Segundo a Polícia Militar, a vítima tinha perfurações e lesões na cabeça. O caso será investigado pelo Departamento de Homicídio e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Um homem, ainda não identificado, foi encontrado morto na tarde desta quarta-feira (29) com os pés e mãos amarrados em uma draga no Rio Parnaíba, no Povoado São Domingos, Zona Rural Norte de Teresina.
De acordo com a Polícia Militar, um pescador acionou o 13º Batalhão para informar de um corpo em estado de decomposição no rio. Por se tratar de um local de difícil acesso, o Corpo de Bombeiros também esteve no local e removeu a vítima.
“O corpo tinha perfurações e lesões na cabeça, estava com os pés, mãos e pescoço amarrados com cordas”, informou a PM.
A vítima foi encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML). O caso será investigado pelo Departamento de Homicídio e de Proteção à Pessoa (DHPP).Fonte: G1-PI
Terminam nesta quinta-feira (30) as inscrições em 536 vagas remanescentes do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2022.2, oferecidas pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Os interessados podem se inscrever no site da instituição.
Há oportunidades para cursos de graduação nos campi de Campina Grande, Cajazeiras, Cuité, Patos e Pombal.
Podem participar candidatos inscritos na edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2019 com pontuação igual ou maior a 400 e que não tenham zerado a prova de redação.
O início das aulas é imediato, já que o período letivo 2022.2 começou no último dia 13 de março.
No dia 3 de abril, será publicada no site da Comissão de Processos Vestibulares (Comprov) uma chamada única com os nomes dos candidatos classificados.
Os convocados deverão encaminhar a documentação para cadastramento a partir do dia 3 de abril até 12h do dia 4 de abril via formulário eletrônico. Também nos dias 3 e 4, as coordenações de curso analisarão a documentação enviada pelos candidatos e efetuarão o cadastramento e matrícula em disciplinas.
No caso de documentação irregular, a coordenação do curso informará ao candidato, via e-mail, para que ele possa regularizar a situação.
Se o candidato não fizer o cadastramento, perderá o direito à vaga.Fonte: G1-PB
Operação começa em junho pela Azul, que vai ampliar também o número de voos para Campina Grande, dentro de uma estratégia de interiorização da empresa.
O município paraibano de Cajazeiras vai ganhar três voos semanais da Azul Linhas Aéreas, todos com destino para Recife, capital de Pernambuco. Assim, vai se tornar a segunda cidade do Sertão da Paraíba a ser contemplada com um voo regular da aviação comercial, já que desde agosto de 2021 Patos tem um voo diário para a mesma capital pernambucana, rota essa que também é comandada pela Azul.
A assessoria de imprensa da companhia área explicou que o voo para Cajazeiras, de ida e volta, vai acontecer três vezes por semana, e que esses devem ser iniciados no início de junho, mas ainda não foi informado em quais dias sairão os voos e a data exata do início da operação.
De toda forma, a nova rota faz parte de uma política de interiorização da empresa:
“A decisão de investir em conexões regulares faz parte de um projeto maior da Azul, cujo objetivo é contribuir para o desenvolvimento regional, conectando áreas estratégicas para o país”, afirma Vitor Silva, gerente geral de Malha e Planejamento Estratégico da Azul.
As negociações para o novo voo se deram entre a Azul e o Governo da Paraíba e esse foi anunciado após tratativas de diretores da companhia com o governador João Azevêdo.
Além do voo para Cajazeiras, foi ampliado ainda o número de voos para Campina Grande, que passará a ter seis voos para seis cidades do país.
São voos diários para Salvador e Recife. E ainda voos com dias específicos da semana para Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Fortaleza e Natal.Fonte: G1-PB
Neste ano, a lista de produtos que compõem a cesta da Páscoa está 14,8% mais cara do que a do ano passado, revelou hoje (29) a Associação Paulista de Supermercados (Apas).
Um dos produtos que contribuíram para o aumento no preço da cesta foi o bacalhau, cujo preço subiu 7,4% no acumulado dos últimos 12 meses, mas a cebola liderou a alta, com 36,2% de aumento no período.
