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Flávio Dino destinou R$ 300 mil em emendas para Ong de SP

 

Pré-candidato pela oposição ao Governo do Maranhão, o comunista Flávio Dino parece ter feito escola entre seus aliados. Isto porque, muito antes de seu neo-seguidor encaminhar R$ 250 mil para São Paulo, o suplente de deputado federal no exercício do mandato, Simplício Araújo (SDD), Dino já havia destinado emendas para o estado mais rico da federação, quando exercia um mandato na Câmara dos Deputados. Valor: R$ 300 mil.

A beneficiada com o montante foi a Ong ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos), entidade de movimento social estreitamente ligada ao PCdoB em nível nacional, chegando inclusive a ter a cientista política Ana Maria Prestes Rabelo, que representava a ANPG em Minas Gerais, como membra do Comitê Central do partido, por indicação do próprio Dino, em 2009 e agora no ano passado.

A Ong recebeu os recursos por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em 2008. Na época, a Pasta estava sob o comando de Sérgio Rezende, indicado pelo PSB para suceder o presidenciável Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, que ocupou o cargo em 2004 e 2005, e hoje apoia Flávio Dino para o governo estadual, em troca de um palaque contra a presidente Dilma Rousseff no Maranhão.

Conhecida no meio jovem e estudantil, a ANPG é uma das entidades que conseguiu, com a ajuda do partido de Dino, ter seu nome incluído no Estatuto da Juventude para ter exclusividade na elaboração das carteiras de identidade estudantil (que dão direito a meia-entrada em cinemas e eventos culturais). Ela enfrenta, desde 2012, uma briga na Câmara dos Deputados, juntamente com União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) – também ligadas ao PCdoB – para manter o monopólio que fatura milhões de estudantes de todo o país.

Outro lado

O Atual7 tentou novo contato com Flávio Dino, para comentar sobre a destinação de emendas para São Paulo, e esclarecer se alguma Ong do Maranhão também foi beneficiada quando ele exercia o mandato de deputado federal na Câmara.

Há exatamente duas semanas, a equipe de reportagem vem buscando, insistentemente, respostas do oposicionista, por meio de seu telefone pessoal, à denúncias publicadas em reportagens anteriores. Em todas elas, apesar da confirmação de que recebeu as mensagens via SMS e WhatsApp, Dino prefere manter-se em silêncio, não retornando as perguntas e algumas vezes chegando a rejeitar as ligações.

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