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Inclusão digital no Brasil é feita pela metade, mostra pesquisa

“Existe um muro aqui” diz Ana Cláudia Miguel, enquanto aponta na direção da Rua do Moinho, que separa a comunidade do Pilar de um dos maiores polos de tecnologia do país, o Porto Digital, no coração do Recife Antigo. 

“Existia um arco que era a divisão desse pedaço com o bairro. Mesmo o muro sendo derrubado, ainda existe essa barreira”. O muro, construído por holandeses na capital pernambucana no século 17, foi demolido no final do século 19. Mais de 100 anos depois, Ana Cláudia, líder comunitária da única área residencial do Recife Antigo, explica como a barreira que já foi de pedra, agora é de bytes:

09/07/2026 - Segregação digital: inclusão digital no Brasil é feita pela metade. Ana Cláudia Miguel, líder comunitária da Comunidade do Pilar. Em frente à Igreja Nossa Senhora do Pilar, que batiza a comunidade e tendo ao fundo o prédio da prefeitura de Recife. Foto: Eliane Gonçalves/ Divulgação
 Ana Cláudia Miguel, líder comunitária da Comunidade do Pilar, no Recife Antigo, diz que barreira, que já foi de pedra, agora é de bytes. Foto Eliane Gonçalves/Divulgação

“A gente mora no polo tecnológico, mas tem um déficit de tecnologia”, explica Ana Cláudia.

O Pilar é uma comunidade de baixa renda que nasceu com a ocupação das ruínas do Recife Antigo por quem não tinha onde morar, ou tinha e foi expulso de outros cantos da cidade. Nos quase 600 domicílios do Pilar vivem famílias majoritariamente negras (73%), chefiadas por mulheres (76%), onde o trabalho informal é a principal fonte de renda (74%) e a remuneração média não passa de um salário mínimo e meio, segundo pesquisa feita em 2023 pela própria comunidade, com o apoio da Universidade das Nações Unidas.

Atravessando a rua, fica o Porto Digital, endereço de mais de 500 empresas de tecnologia que, em 2025, faturaram R$ 7,4 bilhões. Pierre Lucena, presidente do Porto Digital, explica o que é essa espécie de vale do silício brasileiro: “Somos uma plataforma de inovação”, diz. “Aqui, a  gente tem seis incubadoras aceleradoras, públicas e privadas, uma faculdade própria, um conjunto de universidades parceiras e mais de 500 empresas”.

09/07/2026 - Segregação digital: inclusão digital no Brasil é feita pela metade. Comunidade do Pilar, em Recife, vista do Complexo do Moinho, edifício de 50 mil metros quadrados modernizado para abrigar empresas de inovação tecnológica.  Foto: Eliane Gonçalves/ Divulgação
Comunidade do Pilar, no Recife, vista do Complexo do Moinho, edifício modernizado para abrigar empresas de inovação tecnológica – Foto Eliane Gonçalves/ Divulgação

Inclusão pela metade

A disparidade tecnológica dos dois lados da rua escancara o desafio que o Brasil precisa enfrentar para garantir inclusão digital de qualidade. 

O percentual de pessoas que usam a internet no Brasil chegou a 90,5% em 2025, índice que vem crescendo ano após ano. Em 2019, não chegava a 80%. Mas a qualidade do acesso é desigual. Enquanto 86% dos domicílios têm banda larga fixa e móvel ao mesmo tempo,  10,7% dependem exclusivamente dos dados da telefonia móvel para conseguir acessar bancos, serviços públicos, estudar, trabalhar e se comunicar. A grande maioria, 59,2% dos domicílios, não tem computadores ou tablets. Os dados estão na PNAD-TIC 2026, o capítulo de Tecnologia, Informação e Comunicação, da Pesquisa  Nacional por Amostra de Domicílios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“As pessoas deixam de ter computador e internet fixa em casa porque é caro e elas acessam a internet por planos de telefonia móvel com uma quantidade limitada de dados que podem utilizar por mês, explica Flávia Lefrève, advogada, especialista em telecomunicações e direitos digitais. Geralmente, uma franquia baixa, que não passa de 100 gigabytes por mês. A partir do momento em que a franquia acaba, o acesso à internet é bloqueado”.

