integrantes do Gaeco, a manifestação da Procuradoria Geral enfraquece a atuação institucional do Ministério Público no combate ao crime organizado e pode comprometer a credibilidade de investigações complexas. O grupo também afirma que a decisão não está alinhada às metas do Plano Estratégico do MP-MA, que prevê o fortalecimento da persecução penal (conjunto de ações do estado para investigar e processar crimes).

“Os subscritores entendem que tal posicionamento, além de destoar das premissas que orientaram o criterioso trabalho investigativo desenvolvido no caso, enfraquece a atuação institucional do Ministério Público no combate ao crime organizado, produzindo impactos negativos na credibilidade das investigações complexas e na efetividade das medidas cautelares indispensáveis à repressão qualificada dessas organizações, além das implicações já oportunamente levadas ao conhecimento de Vossa Excelência”, destacam os promotores no pedido de exoneração.

 

Os promotores dizem que a divergência tornou inviável a permanência no órgão. Eles informaram ainda que vão elaborar um relatório com o andamento das investigações para garantir a continuidade dos trabalhos.

Assinam o pedido dez promotores que atuam nos núcleos de São Luís, Imperatriz e Timon. São eles: Luiz Muniz Rocha Filho (coordenador do Gaeco), Ana Carolina Cordeiro de Mendonça, Fernando Antônio Berniz Aragão, Marcos Valentim Pinheiro Paixão, Eduardo André de Aguiar Lopes, Fábio Santos de Oliveira, Raquel Chaves Duarte Sales, Francisco Fernando de Morais Meneses Filho, Raphaell Bruno Aragão Pereira de Oliveira e Tharles Cunha Rodrigues Alves.Fonte: G1-MA

CRM do Piauí lamenta morte de médico: ‘grande perda para a medicina’

O Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) confirmou o falecimento do médico nefrologista Thiago Barcellos Morais, neste domingo (11). A causa e local da morte não foram informados.

O médico se formou em Teresina e atuava na área da saúde desde 2011. Em nota, o CRM-PI destacou que a morte de Thiago é uma “grande perda para a medicina”.

A Prefeitura de Parnaíba, cidade onde o médico era efetivo, também lamentou a morte precoce do profissional.

Familiares informaram nas redes sociais que o velório do médico foi iniciado às 15h deste domingo, no cemitério Jardim da Ressurreição, na Zona Sudeste de Teresina, e seguiu até o final da tarde.

Nota do CRM-PI

 

O CRM-PI lamenta o falecimento precoce do médico clínico e nefrologista Dr. Thiago Barcellos Morais, (CRM-PI nº 4463) neste domingo (11/01/2026).

Grande perda para a medicina e certamente deixará saudades nos corações de todos que o conheciam. Aos familiares e amigos, estendemos nossos sentimentos de consternação e solidariedade.

Nota da Prefeitura de Parnaíba

 

A Prefeitura Municipal de Parnaíba manifesta, com profundo pesar, o falecimento do Dr. Thiago Barcellos Morais, médico efetivo do município, ocorrido neste dia 11 de janeiro de 2026.

Dr. Thiago dedicou sua vida ao cuidado com as pessoas, exercendo a medicina com ética, humanidade e compromisso com a saúde pública. Seu trabalho deixou uma marca de respeito, competência e amor ao próximo, especialmente junto à população parnaibana que teve o privilégio de ser atendida por ele.

Neste momento de dor e saudade, nos solidarizamos com seus familiares, amigos, colegas de trabalho e todos aqueles que foram tocados por sua trajetória profissional e humana. Que Deus, em sua infinita misericórdia, conforte os corações enlutados e conceda paz e força para superar essa irreparável perda.

Parnaíba se despede de um grande médico e servidor público, que honrou sua missão até o fim. Fonte: G1-PI

Voluntários encontram novas peças de roupas infantis em área de matagal durante buscas pelos irmãos desaparecidos em Bacabal

Na manhã deste domingo (11), voluntários encontraram peças de roupas infantis em uma região de mato, dentro da área de buscas pelos irmãos Ágata Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4 anos, que estão desaparecidos desde a tarde do último dia 4 de janeiro, em Bacabal (MA).

Segundo um dos voluntários, as peças estavam perto de uma grota, em região de mato alto, ainda dentro do povoado quilombola São Sebastião dos Pretos, onde as crianças sumiram. Além das roupas, havia uma xícara de porcelana.

A Polícia Civil deve analisar as peças que, possivelmente, são das crianças desaparecidas.

Essa é a segunda vez que roupas infantis são encontradas na região de mata durante as buscas. No fim da manhã de quinta-feira (8), um calção e uma sandália foram localizados em uma área de mato. Após investigação da Polícia Civil, constatou-se que as peças eram do menino Anderson Kauã, que estava desaparecido junto com os primos Ágata e Allan e foi encontrado por carroceiros ainda na quinta.

Também na manhã deste domingo, a Perícia Oficial do estado voltou ao povoado para realizar trabalhos periciais. As informações sobre o caso são mantidas em sigilo pela Polícia Civil, para não atrapalhar as investigações.

Buscas chegam ao 8º dia

 

Neste domingo, as buscas pelas crianças desaparecidas chegaram ao 8º dia. A operação conta com o reforço de 26 homens do Batalhão de Infantaria de Selva do Exército Brasileiro, de São Luís, e 15 policiais do Batalhão Ambiental da Polícia MilitarCom isso, cerca 600 pessoas, entre agentes de segurança e voluntários, buscam pelos irmãos, de acordo com infomações oficiais da Segurança Pública do Maranhão.

