Uma exposição multimídia dedicada à temática dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), com foco em água potável e saneamento, foi aberta na tarde desta segunda-feira (19) no Planetário de Brasília. O Planeta ODS é uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Brasil, em parceria com a Presidência da República e o governo do Distrito Federal.
Até sexta-feira (23), estão programadas no local diversas mesas de debates sobre o assunto e lançamentos de publicações, além de exposição fotográfica e mostra de vídeos, incluindo uma exibição especial de filme em tela fulldome (360 graus). O evento é gratuito e ocorre paralelamente ao 8º Fórum Mundial da Água, que também está sendo realizado em Brasília e vai até sexta-feira.
“Toda a programação preparada aqui foi pensada para evidenciar as relações entre água e saneamento e as outras temáticas contempladas na Agenda 2030. Os ODS oferecem uma nova concepção para transformar a agenda de desenvolvimento global, combatendo a pobreza e a desigualdade, e promovendo políticas integradas, planejamento e governança, para alcançar um desenvolvimento sustentável e equitativo, ao mesmo tempo”, afirmou o coordenador residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, na abertura da exposição.
Os ODS integram a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas. São 17 os objetivos globais, além demais 169 metas a serem atingidas ao longo da próxima década em todo o planeta. No caso da exposição do Planeta ODS, o ponto focal é justamente o objetivo número 6, que é a garantia de acesso universal à água potável e ao saneamento básico. “A ideia é que esse espaço seja um locus [lugar, local] de discussão sobre todos os ODS, mas tendo a água como ponto de conexão entre eles”, explica Haroldo Machado Filho, assessor sênior do Pnud.
Presente ao evento, o governador do Distrito Federal (DF), Rodrigo Rollemberg, relembrou a grave crise hídrica vivida pela população de Brasília desde 2016, que teria sido, segundo ele, uma combinação de falta de investimentos, ocupação desordenada do território e redução do volume de chuvas ao longo dos últimos anos. Fonte Agência Brasil.