Flávia diz que esse tipo de limitação é ilegal, segundo o Marco Civil da Internet. As provedoras não podem interromper a internet, exceto em casos de inadimplência. Na prática, o serviço é suspenso e limita a cidadania:

“A grande maioria dos serviços públicos, por exemplo, você só faz pela internet: Bolsa Família, Enem, boletim de ocorrência, o imposto de renda. Tudo o que você faz hoje é pela internet. Então, para exercer a cidadania, precisa da internet. E o que acontece se você tem um plano limitado? Acabou a sua franquia, como é que vai se virar?”, questiona.

A rotina do Pilar ajuda a entender como a limitação vira exclusão. Em 2023, a comunidade passou a contar com o programa Pilar Universitário, que garante bolsas de estudos integrais nas faculdades do Senac [Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial] para os moradores numa política de universalização sem restrições: “Qualquer pessoa do Pilar que queira e esteja apta a fazer um curso superior, pode escolher qual curso quer fazer”, diz Pierre Lucena.

Ainda que o estudante não precise se preocupar com a mensalidade, ainda resta o muro digital: “A internet que tem é do celular. E aí acabam os dados, como é que faz? Como é que se mantém na universidade?”, pergunta Ana Cláudia. “Hoje, a tecnologia da universidade é muito maior. A apresentação não é naquele papelzinho pautado. Hoje tem que fazer tudo digital.  Então é preciso ter o mínimo de condição de poder permanecer”, conclui .

Sem laptop

Em 2024,  Eurídize Lima de Santana, 23 anos, entrou no programa. Se matriculou no curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Um ano e meio depois, trancou a faculdade. Eurídize não tinha o básico: um computador. “No primeiro semestre eu não senti tanta dificuldade em não ter um notebook, porque a gente ainda não fazia códigos. No segundo, comecei a sentir. E quando chegou no terceiro semestre, tranquei”, afirmou.

09/07/2026 - Segregação digital: inclusão digital no Brasil é feita pela metade. Eurídize Lima de Santana, 23 anos, moradora da comunidade do Pilar, no Recife Antigo, não conseguiu concluir a faculdade por não ter um computador em casa. Foto: Eurídize Lima de Santana/ Arquivo Pessoal
Eurídize Lima de Santana, 23 anos, moradora da comunidade do Pilar, no Recife Antigo, não conseguiu concluir a faculdade por não ter um computador em casa – Foto Eurídize Lima de Santana/ Arquivo pessoal

Segundo ela, um equipamento básico para quem trabalha com códigos custa, no mínimo, R$ 3,5 mil.  “Como a gente que é pobre, que ganha um salário mínimo, pode pensar em comprar um notebook? Como, se só tem o dinheiro pra sobreviver? Se a gente só pensa em pagar as contas de casa e comer?” pergunta.

Depois de trancar a faculdade, a jovem ainda tentou mudar de curso, mas foi informada que o programa não permitia uma segunda inscrição para alunos que trancaram a faculdade. Hoje ela estuda Gestão Financeira, na modalidade de Ensino à Distância (EaD), usando o celular e a franquia de dados do telefone e pagando mensalidade de R$ 170.

Ana Cláudia diz que na comunidade, a inclusão digital pela metade é regra: “A gente tem empresa de robótica aqui dentro da ilha [o Recife Antigo], mas não tem nenhuma criança sabendo disso. A gente precisa ter internet na escola, precisa trabalhar com os jovens na tecnologia”. 

Desconforto

Fabi Andrade é coordenadora de ESG do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar). A instituição de ensino e incubadora de empresas é uma das precursoras do Porto Digital e ocupa alguns andares do Complexo do Moinho, um edifício de mais de 100 anos que fica bem ao lado do Pilar. O prédio foi todo modernizado para acolher empresas de tecnologia:

“O projeto arquitetônico previa uma parede para que a gente não enxergasse a comunidade do Pilar”, explica Fabi. A proposta foi recusada e no lugar foi colocada uma parede de vidro que não deixa esquecer que a desigualdade é incômoda até para quem está do lado tecnológico do muro. “Incomoda muito porque estamos aqui trabalhando numa faculdade para educar pessoas em tecnologia, e não temos um único aluno da comunidade aqui do lado.  Isso incomoda”, conclui Fabi.

