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Suspeita de Tráfico de Drogas Internacional é Presa pela Policia Civil no Maranhão

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Ação da Polícia Civil para combater o tráfico de drogas culminou na prisão, em flagrante, de suspeita de tráfico internacional, que agia no Maranhão. Equipes do Departamento de Repressão ao Narcotráfico da Capital (DRNC) executaram busca na noite de terça-feira (19), no Altos do Turu e prenderam Andréa Martins Nogueira, 39 anos, quando chegava em  casa.

Andréa é conhecida pela prática de tráfico e já cumpriu pena na cidade de Porto, em Portugal, pelo mesmo crime. “Essa prisão é resultado do trabalho intensivo que nossa equipe vem realizando para combater o tráfico, tendo como foco os grandes distribuidores”, explica o chefe do DRNC, delegado Valdenor Viégas.

Na casa, foram encontrados drogas, sendo oito quilos de cocaína e quatro quilos de crack; munições; e R$ 4,4 mil em dinheiro. A droga foi avaliada em R$ 200 mil. A polícia monitorava a suspeita a pouco mais de um mês.

Informações reunidas a partir de levantamento do Serviço de Inteligência e denúncias de populares levaram ao paradeiro de Andrea. Natural de Manaus, ela agia no interior do Maranhão e também fora do estado. “Ela informou que estes entorpecentes seriam entregues a uma terceira pessoa, que já estamos procurando”, reitera o delegado. Pelo crime, a suspeita pode responder por tráfico de drogas, formação de quadrilha e associação para o tráfico. Ela foi encaminhada ao Complexo de Pedrinhas.

Em 2001, a suspeita foi detida em Portugal onde cumpriu quatro anos de prisão por tráfico internacional de drogas. As investigações prosseguem para a identificação de mais pessoas que agiam com a suspeita. O DRNC integra a Superintendência Especial de Investigação Criminal (Seic) da Polícia Civil e tem se destacado no volume de apreensões de entorpecentes, após colocar em execução o planejamento estratégico. Todo o trabalho é realizado com apoio da Justiça, que, a partir dos inquéritos policiais emite os mandados para buscas, prisão e apreensão.

Apreensões

As ações da Senarc no combate ao tráfico de drogas, realizada pela Polícia Civil, culminou na apreensão de sete toneladas de entorpecentes, entre agosto de 2015 e abril de 2016 – pouco mais de uma tonelada só nos primeiros meses deste ano. A maconha lidera a lista, como a droga mais traficada, mas o crack – que ocupa o segundo lugar – é mais lucrativo para os criminosos. As drogas foram avaliadas em R$ 8,6 milhões – destes, R$ 3,4 milhões seriam gerados só com a venda do crack.

Canal de denúncias

A prisão de Andréa contou com informações recebidas da comunidade. As denúncias chegam a Polícia Civil por meio de um contato de whatsapp, o 99163.4899. Segundo o delegado, esse canal aberto para a comunidade triplicou o número de denúncias. Quem colabora tem o anonimato garantido. “As pessoas têm colaborado conosco. Ninguém quer ter seu local de moradia tomado por criminosos. E a polícia está aqui para garantir a segurança e a tranquilidade do cidadão”, disse Valdenor Víegas.

O volume de denúncias recebidas pelo canal whatsapp chega às milhares, diz o delegado. O departamento mantém equipe específica que define as prioridades, após checagem minuciosa das informações. Por meio deste canal de denúncias a polícia conseguiu prender pessoas e apreender material suspeito na área Itaqui-Bacanga – Anjo da Guarda, Piancó, Vila Nova, Vila Embratel. “Essas prisões não encerram o trabalho. As áreas continuam sendo monitoradas para impedir que os criminosos retornem”, disse o delegado-chefe do DRNC. Valdenor Víegas enfatizou, ainda, que a nova ferramenta tem tornado mais eficazes as operações contra o tráfico de entorpecentes.

Por Sandra Viana/Secom

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