Também ficaram mais caros no acumulado entre a Páscoa do ano passado e a deste ano as cervejas, que subiram 10,9%, o refrigerante (15,7%), a batata (11,7%), o arroz (14,7%), o bombom (11,15%) e o chocolate (10,2%). O único produto da cesta que ficou mais barato nessa comparação foi a corvina, que caiu 7%.
Segundo o diretor-geral da Apas, Carlos Correa, o ideal é o consumidor pesquisar os preços antes de fazer as compras para a Páscoa. “Cada supermercado tem uma negociação diferente com a indústria. É vital que o consumidor faça a sua lista de compras e pesquise os preços no maior número de lojas possível, aproveitando ao máximo as promoções típicas da época”, disse Correa, em nota.
A Páscoa é a segunda data de maior venda para o setor supermercadista do Brasil, perdendo apenas para o Natal.
Neste ano, a Apas estima crescimento de 4,5% nas vendas de Páscoa. A entidade atribui essa possível expansão do setor à desaceleração no preço dos alimentos, aliada ao aumento da renda da população.
A professora Elisabeth Tenreiro, 71 anos, que morreu após um aluno de 13 anos ter promovido um ataque a uma escola na Vila Sônia, foi homenageada na tarde desta quarta-feira (29) na Praça da República, no centro da capital paulista. O ato ocorreu em frente a sede da Secretaria Estadual da Educação e foi convocado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).
Com músicas e palavras de protesto e segurando rosas e balões brancos, os professores da rede estadual de ensino aproveitaram a homenagem à professora Elisabeth e demais vítimas de violência nas escolas para cobrar a secretaria estadual da educação de São Paulo por melhores condições de trabalho e mais segurança nas salas de aula. Estampando no peito a mensagem “Livros Sim, Armas Não”, os professores presentes ao ato destacaram que a proposta de aumentar o policiamento nas escolas não vai resolver o problema de violência crescente que eles vêm enfrentando nas salas de aula.
Presente ao ato, a professora Letícia da Silva Martinez, de 31 anos, que dá aula de Biologia em uma escola de Osasco (SP), disse que o ocorrido nesta semana na escola da Vila Sônia foi “uma tragédia anunciada”. Segundo ela, episódios de violência são comuns nas escolas de São Paulo. “Já presenciei aluno batendo em professor, professor sendo impedido de reclamar sobre a agressão. E também somos agredidos verbalmente e não podemos fazer nada”, reclamou. “A violência na escola está associada a vários problemas sociais: uma família que não é estruturada, uma criança que não foi assistida, uma comunicação totalmente violenta que a criança teve durante toda a vida dela. Vai estourar em algum ponto. E onde ela estoura? Na escola”.
Isso se agrava, segundo ela, porque falta estrutura e profissionais no ambiente escolar. “Esse é um cenário geral da educação: não tem inspetor, não tem equipes, os alunos e professores não têm respaldo. O que aconteceu com a professora [Elisabeth] foi o reflexo de um cenário que está todos os dias na realidade escolar”.
Para Letícia, a proposta feita pelo governo de São Paulo de ampliar o número de policiais nas escolas até pode ajudar, mas não resolve o problema. “Ele [policial] pode auxiliar em algumas questões, como em uma situação de emergência. Mas o policial na escola não resolve o problema porque a raiz é outra”, disse.
Segundo ela, a solução para esse problema precisa passar por mais investimento na área. “Temos que ter também um cuidado com essas famílias e com esses alunos. Também é preciso ter um psicólogo e um assistente social na escola, além de toda uma equipe qualificada [multidisciplinar]”. Ela reclamou que, atualmente, esses papéis têm sido acumulados pelos professores.
A também professora Cláudia Martinho, 62 anos, concorda. Para ela, que leciona há 37 anos e atualmente trabalha em uma escola em Interlagos, na zona sul da capital paulista, a violência é provocada principalmente pelo descaso do governo. “Na grande maioria das escolas, faltam funcionários. Em escolas com mais de dois mil alunos, há apenas dois funcionários para limpar a escola. Não tem funcionário para abrir a escola ou para ficar no pátio. Tem muita gente que fala para se colocar policiais [nas escolas]. Mas não é a polícia que vai dar educação. É preciso dar estrutura para as escolas para garantir um mínimo de coisas”, disse ela. “Temos que fazer da escola um ambiente atrativo, um ambiente respeitável. Não é polícia contra ladrão”, acrescentou.