“Esse contraste é real, há uma dívida real e uma forma ainda desorganizada de todos,  inclusive nossa [do Porto Digital], para agir com soluções”, reconhece o presidente do Porto Digital, que sabe que os vizinhos vivem realidade parecida com a de muitas outras comunidades do país.

Ana Cláudia sabe que o impacto dessa inclusão digital pela metade tem custo alto: “a gente está perdendo os jovens na comunidade”. Questionada sobre o que significa perder os jovens, ela é direta: “Perdendo os jovens para o mundo ilícito, porque não se tem oportunidade”.

Sem neutralidade

Em 2025, pela primeira vez, mais de 90% dos brasileiros usaram a internet, segundo a PNAD-TIC, mas Flávia Lefrève chama a atenção para outro dado: o tipo de uso que tem sido feito da rede: “O uso principal que as pessoas fazem é de rede social. Por quê? Acabou a franquia, bloqueia o acesso à internet e a pessoa só acessa as aplicações da Meta: Instagram, Facebook e WhatsApp”.

Segundo a pesquisa, entre as pessoas que usaram a internet, mais de 95% usaram para conversar por chamadas de voz ou vídeo, mais de 90% para enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens sem ser por e-mail e 85% para usar as redes sociais (84,9%).Todos os serviços são prestados pela empresa de Mark Zuckerberg.

Flávia explica que esse tipo de “oferta” também viola o Marco Civil da Internet: a neutralidade da rede, a regra que determina que os provedores não podem discriminar o tráfego de dados por origem, destino ou por tipo de aplicativo. “Uma medida fundamental para garantir que a internet continue aberta, democrática, que não haja discriminação”, diz Flávia. “A partir do momento em que o consumidor só tem acesso às aplicações da Meta, isso é quebra da neutralidade. Isso é muito cruel, porque esses planos atendem especialmente as pessoas das classes C,D e E”, conclui.

Em janeiro de 2023, a  Coalizão de Direitos da Rede, que reúne organizações e ativistas, como Flávia Lefrève, que atuam pelo direito à comunicação, abriu um processo administrativo na Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça questionando o bloqueio ao acesso à internet por parte das provedoras e a quebra da neutralidade da rede. Entramos em contato com o Ministério da Justiça questionando qual a situação desse processo, mas não houve resposta.

MP de dívida rural foca em perdas climáticas, diz Durigan

O Congresso Nacional e o governo federal estão prestes a concluir o debate em torno da proposta de renegociação das dívidas do setor agropecuário, segundo informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta quinta-feira (9).

“Temos discutido a questão da dívida rural com representantes do setor no Congresso Nacional, deputados e senadores de diferentes comissões, já há algum tempo. Eu diria que há mais de um ano”, disse Durigan, em entrevista à Rádio Gaúcha.

“Entendo e tenho dito que chegamos ao ponto final. E que, finalizadas as negociações, vamos editar uma medida provisória (MP), equilibrando a proposta do Congresso Nacional e o limite orçamentário do país”, acrescentou o ministro.

Segundo Durigan, o texto deve ser editado e publicado no Diário Oficial da União até a próxima semana. Por lei, qualquer medida provisória entra em vigor assim que é publicada, mas precisa ser posteriormente apreciada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, que têm até 120 dias para aprovar ou rejeitar a proposta.

Durante a entrevista, o ministro antecipou alguns pontos que o Poder Executivo, o Congresso Nacional e representantes do setor agropecuário vêm discutindo, como o estabelecimento de um prazo de dez anos para os produtores rurais afetados por crises climáticas saldarem suas dívidas.

“Eu sempre propus seis anos para a renegociação com o agricultor inadimplente, porque teve problemas. A bancada ruralista sempre demandou dez anos. Chegamos em oito anos e agora estamos estudando estender o prazo para dez anos, em caso de perdas climáticas mais graves.”

Durigan explicou que, nesses casos, o produtor terá que comprovar que sofreu perdas graves por repetidas safras, devido a fenômenos climáticos severos como inundações e estiagem.