As equipes se concentram em uma área onde há um lago de 800 metros, região onde roupas de Anderson Kauã, de 8 anos, foram achadas na quinta-feira (8). Além dos objetos encontrados, o relato do menino também levou a crer que os irmãos possam estar na região.

Anderson Kauã, que é primo de Ágata e Allan, afirmou ter deixado os dois no local enquanto buscava ajuda. O relato do primo dos desaparecidos foi feito aos pais e à psicóloga, que o acompanha no hospital onde está internado. Segundo a criança, o grupo teria passado por um lago, onde ele deixou os primos antes de sair em busca de socorro. O menino foi encontrado na quarta-feira (7).

De acordo com o tenente-coronel Marcos Bittencourt, o terreno é irregular, com poucas trilhas, difícil acesso e diferentes tipos de vegetação. A região não possui energia elétrica e apresenta riscos adicionais, como a presença de armadilhas instaladas por caçadores, prática comum na área.

A procura pelas crianças também estão sendo feitas em outras áreas.

Após relato de menino de 8 anos, buscas por crianças desaparecidas se concentram em lago em Bacabal, no MA — Foto: Reprodução/TV Mirante

Após relato de menino de 8 anos, buscas por crianças desaparecidas se concentram em lago em Bacabal, no MA —Foto: Reprodução/TV Mirante

Centenas de voluntários se uniram às forças de segurança no Maranhão para procurar os irmãos que desapareceram no domingo (4). A cada dia, novos voluntários chegam para reforçar as equipes que atuam sem parar.

Juscelino Morais, pedreiro, integra um grupo de 50 pessoas de um povoado a 40 km da base de apoio. “Nosso desejo é encontrar as crianças vivas. Viemos em mais de 50 pessoas e vamos ficar até a noite ajudando”, disse.

Antônio Pereira Brito, encarregado de asfalto, também deixou o trabalho para se unir às buscas. “Quem tem filho se coloca no lugar. Viemos dar força para a comunidade”, afirmou.

Pedro Ferreira, pescador, reforça a esperança: “A vontade é grande. Se Deus quiser, vamos encontrar.”

Quem não conhece a região conta com a orientação dos moradores, que indicam trilhas e caminhos antigos. “Alguns jovens conhecem bem a área e lembraram de uma estrada antiga que dá acesso a São Sebastião dos Pretos. A intenção é atravessar por esse caminho”, explicou um voluntário.

O caso ganhou ainda mais atenção porque Anderson Kauan, de 8 anos, que também estava desaparecido, foi encontrado por produtores rurais há dois dias e segue internado em observação. A estrada onde Anderson foi localizado fica a cerca de 100 metros do rio Mearim. Por isso, moradores com embarcações também ajudam, percorrendo o rio em busca de pistas.

O empresário Ibrahim Rachid reuniu dois amigos para percorrer o rio. “A gente se sensibiliza com as crianças. Por isso vim dar reforço aqui nas margens, perto de onde Anderson foi encontrado”, contou.

Para dar suporte à operação, a prefeitura montou duas bases de apoio. As equipes se revezam e trabalham 24 horas por dia.

Na noite de quinta-feira (9), após um dia exaustivo, o avô de Ágata Isabelle, Oswaldo, disse que mantém a esperança.

“É o que nos dá força para lutar. Mas é difícil, não sabemos onde procurar. A angústia só aumenta. Nunca pensei em passar por isso”, afirmou emocionado.

 

Comunidade mobilizada: centenas ajudam nas buscas por crianças desaparecidas em Bacabal (MA) — Foto: Reprodução/ TV Mirante

Comunidade mobilizada: centenas ajudam nas buscas por crianças desaparecidas em Bacabal (MA) — Foto: Reprodução/ TV Mirante

Como é a área de mata onde crianças sumiram enquanto brincavam

A região onde três crianças desapareceram na zona rural de Bacabal (MA) é marcada por vegetação fechada, áreas de pasto e açudes, segundo o Corpo de Bombeiros. A área de buscas, que possui cerca de 15 km², fica entre o Quilombo de São Sebastião dos Pretos e o Povoado de Santa Rosa, onde o menino de 8 anos foi encontrado, a aproximadamente 4 km em linha reta do local do desaparecimento.

De acordo com o tenente-coronel Marcos Bittencourt, o terreno é irregular, com poucas trilhas, difícil acesso e diferentes tipos de vegetação.

“O terreno é de uma vegetação, parte em pasto e parte em vegetação densa. Também temos açudes e lagos, e essa região onde temos os açudes e lagos tem uma predominância de vegetação um pouco mais fechada, inclusive com espinhos”, explica.

 

Além da vegetação fechada, a região não possui energia elétrica e apresenta riscos adicionais, como a presença de armadilhas instaladas por caçadores, prática comum na área. Segundo o tenente-coronel, esses dispositivos podem causar acidentes e dificultar o deslocamento seguro de bombeiros e voluntários.

Durante as buscas, equipes encontraram serpentes na área, o que exige atenção redobrada dos bombeiros. A mata também concentra muitos insetos e outros animais silvestres.Fonte: G1-MA