Para Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, presidente da Apeoesp e deputada estadual de São Paulo, os professores hoje em dia têm medo da violência diária. “Estamos inseguros. A escola é insegura. Não estou falando do prédio, mas do ambiente escolar em si. Não queremos policiamento, mas queremos a presença de psicólogos e equipes multidisciplinares”, disse ela. “Precisamos de várias frentes na busca por respostas para a gente entender porque a violência, ano a ano, tem piorado. O que leva a isso? Sem medo de errar, tenho dito que o Estado tem sido omisso”, falou ela à Agência Brasil.
Para o também deputado estadual Eduardo Suplicy, outro ponto que precisa voltar a ser discutido na sociedade diz respeito à política de desarmamento. “No meu entender, isso que aconteceu [o ataque à escola] tem muito a ver com essa proclamação de que seria bom distribuir mais armas ao povo brasileiro”, disse ele. “Isso foi uma verdadeira tragédia. Precisamos aprender lições para evitar que novas tragédias como essa venham a acontecer”, falou ele, em entrevista à Agência Brasil.
“Temos que pensar a respeito e acredito mais em medidas educadoras e construtivas do que em medidas de policiais”, acrescentou ele.
Outro lado
Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo informou que possui um programa de mediação de conflitos ativo e atuante, chamado Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva SP). Segundo a secretaria, o programa “foi criado com a proposta de que toda escola seja um ambiente de aprendizagem solidário, colaborativo, acolhedor e seguro, na busca da melhoria da aprendizagem” e que ele visa “identificar vulnerabilidades de cada unidade escolar para a implementar ações proativas de segurança”.
A secretaria informou ainda que vai intensificar o programa, aumentando para 5 mil a quantidade de profissionais dedicados à aplicação das políticas de prevenção à violência nas unidades, o que significaria que cada escola da rede estadual de ensino teria um desses profissionais para prevenir a violência.
“Os novos educadores do programa receberão treinamento para identificar vulnerabilidades de cada unidade, além de colocar em prática nas escolas as ações do Conviva”, disse a secretaria, em nota. Nesta semana, o secretário de educação, Renato Feder, já havia dito que ampliaria de 500 para 5 mil o número de profissionais dedicados ao Conviva.
A pasta informou também que está em andamento a contratação de 150 mil horas de atendimento profissional no programa Psicólogos na Educação, que oferece suporte psicológico para orientar as equipes escolares e estudantes. O serviço, que já era oferecido na rede estadual, passará a ser presencial, disse a secretaria.
A secretaria disse ainda que vai atualizar e tornar mais ágil a plataforma do Conviva, chamada Placon, que é utilizada para registrar ocorrências de violência nas escolas.
A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta-feira (30) a parcela do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9. Essa é a primeira parcela com o adicional de R$ 150 a famílias com crianças de até 6 anos.
O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 669,93. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 21,1 milhões de famílias, com gasto de R$ 14 bilhões.
Com a revisão do cadastro, que eliminou principalmente famílias constituídas de uma única pessoa, 1,48 milhão de beneficiários foram excluídos do Bolsa Família e 694,2 mil famílias foram incluídas, das quais 335,7 mil com crianças de até 6 anos.
Desde o início do ano, o programa social voltou a se chamar Bolsa Família. O valor mínimo de R$ 600 foi garantido após a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, que permitiu a utilização de até R$ 145 bilhões fora do teto de gastos neste ano, dos quais R$ 70 bilhões destinados a custear o benefício.
O pagamento do adicional de R$ 150 só começou neste mês, após o governo fazer um pente-fino no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), a fim de eliminar fraudes. Em junho, começará o pagamento do adicional de R$ 50 por gestante, por criança de 7 a 12 anos e por adolescente de 12 a 18 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Calendário do Bolsa Família – Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
Auxílio Gás
Neste mês não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias inscritas no CadÚnico. Como o benefício só é concedido a cada dois meses, o pagamento voltará em abril.
Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou nesta quarta-feira (29) que o número de vagas do Programa Mais Médicos para o Brasil, cuja retomada foi anunciada na última semana, será ampliado em mais mil postos abertos ainda no primeiro edital. Em debate na 24ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, a ministra destacou o Movimento Nacional pela Vacinação e investimentos importantes que o governo federal pretende colocar na atenção primária à saúde e no cuidado integral, reduzindo as hospitalizações de longo prazo.