“Não podemos admitir que dinheiro público sirva de auxílio para quem não comprove perdas”, destacou, acrescentando que a negociação prevê que os produtores prejudicados por fenômenos climáticos terão até dois anos de carência para começar a pagar as dívidas renegociadas e que a MP deve estabelecer um limite de até R$ 8 milhões por CPF em caso de grandes produtores.

A MP também deve contemplar os agricultores prejudicados pela volatilidade do mercado, ou seja, pela extrema variação de preços. Estes, quando grandes produtores, poderão renegociar dívidas até o limite de R$ 4 milhões, caso o texto venha a ser aprovado conforme as mais recentes negociações.

Entre os aspectos ainda por definir estão as taxas de juros. De acordo com Durigan, umas das propostas em debate prevê taxa de 6% ao ano para o pequeno agricultor; 9% para o médio agricultor e, no máximo, 12% para o grande agricultor.

“Estamos fazendo as últimas contas, mas certamente estamos falando de taxas anuais sem precedentes no país”, disse o ministro.

Segundo ele, se aprovadas, as mudanças em debate vão representar mais R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões ao ano de custos ao pacote que, no geral, exigirá pouco mais de R$ 100 bilhões dos cofres públicos.

Durigan também comentou que há uma sugestão de criar de um fundo garantidor do agro, nos moldes do FGC usado pelo setor bancário.

“Para estruturar o setor, estamos prevendo [a possibilidade de] um fundo garantidor que o governo, os bancos e o setor privado possam capitalizar para que, no futuro, sirva como um fundo [de reparação] de primeiras perdas para o setor [agrícola].”

Por fim, o ministro disse que o governo federal defende a inclusão, na medida provisória, de novas regras para as instituições financeiras.

“Um dispositivo [legal, em debate] determina que [nas renegociações] os bancos deverão aceitar garantias dadas [pelos produtores] inadimplentes em operações anteriores. A outra determinação aos bancos é a proporcionalidade do tamanho da garantia. Várias pessoas me relataram que há bancos exigindo duas, três vezes, o valor da operação como garantia”, disse o ministro, defendendo a urgência da MP.

“[Representantes de] bancos com quem eu falo têm me reportado, nos últimos meses, um aumento da inadimplência por risco moral. “Olha, as regras devem mudar, então, não pague agora sua prestação”. Isto é muito ruim e vai prejudicar o crédito do agro no futuro”, concluiu Durigan. Fonte: Agência Brasil

Com nova alta mundial do petróleo, governo mantém desconto na gasolina

A nova alta dos preços do petróleo desta quinta-feira (9) motivou o Ministério da Fazenda a adiar para a próxima semana a decisão sobre o fim do subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, pretendia anunciar o fim da subvenção esta semana, mas teve que voltar atrás após Estados Unidos e Irã voltarem a se atacar militarmente, nesta quarta-feira (8) – o que provocou a imediata escalada do preço do barril de petróleo.

“Ontem, o preço do barril do petróleo voltou a subir para US$ 80, então, temos que ter cautela para retirar o subsídio”, disse Durigan em entrevista à Rádio Gaúcha.

“Vou analisar a retirada na próxima semana e, dependendo da situação, eu gostaria de retirar o subsídio da gasolina, parcial ou totalmente”, acrescentou o ministro, afirmando que o objetivo da subvenção ao combustível é evitar que a escalada dos preços globais encareça o custo de vida no Brasil, pressionando os preços dos produtos e serviços.

De acordo com Durigan, o cenário de “incerteza” não afeta os planos federais de aumentar as misturas de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel. Aprovada em 2024, a chamada Lei do Combustível do Futuro (14.993) estabelece que a proporção de etanol misturada à gasolina C pode variar entre 27% e 35%, e a de biodiesel no diesel de origem fóssil deve chegar a 20% em 1º de março 2030.

“Não altera nada. Pelo contrário. Fortalece o que o Brasil tem feito”, comentou Durigan, revelando que o governo federal não descarta propor percentuais ainda maiores. Fonte: Agência Brasil

 

Mulher é encontrada morta com lesões em curral no Sertão da PB; polícia investiga ataque de vaca

Uma mulher de 46 anos, identificada como Maria Lucineide Lopes Furtado, foi encontrada morta na manhã desta quarta-feira (8) em uma propriedade rural no Sítio Salgadinho, zona rural de Conceição, no Sertão da Paraíba. De acordo com a Polícia Militar, a principal hipótese é de que ela tenha sido atacada por uma vaca que havia parido recentemente.

