Blog do Walison - Em Tempo Real

Aeronautas aprovam proposta de empresas e encerram greve

Brasília - Os aeronautas e aeroviários paralisam as atividades nesta quarta-feira (3), das 6h às 8h, nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos, Santos Dumont,do Galeão, de Viracopos, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Brasília, Salvador,

Os aeronautas aceitaram a terceira proposta apresentada pelas empresas aeroviárias e decidiram encerrar a greve que tinha sido suspensa neste fim de semana. A categoria votou, de forma virtual, entre as 6h de ontem (24) e o  meio-dia de hoje, em pleito aberto no site do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). Dos 5.834 votos, 70,11 % foram a favor da proposta, 28,8% rejeitaram e as abstenções atingiram 1,09%.

Para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da aviação regular, as empresas propuseram 6,97% de reajuste pelo INPC nos salários fixos e variáveis. O percentual inclui 1% de ganho real e vai incidir também nas diárias nacionais (R$ 94,96), além de vale-alimentação no valor de R$ 495,50, piso salarial, seguro e multa por descumprimento da convenção. Os reajustes propostos não incidem nas diárias internacionais.

Em relação à reivindicação da categoria relacionada ao respeito às escalas de trabalho, a proposta define o horário de início das folgas e indenização por descumprimento por parte das empresas, como também a possibilidade de início de férias em sábados, domingos e feriados. Os aeronautas concordaram com uma multa de R$ 500 por mudança de escala que invada o dia de folga do tripulante.

Quando a greve começou na segunda-feira passada (19), a categoria queria recomposição salarial pelo INPC com aumento real de 5% acima desse indicador. As empresas admitiam apenas 0,5% de ganho real e ainda propuseram a venda de folgas, o que causou indignação pela exaustão que os aeronautas reclamavam diante do cumprimento de horários nem sempre conforme o planejado.

Neste domingo (25), em live de apresentação do resultado da votação, o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), disse que o número de votos acompanhou o total da última votação. Para ele, agora é hora de a categoria conferir e verificar se todos os itens colocados na CCT estão sendo aplicados e vão continuar. “Esse é o começo de uma nova era, em que vamos ter que evoluir muita coisa ainda na parte social e continuar evoluindo na parte financeira”, observou.

De acordo com o presidente, há vários itens que os aeronautas não conseguiram “endereçar este ano”. Sem relacionar os ítens, afirmou que a intenção é continuar lutando para que sejam atendidos. “Temos que reduzir essa quantidade de reclamações e de denúncias que o sindicato tem por meio de ouvidorias. Vamos, sim, melhorar a nossa convenção coletiva e ter contratos de trabalho muito bons”, acrescentou.

A diretora de Administração e Finanças do SNA, Lilia Cavalcanti, agradeceu aos profissionais que participaram desde o início da greve e foram aos aeroportos para suspender as operações entre as 6h e as 8h. De acordo com Lilia, a proposta não “é a melhor dos mundos”, isso só ocorreria se houvesse respeito da outra parte na mesa de negociação, mas representa evolução e traz um ganho. “Houve ganho por todas as pessoas que fizeram a greve acontecer. As pessoas que foram para o aeroporto, as pessoas que pararam os voos e as que se mobilizaram. Então, é um agradecimento por todos que fizeram valer o seu voto e a democracia do voto. A luta continua, a gente continua aqui batalhando por melhorias, porque há muitas a serem feitas, mas o momento agora é de agradecimento”, afirmou.

O secretário-geral do SNS, Clauver Castilho, também agradeceu a mobilização dos colegas, que segundo ele foi a mais longa greve da categoria. “Foram cinco dias de greve. Nós sabemos que é complicado entrar em um conflito com a empresa que você trabalha aderindo a uma greve, mas foi muito bonito os colegas matando no peito e falando ‘essa greve é minha, essa greve é da minha categoria’. Então é esse o agradecimento. Vocês fizeram essa greve ter essa duração e essa eficácia. A vontade da maioria foi aprovada e com essa proposta se encerra a greve. A maioria decide”, completou.