“Nós pactuamos na Comissão Tripartite o Mais Médicos com todas as inovações que pudemos associar pela avaliação e experiência. Infelizmente, nós tínhamos brasileiros fora dessa cobertura no país, o que ocasionou retrocessos importantes nesse programa. E com o relançamento, nós vamos abrir seis mil vagas. Anunciamos [na semana passada] cinco mil, mas vai ser possível, neste momento, ampliar para seis mil vagas”, detalhou.
Ao todo, 16 mil vagas serão abertas até o final deste ano para profissionais que serão responsáveis pela atenção primária em milhares de cidades brasileiras, especialmente nas áreas de extrema pobreza. As outras 10 mil oportunidades serão oferecidas em formato de contrapartida dos municípios e que garante às prefeituras menor custo, viabilização das contratações, maior agilidade na reposição do profissional e permanência nessas localidades.
Marcha
A retomada do diálogo com os entes federativos, das políticas públicas sociais, como o Mais Médicos, de obras importantes e a reabertura das portas dos ministérios do governo federal para os municípios estiveram entre os principais pontos destacados pelos representantes do Poder Executivo), durante a Marcha, ocorrida em Brasília (DF).
Organizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o evento reuniu hoje quatro ministros da Área Social do governo para o painel “Debate com Ministros”. Eles elencaram os principais programas de interesse dos prefeitos e se comprometeram com pautas importantes para os municípios.
Educação
O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o governo está retomando políticas importantes do país como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Ele lembrou que o Pnae foi uma importante política que auxiliou o Brasil a sair do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2014, e que não era reajustado há pelo menos cinco anos.
Camilo Santana elencou outros reajustes que serão anunciados no repasse de valores, como o programa de apoio ao transporte escolar, o Programa Dinheiro Direto na Escola e as medições de obras pactuadas com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). “A determinação do presidente Lula é que nenhuma obra mais seja paralisada por falta de pagamento do FNDE”, enfatizou o ministro. “Nos municípios com contratos encerrados, vamos reativá-los para garantir que todas as obras de creches e escolas sejam concluída”, anunciou.
“Queremos abrir as portas do MEC para os municípios e os estados brasileiros, construir todas as políticas a partir do diálogo e da parceria e fortalecer o regime de colaboração entre os entes federados. É nos unirmos num processo de reconstrução do nosso país e de valorização e reconhecimento da educação pública, com equidade e qualidade para população brasileira”, defendeu Camilo Santana.
Pacto federativo
Já o ministro das Cidades, Jader Filho, ressaltou a importância do diálogo e da recomposição do pacto federativo com os entes federativos. Ele colocou o ministério à disposição dos prefeitos, apresentou a estrutura de cada uma das secretarias e fez um diagnóstico da situação encontrada pelo governo federal nessa área em janeiro de 2023.
“O Minha Casa, Minha Vida [MCMV] tinha 186,7 mil unidades habitacionais não concluídas. São 186 mil famílias que não estão sendo atendidas. É prioridade que a gente tire essas obras do status de paralisadas ou lentas”, declarou.
Segundo ele, das 82 mil construções de residências que estavam completamente paradas, seis mil foram retomadas. Dentre as novidades da Faixa 1 do MCMV – dedicada às famílias mais pobres, com renda mensal de até R$ 2,6 mil -, está a localização das unidades. “Não será mais permitida a escolha de territórios distantes dos centros das cidades. Nós queremos terrenos mais próximos”, disse Jader Filho, acrescentando que, apesar de continuar comprando terrenos, o governo dará prioridade aos municípios que puderem doar algumas áreas para o programa, o que fará que os recursos sejam investidos em mais residências.
No mesmo painel, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, anunciou a liberação de R$ 400 milhões em repasse aos municípios para serem utilizados na Busca Ativa do Cadastro Único (CadUnico).
Em decisão unânime, o Tribunal de Justiça do Maranhão julgou ilegal a greve dos professores da rede pública estadual de ensino, iniciada no fim do mês de fevereiro, e determinou o retorno imediato das aulas, corte de pontos dos profissionais grevistas assim como pagamento de multa e bloqueio nas contas do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Estado do Maranhão (Sinproessema).