Segundo a PM, moradores que passavam de motocicleta pela estrada em frente ao curral da propriedade, por volta das 10h, avistaram a vítima caída no chão. Ao se aproximarem, perceberam que ela apresentava diversas escoriações, hematomas, sangramento e outras lesões. Diante da situação, eles não tocaram no corpo, acionaram vizinhos e entraram em contato com o marido da vítima.

Ainda conforme a polícia, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e constatou a morte.

O marido da vítima informou aos policiais que havia saído de casa por volta das 6h para trabalhar em outra propriedade rural também em Conceição, deixando Maria Lucineide em casa produzindo queijos. Ele relatou que foi avisado sobre o ocorrido por telefone, por volta das 10h50, e retornou imediatamente à residência.

Testemunhas disseram à Polícia Militar que acreditam que Maria Lucineide tenha sido atacada por uma vaca que havia parido e permanecia no curral. Segundo os moradores, o animal costumava apresentar comportamento agressivo após o parto.

O Instituto de Polícia Científica (IPC) e a Polícia Civil foram acionados para realizar a perícia e investigar as circunstâncias da morte. A causa da morte será conhecida após a conclusão dos exames periciais. Fonte: G1-PB

Avião monomotor faz pouso forçado em rodovia no interior do PI após pane elétrica

Um avião monomotor fez um pouso forçado na PI-229, entre os municípios de Jaicós e Campo Grande do Piauí, na tarde desta quarta-feira (8). De acordo com a Polícia Militar, havia duas pessoas na aeronave e nenhuma delas ficou ferida.

Segundo o comandante da 3ª Companhia do 20º Batalhão da PM, capitão Tenório, as informações preliminares são de que houve uma pane elétrica na aeronave.

“Quem tem competência pra lidar com essas situações de aeronaves são a Aeronáutica (Força Aérea Brasileira) e Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária). Como não sabemos especificamente qual a mais próxima, contatamos as duas”, disse ao g1.

Ainda segundo a PM, o avião conseguiu aterrissar sem maiores danos aos ocupantes e permaneceu parado às margens da rodovia estadual.

A Polícia Militar isolou a área e faz o controle do trânsito na PI-229 para evitar acidentes até a chegada dos órgãos responsáveis.

Até a última atualização desta reportagem, não haviam sido divulgadas informações sobre a origem e o destino do voo, nem o modelo do avião. Fonte: G1-PI

Concurso do IBGE: após prorrogação, inscrições para mais de 8 mil vagas terminam nesta quinta-feira

Após serem prorrogadas, as inscrições para o processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola terminam nesta quinta-feira (9), às 14h.

Inicialmente, o prazo terminaria às 23h da quarta-feira passada (1º de julho). No entanto, um edital de retificação com o cronograma atualizado prorrogou as inscrições por mais uma semana, até esta quinta-feira (9), às 14h.

Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, no site da banca organizadora, o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC)A taxa de inscrição é de R$ 53.

O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos.

Ao todo, o processo seletivo oferece 8.238 vagas temporárias distribuídas em cinco cargos de nível médio, com salários que variam de R$ 2.128 a R$ 4.008, além de benefícios.

As oportunidades estão distribuídas por todo o país e abrangem atividades administrativas, operacionais, de supervisão e de suporte tecnológico relacionadas à realização do levantamento.

Confira abaixo a relação de cargos, salários e número de vagas:

Além dos salários, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional.

Os aprovados serão contratados por tempo determinado para atuar na coleta de informações, supervisão de equipes, suporte administrativo e apoio tecnológico das operações censitárias.

  • O Censo Agropecuário é uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE e tem como objetivo reunir informações sobre a estrutura e a produção dos estabelecimentos rurais brasileiros. Os dados levantados ajudam a orientar políticas públicas, programas de financiamento e ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário.

 

Quem pode participar?