O diretor de Comunicação do SNA, Rafael Sampaio Bessa, destacou a dificuldade que alguns profissionais tinham por questões pessoais e, no entanto, estiveram presentes nas paralisações de duas horas diárias. “Acompanhei aqui em Fortaleza histórias diversas, pessoas com situações em casa até sensíveis de crianças recém-nascidas, mas que estavam lá se manifestando, apoiando seus colegas e parando os voos. Fica aqui o meu agradecimento pessoal. Acredito que há muito trabalho a fazer, amanhã, segunda-feira, a gente vai continuar trabalhando”, disse.

A suspensão da paralisação dos aeronautas, neste fim de semana, durou das 6h de ontem (24) até o meio-dia de hoje. Durante a greve, os voos foram parados nos aeroportos de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Campinas, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte e Fortaleza. A greve começou na segunda-feira passada (19).

Edição: Graça Adjuto Agência Brasil

PM apreende 100 mil cigarros contrabandeados em Belém

 PM apreende 100 mil cigarros contrabandeados em Belém

Denúncia levou os agentes até o suspeito. A ação ocorreu na sexta-feira, 23.

Um homem foi preso por policiais do 1° Batalhão de Polícia Militar (1° BPM), unidade subordinada ao Comando de Policiamento da Capital I (CPC I), suspeito de contrabando. A ação ocorreu nesta sexta-feira (23) em Belém.

Agentes do Batalhão receberam denúncias de que uma carga de cigarros teria sido entregue em um estabelecimento comercial na rua Tapajós, no bairro da Maracangalha. Um homem foi identificado como proprietário dos 100 mil cigarros encontrados, distribuídos em dez caixotes.

O suspeito e os cigarros foram apresentados na Superintendência da Polícia Federal, em Belém.Por: G1-PA

Um ano depois, chacina com cinco mortes na noite de Natal em Fortaleza tem 22 pessoas indiciadas

Um dos assassinatos de chacina em Fortaleza ocorreu em campo de futebol — Foto: Arnaldo Araújo/TV Verdes Mares

Crime aconteceu na madrugada do dia 25 de dezembro de 2021 em um campo de futebol no Bairro Sapiranga. Além dos cinco mortos, seis pessoas ficaram feridas.

Um ano depois da chacina que deixou cinco mortos em um campo de futebol em Fortaleza, 22 pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil. O crime aconteceu na madrugada do dia 25 de dezembro de 2021 no Bairro Sapiranga.

Após aceitar a denúncia do Ministério Público, a Justiça determinou a citação dos acusados, para responderem por escrito à acusação. De acordo com o processo, que tramita na 1ª Vara do Júri de Fortaleza, sete réus foram citados em 6 de dezembro, mas não constituíram advogado para apresentação de defesa preliminar.

Na quinta-feira (15), o Colegiado de Juízes de 1º grau manteve a prisão preventiva dos acusados e aguarda a manifestação de defesa dos demais para dar continuidade ao rito processual.

Carro ficou com marcas de vários tiros durante chacina em Fortaleza — Foto: Fabiane de Paula/Sistema Verdes Mares

Todas as vítimas eram homens e morreram no mesmo local onde houve a chacina. Todos estavam em um momento de celebração de Natal em um campo de futebol quando foram surpreendidas pelos autores do crime. Na época, seis pessoas ficaram feridas e foram levadas ao hospital.

Na época, o governador Camilo Santana (PT) classificou o ato como “inaceitável” e afirmou que nada justifica essa violência. “Nossa polícia já identifica, um por um, os autores dessa barbárie, para que respondam duramente na Justiça”, ressaltou.

Conforme policiais militares que estiveram no local, horas antes da chacina, criminosos dispersaram várias famílias e amigos que confraternizavam nas ruas e calçadas do bairro. Na madrugada, o bando atirou contra várias pessoas, matando cinco delas. A causa do crime ainda é investigada.

Locais onde houve chacina em Fortaleza ficaram com marcas de sangue — Foto: Fabiane de Paulo/TV Verdes Mares
Por: G1CE

Corpo de maranhense encontrado morto no Mato Grosso do Sul chega a São Luís

Claudiomar Coelho Ferreira foi encontrado preso na vegetação às margens de uma lagoa em Ribas do Rio Pardo. — Foto: Reprodução/TV Mirante

Claudiomar Coelho Ferreira foi encontrado preso na vegetação às margens de uma lagoa em Ribas do Rio Pardo.