Nesta quarta-feira (29), trabalhadores em greve voltaram a realizar um ato público em frente ao Tribunal de Justiça do Maranhão e do Palácio dos Leões. “Estamos em greve e não vamos desistir, vamos resistir.”
Na última semana o Ministério Público realizou minucioso estudo, feito por economistas da área técnica, e constatou que o reajuste solicitado pelo sindicato nos percentuais de 14,85% e 39,95% afetariam sensivelmente as finanças do Estado do Maranhão, que já trabalha no limite orçamentário delineado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Tal aumento, previsto para professores ativos e inativos, comprometeria cerca de 61,2% e 65% do orçamento. Já o reajuste proposto pelo governo, que chegou ao limite de 11%, teria um impacto orçamentário na ordem de 60,6%, ainda acima do limite orçamentário da LRF, porém com menor risco de comprometer a gestão pública.
Estudo inédito da Sanofi ainda traz dados de outros grupos minorizados (como pessoas negras, mulheres e comunidades LGBTQIAP+) que tiveram experiências negativas responsáveis pela diminuição da confiança nos sistemas de saúde
São Paulo, março de 2023 – A Sanofi anunciou durante a 53ª Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, os resultados de uma pesquisa global que revelou uma diminuição da confiança de grupos minorizados (comunidades negras e de minorias étnicas, mulheres, pessoas com deficiência e comunidade LGBTQIAP+) com relação aos sistemas de saúde — além dos profissionais que atuam na área. O estudo, que é o primeiro do tipo, ouviu mais de 11.500 pessoas em cinco países (Brasil, Reino Unido, EUA, Japão e França). Apenas no Brasil foram entrevistadas 2.270 mil pessoas entre os meses de julho e agosto de 2022.
Encomendada pela Sanofi, a pesquisa mostrou uma diminuição da confiança nos sistemas de saúde entre esses grupos, com quase 75% das pessoas dizendo que tiveram experiências de saúde que prejudicaram sua confiança. A pesquisa destacou que, quando se trata de confiança nos cuidados de saúde, 59% dos pacientes de comunidades sub-representadas gostariam de ter acesso a profissionais de diversas origens.
Neila Lopes Head de DE&I da Sanofi no Brasil “Como uma grande empresa de saúde, acreditamos que a Sanofi tem a responsabilidade de ajudar a refletir sobre os resultados da pesquisa e buscar coletivamente meios de resolvê-los com o setor de saúde. Não temos como objetivo fazer acusações ou procurar culpados, mas sim fazer um alerta para que todos os envolvidos possam melhorar as condições de atendimento e oferecer experiências mais positivas. Precisamos agir contra as disparidades observadas nesta pesquisa. As descobertas que a pesquisa apontou visam estimular a reflexão e impulsionar a mudança”.
Dados importantes da pesquisa
A primeira pesquisa global sobre a confiança de vários grupos sub-representados na área da saúde, financiada pela Sanofi e conduzida pela Purpose Union e The BRC, com análise revisada pela Harvard T.H. Chan School of Public Health, mostrou evidências preocupantes de que a maioria das pessoas de comunidades sub-representadas perdeu a confiança em seus profissionais de saúde devido a experiências negativas do passado.
A pesquisa perguntou para os entrevistados sobre suas experiências de acesso a tratamento médico, com grandes amostras provenientes de grupos minoritários e sub-representados. A maioria das pessoas desses grupos relatou uma ou mais experiências negativas, levando a níveis mais baixos de confiança. ‘Não se sentir ouvido’ (37%), ‘receber um serviço ruim’ (34%) e ‘explicações ruins’ (33%) foram os principais fatores contribuintes, com um em cada cinco dizendo que se sentia ‘indesejável’ (20%), ‘julgado’ (20%) ou ‘inseguro’ (19%).
No Brasil, pessoas negras e de outros grupos raciais têm mais probabilidade de sentirem-se ‘indesejadas’ por um prestador de saúde ou pelo sistema de saúde no geral (23% contra 18% das pessoas brancas), já as pessoas do sexo feminino dizem ter mais dificuldade em receber orientações adequadas e serem ouvidas em comparação aos pares do sexo masculino (38% contra 30%).