 

Todos os cargos exigem ensino médio completo. Além disso, os candidatos devem atender aos seguintes requisitos:

  • ter, no mínimo, 18 anos na data da contratação;
  • estar em dia com as obrigações eleitorais;
  • estar em dia com as obrigações militares, no caso dos candidatos do sexo masculino;
  • possuir aptidão física e mental para exercer a função;
  • atender aos demais requisitos previstos no edital.

 

Para os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Regional (ACR) e Agente Operacional Regional (AOR), também é exigida Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B válida.

Como será a prova?

 

A seleção contará com uma prova objetiva de múltipla escolha composta por 60 questões. Os conteúdos cobrados incluem:

  • Língua Portuguesa;
  • Raciocínio Lógico;
  • Ética no Serviço Público;
  • Geografia;
  • conhecimentos específicos de cada cargo.
  • A prova terá duração de quatro horas e será aplicada no município escolhido pelo candidato durante a inscrição, no dia 27 de setembro.

    Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos 18 pontos no total da avaliação e acertar ao menos uma questão em cada disciplina exigida para a função pretendida.

    O processo seletivo prevê reserva de vagas para grupos específicos:

    • 25% para pessoas pretas e pardas;
    • 5% para pessoas com deficiência;
    • 3% para indígenas;
    • 2% para quilombolas.

     

    Os candidatos que optarem pelas vagas reservadas concorrerão simultaneamente na ampla concorrência e nas listas específicas de cotas, desde que cumpram os procedimentos de validação previstos no edital.

    Quanto tempo dura o contrato?

     

    Os aprovados serão contratados inicialmente por até 12 meses para atuar nas operações do Censo Agropecuário 2026.

    Os contratos poderão ser prorrogados de acordo com as necessidades do IBGE e o andamento dos trabalhos de coleta de dados, respeitando o limite máximo de 48 meses previsto na legislação federal para contratações temporárias.

    Durante o período de trabalho, os contratados passarão por avaliações periódicas de desempenho. Entre os critérios observados estão assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades executadas.

    desligamento poderá ocorrer caso o profissional apresente desempenho considerado insuficiente.

    Cadastro Reserva

     

    Os candidatos aprovados além do número inicial de vagas formarão cadastro de reserva e poderão ser convocados posteriormente, de acordo com as necessidades do instituto ao longo da execução do Censo Agropecuário.

    Na prática, isso significa que candidatos fora das vagas imediatas ainda podem ser chamados durante a vigência da seleção, caso surjam novas demandas ou desistências.

    Cronograma

     

    • 09 de julho — Encerramento das inscrições
    • 21 de setembro — Divulgação do cartão de convocação da prova
    • 27 de setembro — Aplicação da prova objetiva
    • 28 de setembro — Divulgação do gabarito preliminar
    • 3 de novembro — Resultado definitivo da prova objetiva
    • 18 de dezembro — Resultado final da seleção Fonte: G1-MA

Mais de 80 bairros de São Luís ficam sem água após rompimento de subadutora

Mais de 80 bairros de São Luís estão sem abastecimento de água desde terça-feira (7) após o rompimento de uma subadutora na região da Forquilha. Equipes trabalham no reparo da estrutura para normalizar o abastecimento.

Segundo a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), o dano foi provocado por uma máquina que atua na obra do Elevado da Forquilha.

A Caema informou que a tubulação atingida é uma das principais do sistema de abastecimento da capital. Por isso, o reparo exige cuidados específicos durante a execução dos serviços.

Segundo a companhia, os serviços devem ser concluídos até as 15h desta quinta-feira (9). Após o fim do reparo, o abastecimento será retomado gradualmente nos bairros afetados. Veja abaixo a lista completa.