No início da noite deste sábado (24), chegou a São luís o corpo do maranhense Claudiomar Coelho Ferreira, que foi encontrado morto no interior do Mato Grosso do Sul.

O corpo de Cladiomar foi encontrado na última segunda-feira (19) e estava preso nas vegetação às margens de uma lagoa na cidade de Ribas do Rio Pardo. Ele estava desaparecido desde o dia 10 de dezembro, depois de ter sido visto, pela última vez, saindo do alojamento da empresa em que trabalhava.

A polícia do Mato Grosso do Sul investiga os motivos da morte e tenta identificar os suspeitos de um possível homicídio. Imagens de câmeras de segurança devem ajudar na investigação. O corpo de Claudiomar será enterrado neste domingo (25), em São Luís.Por: G1-MA

Governo do Piauí estabelece piso salarial para fisioterapeutas, contadores e outros profissionais

Governo do Piauí aprova piso salarial de R$ 3,1 mil para profissionais de contabilidade — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A governadora do Piauí, Regina Sousa (PT), sancionou as leis que instituem o piso salarial dos profissionais de fisioterapia, terapia ocupacional, contabilidade e administração no estado. As informações foram publicadas no Diário Oficial do Estado.

A lei Nº 7.914, sancionada na última terça-feira (20), estabelece para fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais com jornada de até seis horas diárias ou 30 horas semanais, o piso salarial mensal de R$ 3.653,30. A determinação entrou em vigor na data de publicação.

Já a lei N° 7.911, que marca o piso salarial para profissionais da contabilidade, foi sancionada em 15 de dezembro e instituída da seguinte forma:

  • R$ 3.158,96 para contadores;
  • R$ 1.665,93 para técnicos em contabilidade;
  • R$ 1.375,01 para trabalhadores de serviços de contabilidade.

“A profissão contábil é uma das mais antigas do Brasil, responsável pela gestão de pessoas jurídicas de direito público e de direito privado, bem como pessoas físicas. O piso se faz necessário para proteger e valorizar essa categoria”, comentou na ocasião o deputado estadual e autor da proposta, Franzé Silva (PT).

A lei entra em vigor 180 dias após a data de publicação.Por: G1-PI

Brasil deve receber mais 30 a 50 ararinhas-azuis em 2023

ararinha-azul

O Brasil deve receber mais uma leva de ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) em 2023. Entre 30 e 50 aves devem chegar ao país, vindas da Alemanha, como parte do projeto de reintrodução da espécie na caatinga brasileira, duas décadas depois de ser considerada extinta na natureza.

Segundo Camile Lugarini, coordenadora executiva do Plano de Ação Nacional (PAN) da Ararinha-Azul, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a ideia é que os animais cheguem ao Brasil já no próximo mês.

O primeiro grupo de 52 ararinhas-azuis chegou a Curaçá em 2020, procedentes de um criadouro alemão. Foi nesse município baiano que o governo brasileiro criou unidades de conservação ambiental para garantir a proteção e o habitat desses animais na natureza.

Ali também foi construído um enorme recinto de adaptação para que as ararinhas reaprendam a viver soltas. As primeiras oito aves foram reintroduzidas na natureza em junho deste ano. No último dia 10, foram soltas mais 12. A ideia é soltar 20 aves, por ano, nas próximas duas décadas.

Cerca de 30 ararinhas são mantidas no cativeiro, na sede do projeto em Curaçá, como reservas para a reintrodução e como reprodutoras. Três filhotes já nasceram dentro do viveiro baiano e devem ser soltos na natureza, assim como devem ser libertados filhotes nascidos em um criadouro de Minas Gerais, a Fazenda Cachoeira.

No entanto, a principal fonte de animais para reintrodução continua sendo o criadouro alemão ACTP. Para a chegada dessa nova leva, vinda da Alemanha, os pesquisadores aguardam a liberação da vigilância agropecuária do Brasil devido a um surto de gripe aviária que atinge a Europa.