De acordo com a pesquisa, 87% das pessoas com alguma deficiência no Brasil disseram ter experiências que prejudicaram sua confiança na área de saúde, contra 77% das pessoas sem deficiência. Para os membros da comunidade LGBTQIAP+ essa diferença foi semelhante (86% contra 77% de seus pares que não fazem parte da comunidade). O mesmo aconteceu com 80% das pessoas de etnias minorizadas, grupo que no Brasil é predominantemente formado pela população negra, contra 77% da população branca.
O estudo apontou que essa lacuna de confiança é maior para pessoas que pertencem a mais de um desses grupos. Por exemplo, 90% das pessoas com alguma deficiência e que se identificam como LGBTQIAP+ afirmam que tiveram uma experiência prejudicial à sua em confiança em relação ao sistema de saúde em geral versus 76% das pessoas sem esses antecedentes; os dados se repetem no caso de pessoas de algum grupo étnico minorizado e que se identificam como LGBTQIAP+.
A pesquisa também perguntou aos participantes, no mundo todo, como o sistema de saúde poderia reconquistar essa confiança, com as respostas mais comuns sendo que seus prestadores de serviços de saúde deveriam ser ‘mais confiáveis’ (79%), ‘oferecer o melhor atendimento de qualidade’ (77%), ‘ mais transparentes’ (77%) e ‘os trataram de forma justa’ (77%).
Bolsa Sanofi Geração do Futuro
Em decorrência dos resultados da pesquisa, a Sanofi lançou o programa Bolsa Sanofi Geração do Futuro, seu primeiro programa global de bolsas de estudo de educação superior e pós-graduação destinado a pessoas de diversos grupos sub-representados. A iniciativa ajudará a pagar mensalidades em instituições de ensino para estudantes que fazem parte de grupos minorizados — como pessoas negras, no Brasil, mulheres, pessoas com deficiência e membros da comunidade LGBTQIAP+.
O programa trabalhará lado a lado com as principais instituições de ensino superior em todo o mundo para identificar anualmente até 100 novos estudantes talentosos de populações sub-representadas para receberem a bolsa. Os alunos poderão se inscrever no programa de bolsas de estudos por meio dos portais das instituições parceiras. Uma vez selecionados, os bolsistas receberão financiamento para cobrir parcialmente os custos de ensino e de despesas pessoais. Além da ajuda financeira, a Sanofi oferecerá aos bolsistas apoio no desenvolvimento, mentoria e oportunidades de estágio, além de potenciais oportunidades de emprego após a formatura. O programa será expandido para outros países nos próximos anos. No Brasil, a divulgação das parcerias com as instituições de ensino superior acontecerá ainda no primeiro semestre de 2023.
Paul Hudson
CEO da Sanofi
“Como uma empresa global inovadora de saúde, temos um papel a desempenhar na resposta à situação desestabilizadora em que as populações sub-representadas se encontram quando precisam de cuidados. Nosso objetivo é ajudar a construir uma geração do futuro mais diversa de líderes na área de saúde. Ao trabalhar também para construir confiança por meio de diálogos entre comunidades sub-representadas e partes interessadas na área, podemos ajudar a melhorar o engajamento e o cenário de saúde para todos”.
O programa Bolsa Sanofi Geração do Futuro,faz parte do ‘Um Milhão de Diálogos’ (‘A Million Conversations‘ em inglês), uma ampla iniciativa da Sanofi que visa criar maior confiança entre as comunidades sub-representadas e partes interessadas com investimentos de 50 milhões de euros na área de saúde até 2030 em todo o mundo. ‘Um Milhão de Diálogos’ realizará centenas de eventos com os grupos nos cinco primeiros países da iniciativa – Brasil, França, Japão, Reino Unido e Estados Unidos. Esses eventos reunirão três grupos: pessoas que sofreram algum tipo de discriminação na área da saúde, representantes de organizações de saúde locais (incluindo governos e organizações sem fins lucrativos) e colaboradores da Sanofi, com o objetivo de influenciar políticas públicas e mudar atitudes dentro do setor de saúde como um todo. Os participantes também irão trabalhar com mais pesquisas sobre as causas da “falta de confiança” com o propósito de mudar esse cenário. A Sanofi vai capturar histórias e soluções viáveis em um relatório anual de confiança e inclusão que medirá o progresso do projeto em direção à sua meta de 2030.