Bairros afetados

 

  • Alameda dos Sonhos
  • Alto do Pinho
  • Anil
  • Aurora
  • Cohab Anil I
  • Cohab Anil II
  • Cohab Anil III
  • Cohab Anil IV
  • Cohapan
  • Cohatrac I
  • Cohatrac II
  • Cohatrac III
  • Cohatrac IV
  • Condomínio Eco Park
  • Condomínio Home Pratice
  • Conjunto Alvorada
  • Conjunto Esmeralda
  • Conjunto SMV
  • Cruzeiro do Anil
  • Forquilha
  • Ilha Bela
  • Ipem São Cristóvão
  • Itapiracó
  • Jardim das Margaridas
  • Jardim de Fátima
  • Jardim São Cristóvão
  • Jardim São José
  • João de Deus
  • João Paulo
  • Loteamento Casaca
  • Novo Angelim
  • Parque Acácias
  • Parque Aurora
  • Parque Guanabara
  • Parque Icaraí
  • Parque Jaguarema
  • Parque Roseana Sarney
  • Parque Sabiá
  • Parque Sielândia
  • Parque São Luís
  • Parque Universitário
  • Pão de Açúcar
  • Planalto Pingão
  • Rancho Dom Luís
  • Residencial Araçagy II
  • Residencial Araçagy III
  • Residencial Canaã
  • Residencial Centaurus
  • Residencial Filadélfia
  • Residencial Granada
  • Residencial João Alberto
  • Residencial Planalto Anil I
  • Residencial Planalto Anil II
  • Residencial Planalto Anil III
  • Residencial Planalto Anil IV
  • Residencial Primavera
  • Residencial Rio Anil
  • Residencial Santiago
  • Residencial Santos Dumont
  • Residencial Tabata
  • Residencial Turmalina
  • Santo Antônio
  • São Bernardo
  • São Cristóvão
  • Sítio Pirapora
  • Solar das Mangueiras
  • Tirirical
  • Vila Brasil
  • Vila Humaitá
  • Vila Isabel Cafeteira
  • Vila Itamar
  • Vila Lobão
  • Vila Maracajá
  • Vila Militar
  • Vila Nossa Senhora da Conceição
  • Vila Noronha
  • Vila Turqueza
  • Vilagio Cohatrac Fonte: G1-MA

 

Açougueiro é assassinado a tiros no próprio local de trabalho em Imperatriz

Um açougueiro, identificado como Jayro Dias dos Santos Leite, de 34 anos, foi morto a tiros no próprio local de trabalho, em Imperatriz, na Região Tocantina. O crime aconteceu na tarde dessa quarta-feira (8), em um açougue localizado na Avenida Bernardo Sayão.

Segundo a polícia, a vítima estava sentada na porta do estabelecimento quando foi surpreendida por dois homens armados, que chegaram ao local em uma motocicleta.

Os criminosos atiraram cinco vezes contra Jayro. Ele ainda tentou fugir, mas morreu no local. De acordo com familiares, o açougueiro deixou dois filhos.

Até o momento, não há informações sobre a autoria e a motivação do crime. Segundo as investigações, Jayro tinha duas passagens pela polícia, mas ainda não há confirmação se isso tem relação com o homicídio.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Imperatriz. Fonte: G1-MA

Brasil vê avanço com EUA, mas mantém etanol fora da negociação

Em meio às negociações para evitar a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros, o Brasil identificou uma abertura dos Estados Unidos para ampliar a cooperação bilateral no combate ao crime transnacional, disse nesta terça-feira (7) o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

Após uma nova rodada de reuniões técnicas com representantes do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o ministro avaliou que houve avanços em um tema considerado estratégico pelo governo.

“Nós tratamos de um pedido que o presidente Lula tem feito de cooperação integrada de combate ao crime transnacional. Há reconhecimento de que é possível avançar nesse ponto”, afirmou.

Segundo o ministro, a expectativa é realizar ainda nesta semana uma nova reunião técnica e um encontro político com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, antes do encerramento da consulta pública que antecede a decisão sobre as tarifas.

Apesar do avanço em alguns temas, Márcio Elias Rosa reforçou que o governo pretende manter as negociações restritas à questão tarifária.

“A principal orientação do presidente é que não sairemos da mesa e também não deixaremos que outros temas sejam discutidos”, disse.

Etanol excluído

O ministro também voltou a defender que o etanol permaneça fora das negociações comerciais entre os dois países.

Segundo Márcio Elias Rosa, discutir apenas a tarifa do biocombustível ignora a relação entre as cadeias produtivas de etanol e açúcar, além dos impactos para a indústria nacional.

“O governo vem defendendo que o etanol não seja tratado nessa discussão. É uma pena que outras pessoas pensem diferente para que o etanol americano possa entrar no mercado brasileiro com facilidade”, afirmou.