“Caso não seja possível trazer as aves em janeiro, a gente vai verificar se consegue, com os animais que nasceram aqui no Brasil, fazer uma soltura, porque uma coisa importante é o número de aves. Quanto maior o número no grupo, maiores são as chances de sucesso. Não adianta soltar uma ou duas, ou três ou quatro. Além de ter todo um critério, que leva em consideração a genética e a saúde, o número de animais também é fator importante”.

Na natureza, as ararinhas têm, como principal risco à sobrevivência, a existência de predadores. Das 20 ararinhas-azuis soltas, três foram mortas por aves de rapina. Há ainda o risco de dispersão para áreas onde os pesquisadores não conseguirão monitorá-las e da ameaça de sua captura por traficantes. 

Edição: Graça Adjuto Agência Brasil

Expedição brasileira à Antártica pesquisa danos ambientais

Pesquisadores anunciam descoberta de incêndios na Antártica há 75 milhões de anos

A maior expedição brasileira à Antártica, composta por 12 pesquisadores brasileiros, ficará 40 dias no interior do continente gelado com o objetivo de estudar mais de 200 anos da dados ambientais. A informação é do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

A expedição foi iniciada no dia 7 deste mês. O relato mais recente, recebido no último dia 20 do líder da expedição, professor Jefferson Simões, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), informa: “Excelentes dias ensolarados, com temperatura média ao redor de 17 graus negativos. Madrugadas caindo a 22 negativos. Ventos constantes ao redor de 20 a 25 quilômetros (km) por hora, o que causa sensação térmica de até 25 graus negativos”.

Os pesquisadores brasileiros estão divididos em três grupos e acampados em locais diferentes: na geleira da Ilha Pine, no módulo Criosfera 1, e no local onde será instalado o módulo Criosfera 2, com quase 700 km de distância entre eles. O acampamento situado no módulo Criosfera 1 está a 2,5 mil km ao sul da Estação Antártica Comandante Ferraz. Os pesquisadores farão a manutenção desse laboratório latino-americano, localizado mais ao sul do planeta.

Simões está na Ilha Pine e acompanha o trabalho para coleta de gelo em profundidade. Com o sol, os trabalhos estão adiantados, informou por e-mail. “Já estamos a 90 metros de profundidade no nosso poço, o que garante mais de 200 anos de dados ambientais”. A análise dos blocos de gelo permite compreender a história climática da Terra.

Criosfera 2

Um dos objetivos da expedição é instalar o módulo Criosfera 2, laboratório 100% automatizado que ampliará a coleta de dados ambientais, incluindo informações meteorológicas e sobre a química atmosférica. O módulo foi construído com tecnologia brasileira para coletar dados do clima e da concentração de dióxido de carbono, ou CO2, principal gás de efeito estufa, ao longo do ano.

O Criosfera 2 será instalado pela equipe do professor Francisco Aquino. Todos os integrantes da equipe já se encontram no continente antártico. O módulo foi transportado de Punta Arenas, no extremo sul do Chile, há dez dias, em avião cargueiro Ilyushin Il-76TD, modelo apto a pousar sobre o gelo no interior da Antártica.

Nos próximos dias, um trator polar vai cruzar cerca de 180 km entre a pista de pouso no gelo, que está localizada na geleira Union, montanhas Ellsworth, até o local de instalação do módulo. Os quatro pesquisadores – três da UFRGS e um do Chile – voarão de avião com esqui até o local chamado Skytrain ice rise, na posição 79,5 graus Sul, 78 graus oeste.

A expedição conta com a participação de professores da UFRGS, da Universidade Federal do Pará e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. As atividades integram o Programa Antártico Brasileiro e a 41ª Operantar, coordenada pela Secretaria Interministerial para os Recursos do Mar.

Investimentos

A operação logística, que envolve o transporte, a instalação do módulo Criosfera 2 na Antártica e a manutenção do módulo Criosfera 1, tem custo de R$ 3,5 milhões. Esse valor é financiado pelo MCTI e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), por meio dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul. Edição: Graça Adjuto Agência Brasil