Sobre a Sanofi
Somos uma inovadora empresa global de saúde, movida por um propósito: buscamos os milagres da ciência para melhorar a vida das pessoas [we chase the miracles of science to improve people’s lives]. Nossa equipe, em cerca de 100 países, dedica-se a transformar a prática da medicina, possibilitando o impossível. Fornecemos opções de tratamento potencialmente decisivos e proteção vacinal essencial para milhões de pessoas em todo o mundo, ao mesmo tempo em que colocamos a sustentabilidade e a responsabilidade social no centro de nossas ambições.
O assassinato da professora de ciências Elizabeth Tenreiro por um adolescente de 13 anos, na Escola Estadual “Thomazia Montoro”, na Vila Sônia, em São Paulo, numa agressão com faca que feriu outras três mestras e um aluno, é mais um lamentável episódio no âmbito de uma tendência crescente em nosso país. Trata-se de um problema que exige profunda atenção e medidas urgentes.
Relatório apresentado nos trabalhos do governo de transição, em dezembro último, mostra que 35 estudantes e professores haviam sido mortos em ataques no Brasil desde o início dos anos 2000. É uma forma de violência relativamente nova em nossa sociedade, pois antes disso não há relatos de casos em escolas no país. Segundo o documento, os atos, praticados por alunos e ex-alunos, são associados ao bullying e situações prolongadas de exposição a processos violentos, incluindo negligência familiar, autoritarismo parental e conteúdo disseminado em redes sociais e aplicativos de trocas de mensagem.
Como se observa, o problema é grave, tem diversificadas causas e merece um tratamento multidisciplinar. Porém, por mais que um jovem sinta-se moralmente ofendido, nada justifica atentar contra a vida de seus colegas, professores e quaisquer pessoas. Assim, sem a pretensão de uma análise sociológica, psicológica, comportamental ou pedagógica, feita com propriedade e conhecimento pelos especialistas, ouso ponderar que, sendo um microuniverso da sociedade, cada escola reproduz a onda de violência civil.
A criminalidade, inclusive a praticada pelas facções organizadas e milícias, é uma realidade há muito tempo presente no Brasil. No entanto, são cada vez mais recorrentes as brigas, muitas vezes com mortes, entre pessoas pretensamente do bem, no trânsito, nos lares, em festas, no futebol, nas escolas, na política e nas ruas. O vírus da violência torna-se epidêmico.
Professores e alunos, num ambiente de natureza pacífica e destinado ao ensino, ficam muito expostos a essa nova onda de agressões. O mesmo se observa, de maneira geral, com funcionários públicos que interagem de modo direto com o público, como profissionais de saúde, fiscais, magistrados, servidores dos fóruns e cartórios das varas da Justiça, agentes de limpeza urbana e da orientação e fiscalização do trânsito. Há numerosos relatos de agressões físicas e morais.
Nas escolas, em especial as públicas, nas quais o problema mostra-se mais agudo, penso ser urgente um programa permanente de acompanhamento psicológico dos alunos, ações educativas de interação e tolerância social, combate ao bullying e prevenção da violência. Precisamos, sobretudo, de ampla mobilização e campanhas institucionais de pacificação social.
Em todas essas frentes, o Estado tem imensa responsabilidade, assim como as empresas, famílias e organizações da sociedade civil. Precisamos agir para pacificar os brasileiros e nossa juventude. Não podemos mais ficar de braços cruzados assistindo à violência contaminar nossa população e apenas lamentar de modo resignado os tristes episódios como o que tirou a vida da professora Elizabeth Tenreiro.
*Artur Marques da Silva Filho, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, é presidente da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP).
A Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP) é uma entidade sem fins lucrativos e direcionada ao bem-estar dos servidores civis estaduais, municipais e federais atuantes do território paulista. Fundada há nove décadas, é a maior instituição associativa da América Latina, com mais de 240 mil associados.
Está presente em mais de 30 cidades. Tem sede e subsede social no centro da capital paulista, 20 unidades de lazer com hospedagem em tradicionais cidades turísticas litorâneas, rurais e urbanas de São Paulo e Minas Gerais, além de 19 unidades regionais distribuídas estrategicamente no Estado de São Paulo.
Atendimento à imprensa
Ricardo Viveiros ﹠ Associados — Oficina de Comunicação