Ele destacou ainda que o setor é estratégico, principalmente para o Nordeste, e lembrou que o açúcar brasileiro enfrenta fortes barreiras para entrar no mercado americano.

“Nosso açúcar tem sobretaxa nos Estados Unidos de quase 100%. Não dá para dissociar as duas cadeias”, disse.

Diante do prazo apertado para um entendimento, o ministro afirmou que o governo concentrará esforços nos pontos em que há possibilidade de avanço. “O prazo é curto. Temos que focar no que pode dar resultado positivo”, declarou.

Setor apoia

Durante a audiência pública promovida pelo USTR, representantes da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, da União Nacional do Etanol de Milho e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil reforçaram a posição defendida pelo governo brasileiro.

As entidades argumentaram que a queda das importações de etanol americano não decorre apenas de tarifas, mas principalmente da expansão da produção nacional de etanol de milho, que reduziu a necessidade de compras externas.

Na avaliação do setor, Brasil e Estados Unidos, os dois maiores produtores mundiais de etanol, deveriam priorizar a expansão do mercado internacional de biocombustíveis, em vez de ampliar disputas comerciais bilaterais.

O que é a Seção 301

As negociações ocorrem paralelamente à investigação aberta pelo USTR com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

O instrumento permite ao governo americano investigar práticas comerciais de outros países consideradas desleais ou prejudiciais às empresas dos EUA. Ao fim do processo, Washington pode aplicar medidas como sobretaxas sobre produtos importados ou outras restrições comerciais.

No caso brasileiro, a investigação questiona políticas relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual, compras governamentais e outros temas. Antes da decisão final, o governo americano realiza uma consulta pública com empresas e entidades interessadas. Fonte: Agência Brasil

Produção de veículos sobe 8,8% no primeiro semestre, diz Anfavea

No primeiro semestre deste ano, a produção de veículos – que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões – cresceu 8,8% em relação ao mesmo período do ano passado, com 1,37 milhão de veículos produzidos. Este foi o melhor primeiro semestre desde 2019, divulgou nesta terça-feira (7) a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Segundo a Anfavea, o principal crescimento foi no segmento de automóveis, cujas vendas avançaram 23,7%, com 208 mil unidades a mais do que no primeiro semestre do ano passado. Já o segmento de veículos pesados, como caminhões e ônibus, seguem em recuperação mais lenta.

No semestre, as vendas de caminhões recuaram 10,5%, enquanto os ônibus registraram queda de 11,6%. E, embora no mês de junho ambos os segmentos tenham apresentado resultados melhores do que no ano passado, o desempenho ainda não foi suficiente para reverter a expectativa de mais um ano de retração.

Quanto aos emplacamentos, o crescimento foi de 18,5% no primeiro semestre do ano, com 1,42 milhão de veículos comercializados. Em junho foram 272,5 mil unidades comercializadas, alta de 28% frente a junho do ano passado.

Expectativa para o ano

Com o desempenho acima do esperado no primeiro semestre, principalmente nas vendas de veículos no mercado interno, a Anfavea decidiu revisar para cima a sua expectativa de crescimento para o ano.

Agora, a associação disse esperar que o Brasil feche o ano de 2026 ultrapassando a marca de 3 milhões de autoveículos emplacados, patamar que não é alcançado desde 2014. Se essa projeção se confirmar, diz a entidade, o crescimento será de 12,1% em relação a 2025, bem acima dos 2,7% previstos no início do ano.

Já a previsão do ano relacionada à produção passou de 3,7% para 5,8%, com expectativa de 2,8 milhões de autoveículos produzidos.

Exportações e importações

Apesar do cenário positivo, as exportações continuam sem apresentar sinal de recuperação no semestre, com queda de 21,2% em relação ao mesmo período do ano passado, somando 216,6 mil unidades exportadas. Considerando-se apenas o mês de junho, o recuo foi de 26,7% sobre junho do ano passado, com 36,7 mil unidades exportadas.

As importações, por sua vez, somaram 280,6 mil unidades, o que representou aumento de 22,8% no primeiro semestre. Em junho foram importadas 57 mil unidades, crescimento de 49,3% em relação a junho do ano passado.